Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Bolsonaro x Lira

6/09/2022
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Flavio Bolsonaro passou o fim de semana pedindo votos para a deputada Soraya Santos (PL-RJ), na disputa por uma vaga no TCU. Na eleição de hoje, na Câmara, Soraya é rival de Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), candidato de Arthur Lira.

#Flavio Bolsonaro #Soraya Santos #TCU

Por dentro do inimigo

6/09/2022
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André Janones – o aríete de Lula nas redes sociais – tem contado com o suporte de especialistas em mídias digitais que trabalharam na campanha de Jair Bolsonaro em 2018. É o legado da proximidade com o empresário Paulo Marinho, que foi coordenador da breve candidatura de Janones à Presidência.

#André Janones #Jair Bolsonaro #Lula #Paulo Marinho

Novo round à vista

6/09/2022
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Ontem, no fim de tarde, em Brasília, assessores políticos de Jair Bolsonaro discutiam sobre o temor de que o presidente use a decisão do ministro Luis Roberto Barroso de suspender o piso salarial da enfermagem como um novo foco de embate com o Supremo. Como se não bastasse a natureza pró-contencioso de Bolsonaro, há uma bola quicando na sua frente: há cerca de três semanas os ministros do STF autorizaram o aumento de seus próprios salários. Trata-se de um prato cheio para Bolsonaro insuflar seus apoiadores no 7 de setembro.

#Jair Bolsonaro #Luis Roberto Barroso

União PT

6/09/2022
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Gleisi Hoffmann tem mantido assídua interlocução com Luciano Bivar, presidente do União Brasil. Em pauta, o apoio do partido a Lula no segundo turno.

#Gleisi Hoffmann #Luciano Bivar #Lula

União PT

6/09/2022
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Gleisi Hoffmann tem mantido assídua interlocução com Luciano Bivar, presidente do União Brasil. Em pauta, o apoio do partido a Lula no segundo turno.

#Gleisi Hoffmann #Luciano Bivar #Lula

Agendas reguladoras entram no radar de Tebet

6/09/2022
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Há uma bifurcação entre o programa econômico de Simone Tebet e as diversas propostas consideradas no comitê de campanha de Lula. Tebet vai inserir em seu plano de governo medidas para o fortalecimento das agências reguladoras. O ponto central é levar todos os órgãos reguladores para dentro da Constituição – hoje, apenas a Anatel e a ANP têm esse status. A mesma ideia circulou no comitê de campanha de Lula, uma contribuição de Geraldo Alckmin – ver RR edição de 10 de maio. No entanto, no caso do petista, foi apenas uma consideração de uma noite de verão. Já para Tebet, trata-se de uma proposta efetiva, que tem muito mais a ver com o pensamento de seus assessores para a área econômica, a começar por Elena Landau, e com a sua própria trajetória parlamentar. Em 2019, na condição de presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a candidata trabalhou com empenho pela aprovação da Lei Geral das Agências Reguladoras.

#Anatel #Elena Landau #Geraldo Alckmin #Lula #Simone Tebet

BNDES será o “Ministério da Indústria” de Lula

5/09/2022
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O governo Lula já tem definido que voltará a fazer política industrial. O comitê de assuntos econômicos do candidato do PT, contudo, tem outros planos para a instância responsável pela indústria. Quem receberá esta competência não fica em Brasília nem é sequer um ministério. O dono da bola, ou para ser preciso, da indústria é um banco de fomento e está situado na Av. Chile, no Rio de Janeiro, quase em frente à Petrobras.

Trata-se do BNDES, que receberá uma verdadeira reparação do estrago cometido na gestão Bolsonaro e voltará a gerir a política do setor secundário da economia. A missão deixa de ser do Ministério da Economia – coisa que nunca foi mesmo -, e o antigo Ministério da Indústria e Comércio permanece extinto. É uma missão hercúlea para o banco: reduzir o hiato entre o crescimento do Produto Industrial de pouco mais de 30% do PIB, há cerca de 40 anos, para 11% do PIB, na atual gestão.

Apesar de Lula insistir em afirmar que o BNDES financiará primordialmente as pequenas e médias empresas – declaração comum a todos os candidatos porque dá voto – nas internas do comitê econômico do PT o programa para ressureição da indústria já ganhou os retoques finais. O banco vai financiar, sim, as PMEs, com a transferências dos Sebraes nacional e regionais e mais foco e aportes nessa operação. Mas não são as PMEs a pedra de toque do BNDES idealizado pelos petistas. A divisão de funções é bem mais ampla.

O BNDES voltará a atuar na substituição de importações – adubo, chips, aparelhos eletrônicos sofisticados, satélites aeroespaciais, complexo industrial de saúde, entre outros (ver RRs de 28 de janeiro e 28 de julho) – com financiamento ou cofinanciamento a empresas que se dispuserem a ingressar nesses setores. O banco se dedicará também às concessões, tocando o mesmo diapasão que permitiu a Paulo Guedes amealhar centenas de bilhões de compromissos de investimentos até 2030. Todos os projetos deverão estar em linha com a agenda ESG e a renovação da matriz energética. A ideia é que a combinação desses vetores potencialize a indústria e inverta a rota de “africanização” do setor. O BNDES é o órgão de governo mais abalizado para cumprir essa tarefa. Se vai conseguir, somente o futuro dirá.

#BNDES #ESG #Lula #Ministério da Indústria e Comércio #PT

A volta de Mickey Mouse

5/09/2022
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Um grupo informal de assets faz sua fezinha em um câmbio mais barato. Com a Selic indo a 14% neste ano, a entrada de um caminhão de dinheiro em concessões, aquisições e investimentos de empresas já instaladas no país e a eventual derrota de Lula nas eleições, o dólar romperia sustentavelmente a barreira de R$ 4,00. Ou seja: a classe média voltaria a ir à Disney, conforme reclamava Paulo Guedes.

#Disney #Lula #Selic

América do Sul de papel passado

5/09/2022
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Corre no setor de papel e celulose a informação que o grupo austríaco Heinzel procura ativos no Brasil. A empresa, um dos principais players do segmento de embalagem no mercado europeu, está focada na América do Sul. A Heinzel participa de um dos principais projetos do setor no continente: a construção da Paracel, uma fábrica de celulose no Paraguai orçada em US$ 3,5  bilhões.

#Heinzel

Um muralha contra a China

5/09/2022
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Os fabricantes de equipamentos ferroviários, reunidos sob a égide da Abifer, vão encaminhar aos candidatos à Presidência um estudo com propostas para tentar ressuscitar o setor. Os pleitos passam, sobretudo, por salvaguardas tarifárias contra a concorrência com a China. Ou seja: tudo o que o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, não fez: os cortes nos impostos de importação estimularam a entrada de equipamentos chineses e pioraram o que já estava ruim. No segmento de vagões de cargas, por exemplo, a ociosidade da indústria nacional hoje é superior a 95%.

#Abifer #China #Jair Bolsonaro

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