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13.10.17
ED. 5724

Questão de hierarquia

A revelação de que quatro clientes da XP Investimentos foram vítimas do “erro de um agente autônomo” arranhou o humor de Roberto Setubal. Apesar de ter cedido à presidência do Banco Itaú a Cândido Bracher, ele considera que as questões de imagem institucional são com ele. Menos mal que a XP vai ressarcir as perdas de R$ 5 milhões.

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25.08.17
ED. 5691

O candidato da XP Investimentos

Em recente pesquisa, a XP pediu a investidores institucionais que apontassem um nome alternativo para a Presidência da República, ou seja, fora do rol dos candidatos tradicionais. Deu Luciano Huck na cabeça. O que mais chamou a atenção, no entanto, foi outro dos citados: a XP encontrou um lugar para o patrão Roberto Setubal entre os vencedores alternativos. Nada como ter dinheiro sobrando para se jogar um pouco fora com excentricidades.

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14.08.17
ED. 5682

Roberto Setubal, primeiro e único

O co-presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, tem aprovado a performance do seu substituto na presidência do banco, Candido Bracher Botelho. Com pequenas ressalvas. O que se ouve na rádio corredor do Itaú é que, na avaliação técnica, Candinho seria imbatível. Mas, na comunicação, ainda estaria faltando algo, um estilo próprio da casa ou, como se diria, um “toque de Setubal”. No fundo, o dono do Itaú se acha insubstituível.

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Já pensou nas grifes da Alpargatas e da InBrands (holding que reúne Ellus, Richards, Alexandre Hercovitch) penduradas em um só cabide? Os Setúbal e os Moreira Salles já pensaram.

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26.06.17
ED. 5647

“Síndrome de Setúbal”

A mosca azul da “perenidade” parece ter picado Jayme Garfinkel, controlador da Porto Seguro. O empresário tem flertado com a ideia de remendar mais uma vez o estatuto da seguradora e estender sua permanência na presidência do Conselho. Pela regra original, ele deveria ter deixado o cargo de chairman em novembro de 2016, ao completar 70 anos. No entanto, pouco antes da data limite, subiu o teto para os 72 anos, prorrogando seu mandato até o fim de 2018. Agora, se pergunta por que não seguir “aconselhando” formalmente seus executivos até os 74 ou 75 anos? Talvez seja a proximidade com Roberto Setubal, seu sócio – o Itaú é dono de 30% da seguradora. Setubal mudou o estatuto do banco e ganhou mais dois anos na presidência. De todo o modo, caso Garfinkel se contente em ser jubilado ao fim do ano que vem, o clã já tem um potencial sucessor no Conselho da Porto Seguro: em março deste ano, Bruno Garfinkel, filho de Jayme, deixou a diretoria de automóvel da empresa para se aninhar no board. Procurada pelo RR, a Porto Seguro não se pronunciou até o fechamento da edição.

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02.12.16
ED. 5508

Um pedido de Setubal tem força de decreto

O futuro ex-presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal, está dedicando uma parte do seu tempo para exercitar a atividade de lobista. E parece que um pedido de Setubal cala fundo no Palácio do Planalto e no Ministério da Fazenda. O banqueiro clamou pela redução do recolhimento compulsório para que seja aumentado o crédito – e também para mitigar a progressiva perda da rentabilidade bancária com a queda dos juros, mas isso ninguém precisa saber. Não deu outra: o governo já está estudando a medida. O RR cantou essa pedra na edição de 25 de novembro, afirmando que a nova matriz econômica – noves fora as pedaladas e barbeiragens na gestão da banca do Estado – vai deixar muitas das vivandeiras da ortodoxia com saudades. Em tempo: Lula, por motivos diferentes, está defendendo a mesma medida.

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11.11.16
ED. 5494

Do banco para os palanques

• Prestes a deixar a presidência do Banco Itaú, Roberto Setubal tem planos de entrar na vida pública. A exemplo de seu pai, Olavo Setubal, que foi prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores no governo de José Sarney.

