05.12.18
ED. 6008

Segurança de Bolsonaro é uma questão de fé

Nunca se rezou tanto por um presidente antes que tomasse posse. Aliás, um presidente no gozo da sua saúde, antes que se faça qualquer correlação com Tancredo Neves. Hoje, nesta hora, neste exato minuto, há fieis orando por Jair Bolsonaro. Um fenômeno conquistado com um discurso permanente sobre o risco da integridade física do futuro mandatário. Antes mesmo de tomar a facada que mudou o rumo da história, entre as hostes bolsonímicas já se levantava a probabilidade de um atentado contra o candidato do PSL e a mudança que ele representava.

Dito e feito. Houve o atentado. E nunca mais se parou de aventar a possibilidade dele se repetir. Os principais assessores do presidente eleito e seus próprios filhos são os responsáveis pelo clima de medo e tensão permanente, levantando suspeitas, inclusive, entre os mais próximos de Bolsonaro. Entre estes, as maiores interrogações recaem sobre os aliados de últimahora. São também potenciais matadores o PT, o MST, indigenistas, sindicalistas e os “esquerdopatas” de vários matizes.

Estranha-se que, em meio à tamanha preocupação e cuidados com a saúde do futuro presidente, tenham se esquecido de dar a transparência devida ao depoimento de Adélio Bispo, o homem da faca. Ninguém nunca leu a íntegra do seu depoimento. O grau de ansiedade tem se ampliado em direção aos próprios filhos, que deverão ter proteção especial e andar em carros blindados. Se houver realmente uma conspiração para o extermínio de Bolsonaro, é algo demasiadamente preocupante. Caso contrário, pode ser uma estratégia muito bem feita de comunicação.

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