Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Puxador de votos

31/08/2022
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As projeções do PL indicam que Eduardo Pazuello terá mais de 400 mil votos para deputado federal no Rio. A aposta é de que o ex-ministro da Saúde será o grande puxador da legenda, carregando até 14 outros candidatos do partido para a Câmara. Para efeito de comparação, em 2018, o PSL, então partido de Jair Bolsonaro, elegeu 12 deputados federais no Rio.

#Eduardo Pazuello #Jair Bolsonaro #PL #PSL

A falta que Heitor Ferreira faz à memória do Brasil

31/08/2022
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Com o falecimento do capitão Heitor Aquino Ferreira, a República ficou órfã de revelações sobre os bastidores do regime militar. Ferreira entregou arquivos valiosos ao jornalista Elio Gaspari, parte deles usados nos monumentais cinco volumes escritos sobre a ditadura. Mas tinha muito mais a contar das suas vivências desde o período da conspiração que desaguou no golpe de 64. Ferreira não era só um articulador das entranhas políticas e militares, mas também um intelectual de 200 talheres.

Há cerca de cinco meses, ele conversou com o RR sobre sua ideia de fazer um livro de depoimentos. Já tinha, inclusive, contatado um jornalista – não era Gaspari para dar seus testemunhos. Ferreira já estava hospitalizado quando da conversa. Um câncer que o perseguia há anos o levou a morte, na semana passada, deixando a Nação carente dos detalhes intestinos da sua história recente. Quem apresentou Ferreira ao RR foi o empresário Ronald Levinsohn, igualmente um grande amigo da newsletter.

Foi Levinsohn, também já falecido, que o contratou para ser o timoneiro da editora da UniverCidade. Os dois amigos foram durante décadas inseparáveis. Quem fosse ao restaurante Bravo Gianni, em Nova York, e perguntasse ao dono, Gianni Garavelli, sobre Levinsohn, ouvia uma pergunta de volta: “Como vai Mr. Héctor?” No recinto, tornou-se mítica a mesa em que ambos se sentavam, acompanhados de Paulo Francis e Elio Gaspari. Ferreira chegou a editar, em 2005, através da UniverCidade, um livro sobre o restaurante. Levinsohn fazia almoços espetaculares em sua casa, na Gávea, Zona Sul do Rio, com a presença de empresários, jornalistas e personagens como Miguel Pires Gonçalves e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o “Boni”.

O RR frequentou alguns poucos desses banquetes. Ferreira era presença quase certa. O ex-assistente dos generais Golbery do Couto e Silva e Ernesto Geisel versava sobre literatura como um mestre, assim como história de uma maneira geral. Na sua última conversa com o RR, enumerou alguns livros que gostaria de ter traduzido. A falta de Ferreira deixa o país mais pobre em inteligência.

#Elio Gaspari #Heitor Aquino Ferreira #UniverCidade

Quanto vale um ministro na mesa das eleições?

30/08/2022
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A entrevista ao Jornal Nacional e o debate do último domingo deram um gás à terceira via. A candidata Simone Tebet pretende queimar a largada e anunciar nos próximos dias nome chaves que participarão de seu eventual governo. Tebet parte de duas premissas. Como franco atiradora, tem menos a perder do que seus adversários com a imediata divulgação de seus colaboradores. Além disso, é quem mais tem garrafa vazia para vender, ou seja, nomes capazes de fazer diferença na corrida eleitoral. Tebet deverá confirmar Elena Landau como sua ministra da Economia. Não chega a ser exatamente uma grande revelação, já que Elena é coordenadora do programa econômico da candidata.

O fator “novidade” ficaria por conta do anúncio de Armínio Fraga. Tebet teria planos de criar um cargo sob medida para Fraga, uma espécie de ministro da “desconcentração de renda”, que açambarcaria a agenda ESG, na qual o ex-presidente do BC está submerso. No núcleo duro de campanha, comenta-se também uma possível volta de Edmar Bacha ao BNDES. Ele jogaria de tabelinha com Claudio Frischtak, que seria o preferido de Tebet para tocar o Ministério da Infraestrutura. Seria o dueto responsável por tocar o plano de concessões e um programa de retomada de obras públicas.

Por sinal, no que depender de Simone Tebet, o “tucanato” vai aterrissar em peso no seu governo. Outros nomes pretendidos pela candidata são Gustavo Franco, Samuel Pessôa e Rubens Barbosa. Ao anunciar sua “equipe de governo”, Simone Tebet aposta que esse gesto forçará seus adversários a fazer o mesmo, tirando-os de uma confortável zona de silêncio. Até agora, os candidatos mais têm escondido do que revelado seus colaboradores mais próximos. É o caso de Lula: o líder das pesquisas guarda a sete chaves os nomes de potenciais ocupantes de cargos em seu governo. A única informação que o PT deixa vazar é a presença de Aloizio Mercadante como coordenador econômico da campanha.

