Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Credores da Lupatech têm muitas perguntas ainda sem resposta

1/06/2026
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Pelo andar da carruagem, a Lupatech encontrará um ambiente pouco amistoso ao se sentar frente a frente com seus credores. O pedido de recuperação extrajudicial, protocolado na semana passada, foi recebido com desconfiança entre os bancos, a exemplo de Banco do Brasil, Itaú e Santander, e debenturistas. Nos bastidores, há questionamentos à decisão da Lupatech e até mesmo ao disclosure das informações já apresentadas. Para uma companhia listada em bolsa, fornecedora da Petrobras e dona de um conjunto de subsidiárias operacionais com recebíveis recorrentes, o passivo de R$ 295 milhões parece relativamente modesto para justificar uma medida tão drástica. Uma pergunta circula no mercado: por que a empresa recorreu a uma recuperação extrajudicial em vez de buscar uma renegociação convencional com bancos, fornecedores e credores financeiros? Talvez os credores estejam vendo pelo em ovo, mas, em conversa com o RR, o executivo de um dos bancos levantou a hipótese de os problemas financeiros da Lupatech serem mais complexos do que o valor nominal do passivo indica. Os credores já se perguntam se existiriam contingências, disputas judiciais ou passivos herdados de reestruturações anteriores que continuariam pesando sobre a companhia. A Lupatech carrega um histórico particularmente traumático. Ela foi uma das empresas mais afetadas pelo colapso dos investimentos da Petrobras após a Lava Jato. Entre 2014 e 2018, viu receitas despencarem, acumulou prejuízos sucessivos, renegociou dívidas, vendeu ativos e precisou passar por sucessivas reestruturações para evitar uma deterioração ainda maior.

Previ avança na desmobilização de seu portfólio imobiliário

1/06/2026
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Pelo jeito, a Previ não está levando muita fé nos planos da Prefeitura do Rio de reurbanização e revitalização do Centro da cidade. O fundo de pensão colocou à venda seus principais imóveis na região. O pacote engloba 15 andares do Candelária Corporate, assim como três pavimentos no Edifício Rio Branco 1. A fundação procura comprador também para os dois andares que possui no Teleporto (Centro Empresarial Cidade Nova). Ao todo, o lote está avaliado em algo em torno de R$ 190 milhões. A debandada da Previ do Centro do Rio é mais um movimento na redução do portfólio imobiliário do fundo. Na semana passada, a entidade acertou a venda das torres A e B do WTorre Nações Unidas, na Marginal Pinheiros, em São Paulo, para o JS Renda Imobiliária, ligado ao Safra. Além disso, também negocia a venda de suas participações nos shoppings ABC e Metrô Tatuapé, em São Paulo.

#Previ

Ferroanel ameaça descarrilar relicitação da Malha Oeste

1/06/2026
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A exigência de que o futuro operador da Malha Oeste construa o Ferroanel de São Paulo enfrenta resistência entre os potenciais investidores. A leitura no setor é que o governo está tentando empacotar dois problemas em um único leilão: a recuperação de uma ferrovia degradada, hoje operada pela Rumo, e uma obra bilionária que há anos ninguém consegue tirar do papel. O Ferroanel tem custo estimado em cerca de R$ 6 bilhões. É um estorvo dentro de um vagão já enferrujado, como é o caso da Malha Oeste. Esta última reúne mais de 1,6 mil quilômetros entre Corumbá e Mairinque, com trechos ociosos, demanda concentrada em poucos corredores e necessidade pesada de recuperação. A ANTT prevê aporte federal de até R$ 3,6 bilhões para viabilizar a concessão, mas investidores avaliam que jogar o Ferroanel dentro do pacote pode piorar a relação risco-retorno.  

Entre os nomes citados no Ministério dos Transportes como possíveis interessados estão operadores ferroviários como MRS e VLI, além de grupos ligados à carga de celulose, como Suzano, Eldorado e Arauco. A região de Três Lagoas é o filé do projeto: só a carga de celulose projetada é estimada em 15 milhões de toneladas. O governo tenta vender a obra como solução logística ampla para São Paulo e para o acesso aos portos do Sudeste. Só que os investidores enxergam outra coisa: um edital que pode nascer carregando obra cara, demanda incerta e risco de reequilíbrio contratual.

