Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

XPeng é mais uma montadora chinesa disposta a produzir no Brasil

7/04/2026
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O RR apurou que a montadora chinesa XPeng abriu conversações com os governos de São Paulo e de Goiás em torno do projeto de instalação de uma fábrica no Brasil. O movimento ocorre em paralelo aos preparativos da companhia para iniciar sua operação comercial no país. A partir do segundo semestre, a empresa deve começar a vender seus primeiros automóveis, importados da China. Listada nas bolsas de Nova York e Hong Kong, a Xpeng tem a Volkswagen como um de seus acionistas minoritários. Em 2025, a montadora chinesa vendeu 429 mil veículos em todo o mundo, um crescimento de 126% na comparação com o ano anterior. A abertura de uma fábrica no Brasil é vista pelos chinesas como peça-chave para competir com rivais chinesas já instaladas no país, como BYD e GWM, notadamente no segmento de veículos elétricos. A Xpeng produz exclusivamente modelos eletrificados. E agora avança para carros sem motorista. Em março, conseguiu autorização na China para testar táxis equipados com a chamada autonomia nível 4, ou seja, automóveis que se deslocam sem qualquer interferência humana.

#XPeng

“Bet da Caixa” vai para a gaveta após pressão de Lula

7/04/2026
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O alardeado plano da Caixa Econômica de criar sua própria plataforma de bets tomou chá de sumiço. A direção do banco estatal colocou o projeto na geladeira. Segundo informações filtradas pelo RR, os trabalhos foram suspensos e a equipe que se dedicava ao assunto, praticamente desmobilizada. As gestões com possíveis parceiros tecnológicos também foram interrompidas. O recuo se deu por pressão política do próprio Palácio do Planalto. Basta lembrar a reação de Lula em outubro do ano passado quando a instituição financeira anunciou o lançamento da “bet da Caixa”. O presidente da República cobrou explicações do no1 da Caixa, Carlos Vieira – segundo o RR apurou, à época, o episódio quase custou o cargo de Vieira. Lula não foi voz isolada. O agora ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também fez carga dentro do governo contra o projeto. Seria um contrassenso estimular a jogatina por meio de um banco estatal justo no momento em que o governo faz uma cruzada pré-eleitoral para reduzir o elevado nível de endividamento das famílias brasileiras – conforme o RR antecipou.

Procurada, a Caixa Econômica não se manifestou. Em tempo: seja no Lula IV, seja no Flavio I, se, por acaso, o próximo governo quiser tirar a plataforma de bets da Caixa da gaveta encontrará um projeto praticamente pronto. O banco chegou, inclusive, a definir três marcas para atuar no segmento de apostas online: BetCaixa, MegaBet e Xbet Caixa. Entre outros pontos, o plano formatado previa a possibilidade de parcerias com players do mercado. Estabelecia ainda operação simultânea em canais digitais e físicos, incluindo as próprias casas lotéricas. Esse modelo teria dupla serventia: além de aumentar a capilaridade do serviço, seria uma forma de aplacar a resistência da extensa rede de loterias da Caixa, que, desde o início, passaram a enxergar a plataforma de bets como uma ameaça ao seu próprio negócio.

#bet #Lula

“Carluxo” dispara contra Esperidião Amin. E Flávio, como fica?

7/04/2026
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Está difícil para o bolsonarismo fechar uma equação eleitoral em Santa Catarina, notadamente no que diz respeito à disputa ao Senado. Segundo uma fonte próxima ao clã, a ordem na campanha de Carlos Bolsonaro é bombardear Esperidião Amin — adversário direto na corrida à Casa Alta do Congresso. Desde o fim de semana, circulam em grupos de WhatsApp e canais de Telegram ligados ao bolsonarismo ataques a Amin. A maior parte tenta colar no ex-governador a pecha de “traidor”, sob a narrativa de que, na eleição de 2022, apesar de declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro, ele não se engajou na campanha do então presidente da República. O problema é como sincronizar a estratégia de “Carluxo” com a campanha de Flavio Bolsonaro. Amin já disse que apoia a candidatura do “01” e palanque não é coisa que se recuse, mesmo tratando-se de um adversário do irmão nas urnas. São os encaixes que Flavio terá de fazer em Santa Catarina ao ter três nomes fortes da direita na disputa ao Senado – além de Carlos Bolsonaro e Amin, a líder na pesquisas Carol de Toni. A descoordenação e as rusgas familiares ficaram ainda mais evidente no fim de semana, quando Michelle Bolsonaro repostou um vídeo favorável a Amin, gesto interpretado como uma provocação ao enteado – e notório desafeto – Carlos Bolsonaro.

