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A nomeação do ex-McKinsey Nicola Calicchio como chairman da Cimed vai desencadear novas mudanças no management do laboratório farmacêutico. Segundo fonte próxima à empresa, a mais aguda delas seria a saída do próprio empresário João Adibe Marques, controlador da companhia, do cargo de CEO. Outro movimento em pauta é a ampliação do número de cadeiras no board, com o propósito de abrigar um número maior de conselheiros independentes.
Hoje, a família Marques ocupa quatro das sete cadeiras, além de uma série de cargos na gestão executiva. Consultada, a Cimed limitou-se a confirmar a nomeação de Calicchio. Perguntada especificamente sobre futuras mudanças, não se manifestou. O recuo de João Adibe Marques, tido no setor como uma figura centralizadora, é puro pragmatismo.
O gradual afastamento do empresário e de outros membros da família da administração executiva teria como objetivo o IPO da Cimed – no mercado, já se fala, inclusive, que o Morgan Stanley é forte candidato a conduzir a operação. A falta de um modelo de governança é um calcanhar de Aquiles para a abertura de capital, uma barreira capaz de se contrapor aos ótimos números da companhia. Entre janeiro e junho deste ano, por exemplo, a Cimed teve uma receita de R$ 1,2 bilhão, 22% a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Em 2021, o Ebitda cresceu 30%, batendo nos R$ 400 milhões.
Um contencioso bilateral pode cair no colo do próximo governo – seja ele quem for. O Ministério de Minas e Energia e a diretoria do lado brasileiro de Itaipu Binacional estudam acionar uma corte arbitral internacional contra a lei aprovada recentemente pelo Congresso do Paraguai. A nova legislação determina o pagamento de um bônus a cidadãos paraguaios que trabalharam na construção da hidrelétrica. A medida abrangeria cerca de 15 mil operários. Ocorre que o governo do presidente Mario Abdo Martínez quer fazer política social com o caixa de Itaipu. Estima-se que o benefício custaria quase US$ 1 bilhão aos cofres da usina.
Ontem circulou no mercado a informação de que o Decolar.com estuda abrir o capital no Brasil. O IPO daria gás para da aquisição de outras plataformas de e-commerce do setor. Ressalte-se que a holding do grupo, a Despegar, já tem ações negociadas em Nova York.
A Polícia Federal identificou que facções criminosas, notadamente o PCC, têm utilizado carros de boi para o transporte de drogas na divisa entre a Bolívia e o Mato Grosso. O método logístico tem uma motivação principal: o cheiro de fezes e de urina dos animais atrapalha a ação de cães farejadores usados pela PF nos postos de controle de fronteiras.
A Brookfield decidiu não esperar pelo eventual IPO da BRK Ambiental. O grupo canadense procura um comprador para parte ou mesmo a totalidade da sua participação na empresa de saneamento – 70% do capital. Em tempo: o que se diz no setor é que o FI-FGTS, leia-se a Caixa Econômica, pretende aproveitar a onda para vender também a sua fatia de 30% na BRK.
O que se diz nos corredores do Cade é que o Conselho vai bater o martelo ainda neste ano em relação à fusão entre Fleury e Hermes Pardini. O M&A vai dar origem a um grupo de medicina diagnóstica com receita superior a R$ 6 bilhões.
Segundo informações filtradas do próprio Ministério da Agricultura, até o momento os produtores brasileiros de grão só venderam, a futuro, o equivalente a 15% da safra de grãos 2022/23. No ciclo anterior, nesta mesma época do ano – ou seja, setembro de 2022 – os contratos fechados já correspondiam a quase 70% da produção. O gap reflete uma postura mais pragmática dos agricultores.
A hora é de esperar, não de vender. Neste momento, a soja, por exemplo, está sendo negociada a R$ 187 a saca no Porto de Paranaguá. Os produtores vislumbram um preço próximo a R$ 200 – em março, a cotação chegou a R$ 197. É a chance do agronegócio recompor parte das margens corroídas pela disparada dos custos de produção.
As despesas com a compra de fertilizantes chegaram a subir 90% na comparação com a safra anterior, na esteira da guerra entre Rússia e Ucrânia. A tendência de elevação dos preços dos grãos nos próximos meses é alimentada, sobretudo, por questões de ordem climática. O Brasil atravessa uma quebra da safra nos estados do sul e do Mato Grosso do Sul em razão das secas causadas pelo fenômeno La Niña.
A Copasa, a estatal mineira de saneamento, prepara uma emissão de dívida no exterior.
O PT tem um problema “habitacional” para resolver: o partido busca um acordo com a proprietária do imóvel onde funciona a sede do diretório municipal de São Paulo, no bairro da Bela Vista. Tenta, assim, evitar seu despejo às vésperas da eleição. No último dia 13, o juiz Rodrigo Galvão Medina, da 9a Vara Cível de SP, determinou que o PT deixe o imóvel por atrasos no pagamento do aluguel.
O fundo norte-americano L Catterton deverá liderar um novo aumento de capital na Valoreo. A holding de comércio eletrônico, de origem mexicana, pretende expandir sua operação no Brasil. Em fevereiro, o L Catterton e outros fundos aportaram US$ 80 milhões na empresa.
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