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No PDT já se fala à boca miúda da hipótese de Ciro Gomes deixar o partido após as eleições. A saída de Ciro seria o pedágio pago pela legenda para integrar um eventual governo Lula. É o projeto de Carlos Lupi.
Em meio ao já conturbado processo de privatização, há o risco de um novo contencioso no Porto de Santos. A VLI questiona a poligonal fixada pela Santos Port Authority (SPA) em janeiro deste ano. Trata-se da área pública do complexo portuário, ou seja, disponível para a implantação de novos terminais. O perímetro traçado pela SPA invade o Terminal de Uso Privado da Tiplam, controlada pela VLI.
A Boshiran, uma das maiores indústrias de máquinas agrícolas da China, planeja instalar uma fábrica de colheitadeiras no Brasil. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul disputam o investimento.
Segundo o RR apurou, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República vai emitir nos próximos dias uma recomendação às autoridades subordinadas ao Código de Conduta da Alta Administração Federal. No documento, alertará sobre a conduta de ocupantes do primeiro escalão durante a campanha eleitoral, incluindo, entre outras questões, o uso de aeronaves oficiais para deslocamentos.
A recomendação de Celso Amorim é que, uma vez eleito, Lula faça um road show pelo mundo para vender ativos ESG do Brasil. Uma das intenções é reduzir a vantagem em relação ao governo de Jair Bolsonaro no quesito concessões. O presidente já montou uma carteira de R$ 800 bilhões em 30 anos. Pelo menos é o que seu ministro da Economia diz.
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Celso Amorim manteve contato com o ex-embaixador da China no Brasil, Yang Wanming. Sinalizou a disposição de Lula de viajar a Pequim logo no início de seu eventual mandato. A visita ao presidente Xi Jinping representaria, já na partida, uma virada em comparação à política externa de Jair Bolsonaro e às relações conflituosas com a China. Wanming deixou a Embaixada em Brasília em fevereiro deste ano, mas, informalmente, segue como um dos principais canais diplomáticos entre Brasil e China. Mesmo porque o cargo de embaixador segue vago. Pequim estaria aguardando as eleições brasileiras para definir seu substituto.
O movimento de Henrique Meirelles em ingressar no Conselho da corretora de criptomoedas Binance se situa na fronteira entre a desesperança e o reencontro. Mais provável é que esteja mesmo jogando a toalha. A Binance é uma instituição no mínimo controversa, cujos ativos oscilam feito uma montanha russa, noves fora as notícias sobre suas práticas de gestão pouco ortodoxas.
Meirelles é um homem riquíssimo – tem uma fortuna avaliada entre R$ 700 milhões e R$ 1 bilhão – com uma reputação ilibada, além de ser um tecnocrata de notória competência. Não precisa mais trabalhar. O mais provável, portanto, é que esteja indo fazer uma operação cleanner na Binance. Ou seja: emprestar seu capital reputacional para amenizar a fama de periculosa da corretora.
Pode ser, entretanto, que Meirelles esteja apenas fazendo hora para retornar ao BC no governo Lula. Sabe-se que Roberto Campos Neto, garantido como titular do Banco Central independente em um eventual e cada vez mais provável governo do PT, já antecipou que, cumpridos os próximos dois anos do seu mandato, não se recandidatará. Meirelles é um reserva de luxo, já testado e retestado. Conta com o que é mais importante: a confiança de Lula.
A família Botelho, controladora da Energisa, já manifestou ao BNDES o interesse em comprar a participação do banco na empresa de energia. A agência de fomento está contratando um assessor financeiro para se desfazer da sua fatia de 11,3% no capital da Energisa.
A Eve, leia-se Embraer, está em conversações com Saudia, companhia aérea da Arábia Saudita, para a venda do “carro voador” eVTOLs. As negociações se dão no âmbito do acordo com a britânica BAE Systems para a busca de mercados no Oriente Médio. Por ora, a Eve é um “quase” sucesso: já soma cartas de intenção para a venda de mais de dois mil eVTOLs. Mas pedido firme que é bom, até agora nada.