#Carlos Bolsonaro

Procura-se uma “terceira via societária” na Raízen

6/04/2026
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Entre as tantas peças que faltam no quebra-cabeças da Raízen, há uma em especial que mobiliza Cosan e Shell: a busca de um novo investidor que aporte recursos na companhia e se junte à dupla, como uma espécie de terceira âncora societária da encalacrada joint venture. No mercado, circulam, à boca miúda, informações de que a empresa de Rubens Ometto e a multinacional têm mantido conversas com fundos de investimento e com tradings de energia em torno da possível entrada no capital da Raízen. Um dos possíveis candidatos é a uma gestora norte-americana especializada em distressed assets e já com negócios similares no Brasil. Essa “terceira via societária” teria um múltiplo papel na complexa reestruturação da companhia, praticamente soterrada por uma dívida de R$ 65 bilhões. Em primeiro lugar, reduziria o volume de recursos que Cosan e Shell terão de aportar na empresa. Além disso, esse novo investidor funcionaria como uma espécie de fiador da renegociação do passivo da Raízen junto aos credores. Na semana passada, Cosan e Shell apresentaram aos bancos a proposta de conversão de até 45% das dívidas, algo como R$ 29 bilhões, em participação acionária. O que se ouve nos bastidores é que a primeira reação das instituições financeiras não foi das mais animadoras. Os bancos impõem rígidas condicionalidades para aceitar a transformação de quase metade dos créditos que têm a receber em ações da Raízen. A exigência primaz, já sobre a mesa, é justamente que Cosan e Shell façam uma injeção de capital na companhia.

Na prática, ao tentar atrair um novo investidor, Cosan e Raízen buscam alguém para ocupar um espaço até então feito sob medida para o BTG. O banco, que já é sócio indireto da Raízen, por meio da Cosan, participou intensamente das primeiras rodadas de negociações para o aporte de capital na companhia. O banco injetaria algo como R$ 5 bilhões. A costura, que chegou a ser levada ao Palácio do Planalto, envolvia a cisão da Raízen em duas empresas – de um lado, as usinas sucroalcooleiras; do outro, a distribuição de combustíveis. Consta, no entanto, que a Shell se opôs a condições apresentadas pela instituição financeira. Fontes próximas à Raízen apostam que o BTG não desistiu do negócio. Ao seu estilo, estaria apenas à espreita, esperando a hora certa para um novo bote. O banco garante que não. Em contato com o RR, o BTG informou, por meio de sua assessoria, que não vai participar da capitalização da Raízen. Também consultada, a Shell disse que “apoia a decisão da equipe de gestão da Raízen de entrar com um pedido de recuperação extrajudicial. Esse processo é uma medida prudente e necessária para envolver ainda mais as partes relevantes nas soluções necessárias para enfrentar os significativos desafios financeiros da Raízen e apoiar sua recuperação”. A Shell informou ao RR que “está propondo injetar R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução estrutural”. E que “continuará trabalhando em estreita colaboração com a equipe de liderança da Raízen enquanto busca assegurar o futuro de longo prazo do negócio”. Perguntada especificamente sobre as tratativas para a entrada de um novo investidor no bloco de controle, a companhia não se manifestou. A Cosan, por sua vez, não quis comentar o assunto.

