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A Aura Minerals pretende disputar a concessão de uma mina de ouro na região de Natividade (TO), que deverá ser licitada pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais ainda neste ano. A mineradora canadense já está investindo US$ 74 milhões em outra reserva de ouro no estado, mais precisamente na cidade de Almas.
A ArcelorMittal tem planos de expandir a Companhia Siderúrgica do Pecém, adquirida junto à Vale e às sul-coreanas Dongkuk e Posco em julho. Os estudos estão a pleno vapor. O programa de investimentos do grupo no Brasil deverá subir de R$ 7,5 bilhões para aproximadamente R$ 9 bilhões.
Em conversas com empresários do setor de infraestrutura, Tarcisio Freitas tem citado o nome do ministro Marcelo Sampaio como forte candidato a comandar o programa de concessões rodoviárias de São Paulo em seu governo. Das duas uma: ou Sampaio vai deixar o Ministério de qualquer jeito em 2023 ou Freitas aposta que Bolsonaro não se reelegerá.
O Denatran, ligado ao Ministério da Infraestrutura, prepara uma ofensiva contra veículos convertidos clandestinamente para GNV. O RR teve a informação de que o órgão deverá autorizar os Detrans de todo o país a fiscalizar os equipamentos durante as operações da Lei Seca. O Rio de Janeiro desponta como o campeão nacional da pirataria. A estimativa é que mais de 300 mil automóveis a gás natural que circulam pelo estado não passaram pelo licenciamento obrigatório, realizado no primeiro semestre.
O Softbank – um dos grandes players mundiais do mercado de venture capital, com uma carteira de ativos de US$ 350 bilhões – está repaginando sua operação no Brasil. Marcelo Claure, head do Latam Fund, principal veículo de investimento no país, deixou a instituição. É a segunda baixa desde abril, quando outro executivo, Paulo Passoni, que se reportava diretamente a Claure, saiu do banco japonês.
Além das mudanças no management, o Softbank, que desembolsou mais de US$ 2 bilhões no país nos últimos dois anos, vai reduzir o volume e o ritmo de novos aportes em empresas brasileiras. Segundo o RR apurou, a medida vai afetar startups das quais a instituição financeira já é acionista. O banco não pretende participar de novas rodadas de capitalização de companhias como a Rappi e a healthtech Alice. Procurado, o Softbank não se manifestou.
O recuo do Softbank terá um inevitável efeito-dominó sobre a indústria de venture capital no Brasil. Entre janeiro e abril deste ano, por exemplo, a instituição respondeu por 20% de todos os investimentos em startups no país, com aportes de R$ 2,4 bilhões. A freada de arrumação no país se dá na esteira dos fortes prejuízos globais sofridos pelo banco japonês.
Entre abril e junho deste ano, a instituição registrou o maior prejuízo trimestral de sua história – US$ 23 bilhões. No mesmo período, o Vision Fund, fundo do Softbank focado em techs, reportou perdas equivalentes a US$ 21,6 bilhões – ressalte-se que agora o Latam Fund é parte justamente do Vision. Os prejuízos abalaram a reputação não só do banco, mas de seu fundador, Masayoshi Son. O banqueiro japonês é conhecido por ser centralizador e conduzir com rédeas curtas todas as estratégias de investimento do Softbank.
A expectativa dos analistas da área de defesa é que tem prazo de validade a decisão do Exército de abrir o mercado para a indústria bélica estrangeira desde que as armas tenham certificação internacional. A medida foi tomada por influência dos generais da reserva que circulam no entorno do presidente. Seu objetivo é somente afagar o segmento de colecionadores e atiradores, uma das bases mais fiéis a Jair Bolsonaro.
Não há outro motivo. É uma iniciativa eleitoreira que pode ser suspensa já em dezembro. Além de agradar o presidente, ela não tem nenhum significado relevante para o mercado nacional dos artefatos de defesa. Em primeiro lugar, para se vender armas são necessários muitos pontos de venda. As estrangeiras não têm nenhum. A Taurus, por exemplo, soma mais de três mil pontos. Segundo, imagine que a Glock abra um ponto de venda.
O virtual comprador chegará na loja querendo adquirir a arma, mas não encontrará munição. As balas não estão permitidas no mesmo pacote facilitador das armas que viriam de fora. Não bastassem as barreiras naturais do mercado, as empresas nacionais hoje são extremamente internacionalizadas. A Taurus, por exemplo, vende somente 20% da sua produção no país. O mais curioso é que uma das empresas que podem ser prejudicadas é a Imbel, pertencente ao próprio Exército.
O generalato da ativa pode até ter algum motivo para dificultar as vendas das armas nacionais, mas a medida anunciada somente vai na direção de desprestigiar o capital intelectual da Força. Não faz sentido algum. Ainda mais em um momento em que as empresas brasileiras estão se tornando grandes consolidadoras e comprando fabricantes no exterior. Já fomos melhores na área militar. Aliás, muito melhores.
A espanhola Enerside Energy procura novas áreas no Nordeste para a instalação de usinas de energia solar. A meta da empresa é chegar a um portfólio somado da ordem de 5GW – os 10 projetos em desenvolvimento no país somam hoje aproximadamente 3 GW.
Em documento reservado enviado recentemente ao Ministério da Justiça, a Força-Tarefa de Ação Financeira da América Latina (Gafilat) levantou novas evidências sobre atividades de células de grupos terroristas na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. As investigações apontam um aumento da circulação de recursos na região que seriam utilizados para financiar atividades do Hezbollah e do Hamas. O Gafilat – organização intergovernamental que reúne 18 países – pretende intensificar as ações integradas com os órgãos de fiscalização financeira dos três países na tentativa de asfixiar a atuação desses grupos. Em tempo: nem tudo são espinhos. No mesmo relatório, o governo brasileiro é elogiado pela atuação no combate ao chamado branqueamento de capitais.
O ex-governador Wellington Dias, que já teve seu nome cogitado para o Ministério da Economia, ganha força na campanha petista para assumir a Pasta do Desenvolvimento Regional no governo Lula.
A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estima que terá de gastar cerca de R$ 450 milhões para a recuperação da área degradada por uma antiga mina de urânio em Poços de Caldas (MG), fechada há 17 anos. O valor envolve descontaminação das instalações e reflorestamento do entorno, devastado pela atividade de extração.
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