#Ferroanel

Leite em pó ferve ainda mais relações entre governo e bancada ruralista

1/06/2026
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A suspensão das medidas antidumping contra o leite em pó da Argentina e do Uruguai abriu uma nova frente de atrito entre o governo e a bancada ruralista. Na sexta-feira, congressistas da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA) discutiam uma reação à abrupta decisão do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), incluindo a possibilidade de judicializar o caso. Na última quinta-feira, o órgão anunciou as medidas; no dia seguinte, “desanunciou”. O descontentamento é ainda maior pelo fato de que o próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio reconheceu a prática de dumping, com margens de até 60% para a Argentina e 50% para o Uruguai. A investigação havia sido aberta em dezembro de 2024, a pedido da CNA, depois de produtores denunciarem a entrada de leite em pó a preços inferiores aos praticados nos mercados de origem. O pedido de congelamento das tarifas teria partido da própria equipe econômica, preocupada com o impacto das sobretaxas sobre a inflação de alimentos.

#Agronegócio

Flying Rivers faz ofensiva global por recursos para novo fundo climático

29/05/2026
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Corre no mercado que a Flying Rivers Capital conversa com investidores climáticos internacionais, family offices globais e mesmo fundos soberanos em busca de recursos para novos aportes. Seu pipeline está concentrado em três frentes: transição energética, segurança alimentar e minerais críticos. O mais recente FIP Climático da gestora, ressalte-se, já conta com um investidor de peso, o BNDES, que entrou com R$ 500 milhões. A meta é captar ao todo algo em torno de R$ 1,7 bilhão. A Flying Rivers Capital administra atualmente cerca de R$ 1 bilhão em ativos. Nascida a partir do spin-off da vertical climática da eB Capital, a casa de investimentos passou a ter como sócio Ricardo Mussa, ex-CEO da Raízen. Mussa chegou há dois meses com a missão de acelerar a originação de projetos e ampliar o acesso a investidores institucionais globais.

Cisão da Raízen é prenúncio de divórcio entre Ometto e Shell

29/05/2026
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A iminente cisão da Raízen desponta como o início do fim da associação entre Cosan e Shell. Na interpretação dos próprios credores, o spin-off em duas novas empresas foi engenhosamente desenhado para cumprir uma dupla função – a segunda ainda guardada a sete chaves. Além de destravar a reorganização financeira do grupo e a conversão das dívidas em participação acionária, a proposta abre caminho para o divórcio societário entre Rubens Ometto e o grupo anglo-holandês. A princípio, tanto a Cosan quanto a Shell deverão permanecer no capital das duas futuras unidades. Mas, em um segundo momento, cada uma seguiria seu próprio caminho. A própria divisão dos ativos da Raízen parece estar sendo feita sob medida para viabilizar esse próximo passo: de um lado, a Raízen Energia ou Agro, que englobará os negócios em etanol, açúcar e bioenergia; do outro, a Raízen Combustíveis, com os braços de distribuição, leia-se 6,8 mil postos, e de lubrificantes. Ou, como alguns credores já dizem nos bastidores, a “Raízen do Ometto” e a “Raízen da Shell”. Nesse contexto, o próximo movimento seria a venda das participações de Ometto no braço de combustíveis e da petroleira na unidade de energia/agrícola. No fundo, é como se o empresário e a Shell estivessem se preparando para voltar ao ponto em que se encontravam 15 anos atrás, quando decidiram combinar seus ativos. Consultada pelo RR, a Cosan não quis comentar o assunto. Já a Shell limitou-se à monotemática resposta que tem repetido para qualquer pergunta que lhe é feita sobre a Raízen: “Como acionista, a Shell apoia a decisão da equipe de gestão da Raízen de entrar com um pedido de recuperação extrajudicial em comum acordo com os credores, visando uma solução negociada e que funcione para todas as partes. Esse processo é uma medida prudente e necessária para envolver ainda mais as partes relevantes nas soluções necessárias para enfrentar os significativos desafios financeiros da Raízen e apoiar sua recuperação. A Shell está propondo injetar R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução estrutural. A Shell continuará trabalhando em estreita colaboração com a equipe de liderança da Raízen e credores no intuito de assegurar o futuro de longo prazo do negócio”.
Segundo uma fonte que participa do processo de reestruturação do passivo de R$ 65 bilhões da Raízen, Cosan e, sobretudo, Shell já transparecem suas intenções separatistas. Os executivos do grupo anglo-holandês têm feito críticas recorrentes à coexistência entre as divisões de combustíveis e de energia/agro. Não é de hoje que o downstream – postos Shell, distribuição de combustíveis, aviação, conveniência, bases e logística – tem financiado a produção de açúcar, etanol e bioenergia. O primeiro é um negócio de giro mais previsível, com caixa mais recorrente e menor risco operacional; o segundo, por sua vez, exige Capex pesado e tem sofrido com condições climáticas, oscilações dos preços do açúcar e do álcool e muita volatilidade em suas margens. Mais do que isso: carrega os efeitos colaterais da aposta pesada no etanol de segunda geração, que ainda não entregou o retorno esperado.
Além de questões relacionadas ao business, a separação entre Cosan e Shell seria uma consequência do desgaste entre os dois sócios gerado pelo próprio processo de reestruturação da Raízen. As duras tratativas com os credores deixaram rusgas de parte a parte. A Shell não digeriu a recusa da Cosan de aportar dinheiro novo na joint venture. Por sua vez, Ometto praticamente levou para o pessoal a postura da petroleira de não oferecer resistência à pressão dos credores para a saída do empresário da presidência do Conselho da Raízen. São rusgas de parte a parte que, a partir da cisão da companhia, serão carregadas não apenas para uma, mas para duas novas empresas. Ao que tudo indica, por pouco tempo.