Uma missão da Korea Automotive Technology Institute, que reúne cerca de 10 mil indústrias da cadeia automotiva da Coréia do Sul, virá ao Brasil na próxima semana. Trata-se de uma espécie de “reconhecimento do gramado”. Fabricantes de autopeças sul-coreanos pretendem se instalar no Brasil. Apostam no futuro fornecimento de peças para veículos elétricos.
Há uma história de blefes, despistes e ambição desenfreada envolvendo a TT Investimentos e seus sócios, Antonio e Arthur Fraga Baer Bahia, sobrinhos de Armínio Fraga. Na quarta-feira, dia 31 de agosto, o RR recebeu a informação de que a TT havia perdido mais de R$ 300 milhões em operações de option futuras por meio do fundo Tt Global Equities Investimento no Exterior FI Multimercado. O assunto era extremamente delicado. Em contato com fontes do mercado, a newsletter ouviu relatos de denúncias de fraude na gestão da carteira.
Essas mesmas fontes citaram o próprio Armínio Fraga como um dos investidores do fundo. Como não poderia deixar de ser, o RR procurou ouvir todos os personagens citados. Às 14h34 do próprio dia 31, enviou um e-mail à TT Investimentos com uma série de perguntas. Às 14h44, a redação do RR recebeu uma resposta. Em um breve mensagem, a TT afirmou que “não existe nenhuma investigação corrente ou histórica contra a TT. O fundo está posicionado em ativos listados em bolsa nos EUA e sofreu perdas com esses ativos”. No mesmo e-mail, a gestora garantiu que “a Gávea e Arminio Fraga não possuem nenhuma participação na TT Investimentos.”
A instituição negou o que sequer havia sido mencionado, ou seja, uma eventual relação societária entre a Gávea ou Armínio e a empresa de investimentos. Mas silenciou sobre a pergunta do RR se a própria Gávea ou o ex-presidente do Banco Central tinham participação no fundo Tt Global Equities. A resposta, no entanto, veio da própria casa de investimentos de Armínio Fraga. Em contato com o RR, através de e-mail encaminhado às 16h24 também do dia 31 de agosto, a Gávea disse que “não tem participação no TT Global Equities Investimento no Exterior FI Multimercado.” Mas confirmou que “Arminio Fraga é investidor do fundo na pessoa física”.
A instituição financeira disse ainda não ter conhecimento das “denúncias mencionadas” em relação ao Tt Global Equities. O RR insistiu em falar com os sócios da TT Investimentos. No dia 2 de setembro, às 15h56, a newsletter fez contato com Arthur Fraga Bahia. Na conversa, Bahia voltou a negar a existência de qualquer fraude na gestão do fundo e afirmou categoricamente que as perdas da carteira eram bem inferiores ao valor de R$ 300 milhões apurado pelo RR. A newsletter, como não poderia deixar de ser, agiu de boa fé e não desacreditou o posicionamento de Arthur Bahia. Boa fé que, tudo indica, faltou ao investidor, ao menos no episódio em questão.
Ontem, a colunista Neuza Sanches publicou no site da revista Veja que “sobrinhos de um ex presidente do Banco Central” perderam meio bilhão de reais “por decisões equivocadas”. A nota cita, inclusive, que a gestora foi à “bancarrota” com os prejuízos. A colunista não revelou os nomes da instituição financeira e de seus sócios. Mas, ao longo do dia de ontem, não se falou de outra coisa no mercado: vários gestores ouvidos pelo RR cravavam, com 101% de certeza, que se trata da TT Investimentos e de Antônio e Arthur Bahia. Havia informações, inclusive, de que os valores das perdas alcançavam os R$ 700 milhões, contabilizando-se a chamada de margem. Ou seja: a julgar pelo que diz a Veja e comenta-se no mercado, o rombo no fundo Tt Global Equities é ainda maior do que os R$ 300 milhões inicialmente informados ao RR. Junto à perda astronômica, vai-se também a credibilidade dos sócios da TT.
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