#Raízen

Empresa de transmissão da Brookfield põe mais um ativo sobre o balcão

6/04/2026
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O processo de desmobilização de ativos da Quantum, o braço de transmissão da Brookfield no Brasil, avança mais uma casa. A empresa busca um comprador para a Pampa Transmissão de Energia, uma de suas subsidiárias. A empresa reúne três linhas e uma subestação, somando cerca de 316 quilômetros de extensão, com concessão válida até 2049. No mercado, a colombiana ISA e a Argo Energia, joint venture entre o Grupo Energía Bogotá (GEB) e a Red Eléctrica de España, são apontadas como candidatas ao negócio. Esta última já comprou um pacote de 2,4 mil quilômetros em linhas transmissoras junto à própria Quantum, em 2022. Além disso, está com o caixa reforçado para aquisições: em outubro levantou R$ 1,7 bilhão por meio de uma emissão de debêntures.

Ao que tudo indica, não é de hoje que a Quantum vem preparando o terreno para a venda da Pampa. Há cerca de seis meses, comprou os 50% da companhia que até então pertenciam à espanhola Cymi, assumindo 100% do controle. Na ocasião, o mercado já especulava que a operação seria uma antessala para a posterior venda integral da Pampa a um valuation mais elevado. Ao longo dos últimos anos, a empresa de transmissão da Brookfield tem intensificado a estratégia de monetização de ativos mais maduros. A negociação mais emblemática foi a venda da Mantiqueira para a chinesa State Grid, em novembro do ano passado, transação que atribuiu à empresa um enterprise value de aproximadamente R$ 7 bilhões. Procurada pelo RR, a Quantum informou que “não comenta especulações de mercado”.

#Brookfield

Novo ministro da Agricultura estreia sob pressão de tradings e crise nos portos

6/04/2026
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O novo ministro da Agricultura, André de Paula, assumiu o cargo, semana passada, com as tradings de commodities agrícolas bufando na porta do seu gabinete. As grandes empresas do setor pressionam o governo pela flexibilização das regras de fiscalização fitossanitária. O impasse ganhou dimensão nas últimas semanas, com impacto direto sobre a logística de exportação. O endurecimento da política de “tolerância zero” adotada pelo Ministério da Agricultura, a partir de exigências impostas pela China, provocou um efeito cascata nos portos. Há cerca de dez dias, 22 navios carregados com soja ficaram parados simultaneamente em portos brasileiros à espera de certificação sanitária. Algumas tradings, como a Cargill, chegaram a suspender a compra do produto. O Ministério já afrouxou um tiquinho das rédeas, ao devolver às empresas privadas um papel maior na coleta de amostras para certificação. No entanto, as tradings alegam que as normas para a liberação da autorização de embarque ainda estão na fronteira do “incumprível”. Nesse caso, a solução do problema passa por Brasília, mas, sobretudo, por Pequim. A China, destino de 70% das exportações brasileiras de soja, elevou o nível de exigência após sucessivas reclamações envolvendo contaminação por sementes de ervas daninhas.

#Ministério da Agricultura

The Yeld Lab monta pipeline local e avança em agtechs brasileiras

6/04/2026
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Corre no mercado que o The Yield Lab já teria oito agtechs em estágio de análise em seu pipeline para receber aportes do novo fundo dedicado exclusivamente ao Brasil. O veículo, ainda em fase de estruturação, marca uma inflexão na atuação da gestora no país, que passa de uma abordagem regional para uma alocação concentrada no mercado brasileiro. A nova tese prevê investimentos em startups nos estágios seed e Série A, com foco em soluções ao longo de toda a cadeia do agronegócio — de insumos e produtividade a logística, crédito e comercialização.
Globalmente, o The Yield Lab soma mais de 80 startups no portfólio, sendo 20 delas na América Latina, que representam US$ 50 milhões em ativos. O fundo atua na região por meio do The Yield Lab Latam, que tem entre seus investidores de agências multilaterais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), a grandes conglomerados privados, como a Nestlé e a mexicana Bimbo. No Brasil, a gestora já investiu em companhias como a Culttivo, agfintech voltada ao crédito para cafeicultores, além de outras plataformas digitais e soluções baseadas em dados.