#Ometto #Raízen #Shell

Risco político contamina a água da Copasa

29/05/2026
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O risco político tem pesado — e muito — sobre o cambaleante processo de privatização da Copasa. O que acontecerá com a empresa caso o atual governador, Mateus Simões, perca a eleição, como todas as pesquisas indicam que ocorrerá? Essa é a questão que ajuda a explicar a cautela dos investidores. Uma eventual troca de comando em Minas Gerais poderá abrir espaço para contestações à privatização, revisão de decisões tomadas no fim do governo Zema ou uma guerra jurídica em torno dos contratos que sustentam o valuation da estatal. O risco é mais profundo do que a simples hipótese de um novo governador tentar desfazer a venda. A Copasa correu para renovar contratos municipais antes do leilão justamente para entregar ao investidor uma empresa com receita mais previsível. O caso mais sensível é Belo Horizonte. A concessão da capital, que iria até 2032, foi prorrogada até 2073. A assinatura foi tratada pelo mercado como peça-chave para a privatização, mas virou munição para deputados, vereadores e entidades que questionam a legalidade do acordo.
Há representações no Tribunal de Contas de Minas Gerais contra a renovação. A tese dos críticos é direta: um contrato com vencimento em 2032 não poderia ser esticado por mais quatro décadas, até 2073, sem nova licitação, sem consulta pública mais ampla e em meio a um processo de privatização. Parlamentares também argumentam que a venda da Copasa mudaria a natureza jurídica da prestadora de serviço, o que poderia descaracterizar as bases do contrato original com Belo Horizonte.
Outro ponto sensível são os pagamentos para amarrar municípios ao novo desenho. Em Belo Horizonte, a renovação prevê repasses de cerca de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,7 bilhão à prefeitura, segundo diferentes levantamentos publicados. Em paralelo, a Copasa costurou com a Associação Mineira de Municípios a antecipação de até R$ 350 milhões a cidades do interior, como forma de acelerar a renovação de concessões até 2073. Para investidores, isso resolve parte do problema contratual; para adversários da privatização, cria uma nova linha de ataque: a de que a estatal estaria pagando caro para blindar a venda.
A primeira tentativa do governo mineiro de atrair um acionista de referência ficou abaixo do esperado: as propostas apresentadas pela Equatorial e pela Aegea não atingiram o preço mínimo exigido pelo estado. A resposta do governo foi mexer nas condições da operação para tentar tornar o ativo mais palatável. O problema é que a dificuldade de preço não nasce apenas da planilha. Está também na dúvida sobre o que acontecerá com a Copasa depois da eleição.