Não há, no entanto, qualquer garantia de que Mercadante terá alguma função em um eventual mandato de Lula. No entorno do petista, surgem alguns possíveis candidatos para o Ministério da Fazenda, que Lula pretende recriar: os mais notórios são Fernando Haddad e Persio Arida. Haddad só ganha se perder, ou seja, só assumirá a Fazenda se for derrotado nas eleições para o governo de São Paulo, o que hoje parece difícil. Arida, por sua vez, viria na conta de Geraldo Alckmin. Nas hostes petistas, há ainda um terceiro nome que tem sido citado para comandar a Fazenda: o próprio Alckmin. Guardadas as devidas proporções, seria o “FHC de Lula”. O fato é que praticamente todas as especulações sobre o ministro da Fazenda empurram o petista para o centro ou o centro-direita, afastando-o da suas bases eleitorais, o que, de certa forma, explica a sua resistência radical em dar pistas sobre os futuros colaboradores.

A estratégia de Simone Tebet de antecipar parte da sua Esplanada dos Ministérios mira também em Ciro Gomes. Nesse quesito, Ciro talvez esteja mais ao relento do que Lula. O pedetista conta com dois colaboradores na área econômica que estão com ele há mais tempo, Nelson Marconi e Mauro Benevides Filho. Mas não são exatamente nomes que funcionem como ativos eleitorais. Ciro já não tem mais a seu lado personagens como José Alexandre Scheinkman e Marcos Lisboa. Devido às circunstâncias eleitorais, dificilmente voltará a ter. Mesmo Roberto Mangabeira Unger, historicamente ligado ao pedetista, não está tão ativo na campanha como outrora. No caso de Jair Bolsonaro, a expectativa pelos colaboradores em um segundo mandato é compreensivelmente menor. Tudo indica que o eventual Bolsonaro II será um replay do Bolsonaro I, ao menos em cargos chave. Dois exemplos: Paulo Guedes permaneceria onde está; e Tarcísio Freitas tem uma cadeira a sua espera. Segundo fonte da campanha de Bolsonaro, ele voltará ao Ministério da Infraestrutura caso perca as eleições ao governo de São Paulo.

#Armínio Fraga #Ciro Gomes #Elena Landau #Geraldo Alckmin #Jair Bolsonaro #Lula #Ministério da Economia #Paulo Guedes #Simone Tebet

“Desencontro de contas” no Makro

30/08/2022
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Divergências em relação ao valor do negócio têm postergado a venda das últimas 24 lojas do Makro no Brasil para o Grupo Muffato. Segundo o RR apurou, a holandesa SHV pede cerca de R$ 2,5 bilhões pelos ativos. No entanto, do outro lado da mesa, a conta não fecha. O Muffato quer descontar dessa cifra, a título de provisão, valores referentes a litígios judiciais levantados durante a due diligence. Procuradas, as duas empresas não quiseram se manifestar. “Quando” e “se” o negócio for fechado, representará a saída definitiva do Makro do mercado brasileiro.

#Grupo Muffato #Makro

Linha de montagem

30/08/2022
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Vem aí uma nova PEC. Dessa vez é para acomodar o gasto com o Auxílio Brasil em 2023. Como lembrou Lula, o valor de R$ 600 não está previsto no Orçamento. Uma PEC a mais, outra PEC a menos não fará diferença.

#Auxílio Brasil #Lula

Ativos maduros

30/08/2022
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A Enauta, petroleira da Queiroz Galvão, é candidata à compra de campos maduros da Petrobras.

#Enauta #Petrobras

Da cana à soja

30/08/2022
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O RR apurou que a norte-americana Amerra Capital vai investir na cadeia da soja no Brasil. A gestora já tem negócios no país, no setor sucroalcooleiro.

#Amerra Capital

Risco Argentina

30/08/2022
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O Grupo Dass, representante de marcas como Nike, Adidas e Asics, está reavaliando suas operações na Argentina. Nas últimas semanas, teria demitido mais de 100 funcionários. Não deve parar por aí. As novas medidas sobre a mesa vão de cortes de produção à suspensão de algumas de suas fábricas de calçados. Dona de três grandes unidades fabris no país vizinho, a empresa tem sido atingida pela decisão do governo de Alberto Fernández de impor cotas à importação de matérias-primas e pela escassez de dólares.

#Adidas #Argentina #Asics #Grupo Dass #Nike

Quilometragem

30/08/2022
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A Equipav e a gestora de recursos Perfin estudam entrar na disputa pela BR-381, em Minas Gerais, que deverá ser leiloada ainda neste ano. A dobradinha já arrematou recentemente duas concessões estaduais em Minas.

#Equipav #Perfin

Puro pragmatismo eleitoral

30/08/2022
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O núcleo político da campanha bolsonarista – notadamente o ministro Ciro Nogueira – pressiona pela demissão do presidente da Funai, Marcelo Xavier. No entorno de Jair Bolsonaro, o entendimento é que, a um mês da eleição, o presidente não pode se  sentar em cima do caso. Xavier foi flagrado em escutas da Polícia Federal oferecendo guarida a um servidor da Funai preso por arrendamento ilegal de terras indígenas no Mato Grosso.

#Ciro Nogueira #Funai #Marcelo Xavier

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