#Yeld Lab

Mercado Livre se consolida como uma instituição financeira em pele de e-commerce

2/04/2026
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O Mercado Livre é uma plataforma de e-commerce que controla uma fintech ou o Mercado Pago é uma fintech que controla uma plataforma de e-commerce? O megaplano de investimento de R$ 57 bilhões anunciado na semana passada coloca a instituição financeira em uma posição de centralidade e protagonismo no tabuleiro do grupo no Brasil. Segundo o RR apurou, nos próximos várias medidas serão colocadas em marcha para impulsionar a operação do Mercado Pago. A estratégia do conglomerado prevê uma oferta mais agressiva de crédito para os consumidores. Há estudos para a ampliação das linhas “BNPL estruturado” (buy now, pay later). A fintech avalia ainda expandir soluções de adquirência proprietária fora do marketplace, com POS (Point of Sale) próprio e integração direta com o app, reduzindo dependência de bandeiras. Em paralelo, estuda-se o avanço em pagamentos offline e QR interoperável, ampliando a presença no varejo físico e conectando ainda mais o mundo online ao offline. O pano de fundo é o projeto do Mercado Livre de criar um ecossistema financeiro fechado. Trata-se, na prática, de um projeto de “captura” do cliente. A pretensão é transformar o Mercado Pago em conta principal do usuário, a partir da concentração cada vez maior da “vida financeira” do consumidor dentro do app, com incentivos para retenção de saldo, integração com folha de pagamento e uso recorrente como conta do dia a dia. Internamente, discute-se ampliar funcionalidades de conta salário, débito automático inteligente e até camadas de “banking as a service” para empresas que operam dentro do marketplace. Procurado pelo RR, o Mercado Livre não retornou até o fechamento desta matéria.

Há um fator estrutural que ajuda – e muito – a explicar a velocidade da expansão do Mercado Pago no Brasil, que não encontra paralelo em outros países em que o grupo atua: o braço financeiro do Mercado Livre, como tantas outras plataformas digitais, opera em uma zona cinzenta regulatória. Na prática, atua como banco, presta serviços de banco, concorre com bancos, mas não está sujeito, nem de longe, ao mesmo nível de exigências prudenciais impostas às instituições financeiras convencionais. Trata-se de uma assimetria regulatória relevante que o Banco Central não consegue resolver. Enquanto bancos convivem com regras mais rígidas de capital, liquidez e supervisão, as fintechs avançam com maior flexibilidade operacional e menor custo regulatório. Esse descompasso não apenas reduz barreiras de entrada, como acelera a capacidade de crescimento. É o caso do Mercado Livre, que disputa diretamente com o sistema bancário e galga degraus, utilizando instrumentos de banco, mas sem carregar integralmente o peso do arcabouço regulatório que define o setor.

Por trás de todas as novas frentes sobre as quais o Mercado Pago pretende avançar, há um vetor comum: dados. O braço financeiro do Mercado Livre opera com uma vantagem estrutural ao enxergar, em tempo real, toda a jornada econômica do usuário — da intenção de compra ao pagamento, da logística ao pós-venda. Essa visão integrada permite não apenas precificar risco com mais precisão, mas também antecipar demanda, ajustar limites e ofertar produtos financeiros no exato momento de necessidade.

Os números ajudam a colocar o Mercado Pago em perspectiva — e mostram por que a fintech deixou de ser um apêndice para se tornar o eixo estrutural do grupo. A operação já soma cerca de 72 milhões de usuários ativos mensais na América Latina, sendo aproximadamente 60 milhões apenas no Brasil. Trata-se de uma máquina de alta frequência: são mais de 4,5 bilhões de transações processadas por trimestre, um indicativo claro de que o Mercado Pago não é apenas relevante em base, mas também em intensidade de uso — um ativo crítico para monetização e expansão de crédito.