#Copasa

Redata vira a nova provocação de Alcolumbre ao Planalto

29/05/2026
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O Redata virou o novo front da guerra nada fria entre Davi Alcolumbre e o Palácio do Planalto. O presidente do Senado tem feito ouvidos de mercador aos sucessivos pedidos para pautar o PL 278/2026, que recria o regime especial de tributação para data centers. A resistência, ao que tudo indica, tem menos relação com o mérito do projeto e mais com sua origem: trata-se de uma proposição direta do governo, concebida para substituir a MP do Redata, que caducou, vejam só, depois de não ser votada no Senado. Desde então, a pressão se acumulou. Geraldo Alckmin já tratou do tema com Alcolumbre; Dario Durigan defende a aprovação como parte da agenda de atração de investimentos; Hugo Motta também entrou no circuito; e entidades como Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) e Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) cobram uma solução rápida. A todos, Alcolumbre não diz nem que sim, nem que não.
O projeto concede incentivos fiscais para implantação e ampliação de data centers no Brasil, com exigências ligadas ao uso de energia renovável e indicadores ambientais. Na prática, é uma tentativa de colocar o país na disputa global por centros de dados, infraestrutura de nuvem e inteligência artificial. Cada semana sem votação reforça a leitura de que Alcolumbre, mais uma vez, usa a pauta do Senado como instrumento de vendeta contra o Planalto. E o Brasil? O Brasil que se estrepe. A Brasscom estima que o país pode atrair até US$ 500 bilhões em investimentos em data centers nos próximos cinco anos. Mais efusivo, Alckmin já falou em R$ 2 trilhões. Seja um valor, seja outro, o fato é que essa dinheirama depende da aprovação do Redata.

Empresas de logística pressionam ANTT contra novas regras

29/05/2026
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Grandes empresas de logística insistem na tentativa de frear as novas regras do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) – número criado pela ANTT para registrar e rastrear operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Nos bastidores, operadores como JSL, BBM Logística, Tegma, Braspress e outras companhias de transporte seguem pressionando a ANTT por um novo cronograma de implementação, mesmo com a entrada em vigor das novas normas no último dia 24. O setor argumenta que a nova regulamentação foi colocada de pé sem que empresas, transportadores e plataformas tivessem tempo suficiente para adaptar seus sistemas. A alegação é que o cruzamento dos dados do CIOT, MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) – do documento fiscal digital que reúne, em um único registro, todas as informações de uma viagem de transporte de cargas – e do piso mínimo de frete poderá provocar uma onda de inconsistências operacionais, com o travamento de embarques.
Para a ANTT, o principal motivo é outro: as empresas querem escapar da nova sistemática e do aumento da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete. De fato, é algo que dói no caixa das transportadoras. O novo modelo reduz a flexibilidade comercial em determinadas rotas e pressiona custos em um mercado já marcado por margens apertadas.

#ANTT #logística

Governo brasileiro está perplexo com a ação do Departamento de Estado dos EUA

28/05/2026
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O presidente Lula e a cúpula do governo estão, nesse momento, discutindo no Palácio do Planalto as ações a serem tomadas no âmbito interno e externo depois da decisão do Departamento de Estado norte-americano enquadrar o Brasil no rol dos países narcoterroristas. Apesar do tema estar restrito a uma discussão de caráter civil, espera-se que Lula convoque os comandos das Forças Armadas para discutir o assunto nos próximos dias. Não custa lembrar que os americanos bombardearam navios venezuelanos sem nenhuma evidência de que eles estavam envolvidos no tráfico de drogas. A medida causou espanto geral. Passou ao largo do Itamarati e dos serviços de Inteligência. E ninguém esperava algo tão radical, que pode, inclusive, afetar o sistema financeiro nacional. Mas, a maior preocupação do governo, neste momento, é que a decisão do Departamento de Estado se espraie para a União Europeia, cujos países membros já manifestaram sua preocupação com o crescimento do tráfico de drogas na região, particularmente cocaína. O último relatório da European Union Drugs Agency, de 2025, informou que o ano de 2023 foi o sétimo ano consecutivo de recorde de apreensão da droga no continente. A maior parte do volume de apreensão continua sendo na Bélgica, na Espanha e nos Países Baixos.

Os assessores de Lula lembram que a União Europeia não é iniciante em ações internacionais contra o tráfico de drogas. Mas, diferentemente dos EUA, não usam a diplomacia do big stick norte-americano. A exemplo da experiência com a Colômbia, os europeus preferem ações cooperativas e de responsabilidade compartilhada. O problema maior não seria um “quase golpe” no estilo trumpista, mas a soma de vozes. Qualquer eco da medida dos EUA em outra parte do mundo reforça o que mais ameaça o Brasil: a repercussão direta na economia do país. Na verdade, qualquer afirmação que se faça sobre uma possível reação do governo brasileiro ao grave ataque a sua soberania é uma precipitação. Mas uma fonte do RR chamou a atenção para uma possibilidade, inclusive aventada pela publicação: o contra-ataque através de uma campanha internacional contra os paraísos fiscais. O dinheiro do tráfico tem que estar em algum lugar. E para coibir seriamente a circulação das drogas é preciso fechar os cofres onde o dinheiro está depositado. E todo mundo sabe onde eles estão localizados.

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