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17.11.15
ED. 5249

A indiferença sem vergonha da burguesia nacional

 Rubens Ometto, Jorge Gerdau, Abilio Diniz, Pedro Passos, Roberto Setubal e Benjamin Steinbruch, só para dizer o nome de alguns dos mais destacados empresários do país que, ao menos, se dizem interessados nos rumos do Estado Nacional. Digamos que esses acumuladores de dinheiro buscam colocar uma pitada de organicidade e interesse público naquilo que é seu mantra individual: incentivos, crédito direcionado, barreira protecionista, redução dos gastos públicos, subsídios e câmbio subvalorizado. Nenhuma dessas variáveis representa, solta, o interesse nacional, ou sequer o bordado de uma política setorial consistente. As experiências governamentais anteriores revelam que o surgimento de tecnocracias eficientes somente ocorreu em sintonia com a existência de grupos influentes de empresários orgânicos, que queriam moldar o Estado a sua semelhança e ocupá-lo virtualmente. Os empresários citados no início deste texto não operam em grupo, não falam grosso, não conspiram em bloco, não têm um projeto de país que acomode bem seus negócios, e, sim, uma dúzia de pleitos de suas empresas que ignoram o Brasil.  Os empresários têm sido a elite que traz a inovação capaz de quebrar a inércia após ciclos de dinamismo. FHC foi se pendurar em uma penca de financistas, ligados à aristocrática banca privada brasileira – Itaú, Safra e Unibanco – e a instituições do mercado de capitais, travestidos de acadêmicos independentes, ou seja, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pérsio Arida, Armínio Fraga e outros. No início do regime militar, Jorge Oscar de Mello Flores, Walter Moreira Salles, Antônio Gallotti, Gastão Bueno Vidigal e Eudoro Villela trabalharam com afinco no apoio à dupla estereotípica da tecnocracia, Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões. No Lula I e Lula II, o próprio Henrique Meirelles, saído do BankBoston, com a anuência de Antônio Palocci, era criatura e criador. Antes, é bem verdade, tinham vindo as empreiteiras – até a estigmatização pela Lava Jato, donatárias do melhor capital humano existente no país –, a Coteminas, de José de Alencar, e o Bradesco, única instituição financeira do país com uma preocupação nacional. Com o apoio desse núcleo ascenderam Marcos Lisboa, Murilo Portugal e Joaquim Levy.  Os mais bem favorecidos perderam a amarra cívica, aquele tesão pelo país, a vontade de modelar o Estado até que ele fosse objeto de orgulho. A política empresarial é tímida, pífia e egoísta. Em pouco tempo, muitos deles sairão daqui, transferindo seus negócios para o exterior, de forma a que eles estejam protegidos naturalmente em dólar. Vai nos restar lembrar um dia 1º de janeiro, quando três anciões subiram a rampa do Palácio do Planalto esbaforidos e de braços dados, ajudando-se mutuamente, para uma frugal visita matinal ao então presidente da República, o general João Baptista Figueiredo. Roberto Marinho, Amador Aguiar e Azevedo Antunes eram a metáfora da fibra empresarial daqueles tempos. Tinham ido cumprimentar o presidente e conversar sobre o Brasil. Simbolicamente, os empresários morreram.

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A disposição de Dilma Rousseff em criar um núcleo duro empresarial no seu governo, com forte participação em uma futura reforma ministerial, está esbarrando na diversidade dos interesses e ideias da categoria. O apoio do empresariado foi apresentado à presidente como uma terceira via para lidar com a borrasca perfeita do seu governo: base aliada dividida, Congresso hostil, crash de popularidade, corrupção, ministério fisiológico, inflação, recessão etc. A ideia de trazer a burguesia para compor a regência é um chiclete mastigado. Lula defende um diálogo maior com o setor privado desde a formação do ministério do segundo mandato. O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tem bons amigos entre os empresários, é entusiasta antigo dessa aproximação e adepto da criação de um conselho consultivo de dirigentes do setor privado – a presidente ouve falar em conselheiros e quer logo pegar em uma pistola. Na última vez, mirou o alvo e assassinou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Joaquim Levy veio bater na mesma tecla de atração do empresariado. A estratégia caiu na boca do povo, e ministros como Armando Monteiro e Nelson Barbosa, além dos “aliados” Michel Temer e Renan Calheiros, correram para os braços dos empresários. Os interesses nesses jantares, almoços e reuniões variam do oportunismo mais rastaquera até nobres tentativas de apoio. Em comum, o fato de que todos batem cabeça. Os empresários não têm “uma agenda para o desenvolvimento”, até porque, “agendas” – enfatize-se o plural – é o que não falta. Não há nada nesse empresariado que lembre os Srs. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Gastão Bueno Vidigal, Antonio Gallotti, Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, Cândido Guinle de Paula Machado e… Roberto Marinho. Uma elite orgânica, conservadora modernizante, frequentadora entre si, empreendedora, com um projeto permanente de conquista do Estado e ciosa de previsibilidade. O atual rating dos endinheirados varia conforme as notas sobre a gradação financeira, respeitabilidade, presença na mídia e dependência financeira do governo. Há análises combinatórias. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tem relacionamentos com o governo, respeitabilidade e porte financeiro. O presidente do Itaú, Roberto Setubal, respeitabilidade e grana, mas nunca foi bem visto no Planalto. Jorge Gerdau, arroz de festa nas especulações ministeriais, é, no momento, potencial candidato a pedir o auxílio do governo. O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, já foi aspirante a ministro da Fazenda antes de Joaquim Levy. É identificado como um sincero colaborador. Os dirigentes da Natura, Guilherme Leal e Pedro Passos – este último presidente do IEDI – são anunciados como presentes em todos os encontros, mas nunca participaram de nenhum. E tome de Benjamin Steinbruch, Rubens Ometto, Edson Bueno, Cledorvino Belini, Joesley Batista e tantos e tantos outros. Ressalvas para Paulo Skaf, considerado pelos seus pares o “Guido Mantega do empresariado”. São tantas as diferenças para um único consenso: Dilma é vista por todos como um estorvo. Se a realidade refletir o que é dito pelos empresários à boca pequena, o apoio à presidente não passa de um autoengano de Dilma.

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27.08.15
ED. 5194

Espelho meu

O discurso pacificador do presidente do Itaú, Roberto Setubal, mira no interesse da própria banca. Setubal é um grande entusiasta de que o governo encontre uma solução pactuada para o problema das empreiteiras. A inadimplência dessas empresas bate à porta.

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