Essa escala se traduz diretamente no avanço do Mercado Pago em intermediação financeira. A carteira de crédito já se encontra entre US$ 11 bilhões e US$ 12,5 bilhões, com crescimento que chegou a 90% em base anual, colocando a operação em trajetória de consolidação como um dos principais originadores de crédito da região. Dentro desse portfólio, o cartão de crédito responde por algo entre US$ 5 bilhões e US$ 5,7 bilhões, evidenciando a transição para um modelo mais recorrente e de maior lifetime value. Ainda mais relevante é o fato de essa expansão vir acompanhada de níveis de inadimplência controlados, entre 4% e 6%, sinalizando maturidade do modelo de risco baseado em dados transacionais do próprio ecossistema. Em paralelo, a receita da fintech já alcança US$ 12,6 bilhões anuais, crescendo a taxas próximas de 50% — consistentemente acima do e-commerce — e ampliando sua participação no resultado consolidado do grupo.

A integração com o marketplace reforça essa dominância. No Brasil, mais de 5,8 milhões de pequenas e médias empresas operam dentro do ecossistema combinado de Mercado Livre e Mercado Pago, sendo que cerca de 60% utilizam a fintech como principal infraestrutura financeira. Mais do que isso, mais da metade do volume de pagamentos já ocorre fora do ambiente do marketplace, indicando que o Mercado Pago ultrapassou definitivamente a fronteira do e-commerce e passou a disputar espaço no sistema financeiro como um todo.

#Mercado Livre

Nova capitalização na Atlantic Nickel entra no radar da Appian

2/04/2026
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Corre no setor mineral a informação de que a britânica Appian Capital Advisory avalia uma nova rodada de capitalização na Atlantic Nickel. A operação poderia, inclusive, envolver a entrada de novos investidores na empresa. Um dos nomes ventilados é o International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial. O IFC já tem um pé na Atlantic, ainda que de forma indireta. É parceiro da Appian em um fundo de US$ 1 bilhão criado para financiar a produção de minerais críticos em mercados emergentes. O projeto da mina de níquel Santa Rita, na Bahia, conduzido pela Atlantic, foi o primeiro empreendimento a receber recursos desse fundo. As discussões na Appian em torno da necessidade de uma nova capitalização da mineradora ganham tração exatamente pelo início da fase de desenvolvimento subterrâneo da reserva baiana. Trata-se do maior investimento em curso na companhia. O desembolso previsto é de R$ 3,3 bilhões.
O Brasil ocupa uma posição de protagonismo na Atlantic Nickel e, por extensão, na carteira de investimentos da Appian em mineração – a gestora britânica administra um total de ativos da ordem de US$ 6 bilhões. O projeto subterrâneo de Santa Rita poderá ampliar a produção anual da mina de 19 mil toneladas de níquel contido para cerca de 30 mil toneladas, além de estender a vida útil da reserva por mais de 30 anos.

#Atlantic Nickel

CBF vai anunciar renovação de Ancelotti antes de convocação para a Copa

2/04/2026
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O presidente da CBF, Samir Xaud, quer antecipar o anúncio da renovação do contrato do técnico Carlo Ancelotti. Segundo o RR apurou, Xaud planeja divulgar formalmente a extensão do acordo antes da convocação final para a Copa do Mundo, marcada para 18 de maio. O contrato do treinador, que originalmente vence em julho, será prorrogado até 2030. Com isso, o presidente da CBF pretende reforçar a mensagem de continuidade do trabalho de Ancelotti independentemente do desempenho da seleção brasileira na Copa.  De acordo com a mesma fonte, as negociações já estão praticamente concluídas, com troca de minutas e alinhamento entre as partes. O novo contrato manterá a espinha dorsal do atual, que já posiciona Ancelotti como o técnico de seleção mais bem pago do mundo, com remuneração na casa de 10 milhões de euros por ano. No entanto, haverá ajustes relevantes na estrutura de incentivos. A tendência é de ampliação dos bônus por desempenho, com gatilhos não apenas para o título mundial — hoje estimado em cerca de cinco milhões de euros — mas também para metas intermediárias, como classificação, campanha e ranking da FIFA.

#CBF

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