Buscar
Há um ponto de fissura na base aliada de Jair Bolsonaro. Valdemar Costa Neto tem sinalizado que poderá lançar um candidato do PL para disputar a presidência da Câmara contra Arthur Lira, do PP, em fevereiro do ano que vem. O nome mais cotado é o do deputado Altineu Cortes, do Rio de Janeiro.
Há um zunzunzum nos corredores da Corsan de que funcionários da estatal de saneamento do Rio Grande do Sul estão se mobilizando para entrar na Justiça contra a privatização da empresa. Procurado pelo RR, o governo gaúcho disse que não se manifestaria sobre o assunto por “desconhecer eventuais medidas discutidas pelos empregados da estatal sobre o tema”. Está feito o registro.
A recente escolha dos novos desembargadores do TRF5 pelo presidente Jair Bolsonaro está provocando um rebuliço no Judiciário. A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) estuda acionar o STF para garantir que o juiz Ivan Lira de Carvalho fique com uma das vagas. A Constituição impõe que juízes votados em listas tríplices por três eleições consecutivas têm vaga assegurada. É o caso de Carvalho, escolhido por seus pares nas três últimas votações do TRF5. Bolsonaro, no entanto, passou por cima da determinação constitucional. Ressalte-se que o STF já criou “jurisprudência” para episódios desta natureza. Em 2012, por razões semelhantes, a Suprema Corte nomeou o juiz Marcelo Pereira Silva para o posto de desembargador do TRF2. Ele havia sido preterido pela presidente Dilma Rousseff.
Augusto Aras negocia com o Ministério da Economia um “puxadinho” no orçamento do MPF. Os recursos extras seriam destinados ao pagamento de gratificação a procuradores que exercem acúmulo de função. Trata- se de uma velha reivindicação da casa, que os antecessores de Aras não conseguiram atender.
Flavio Dino, coordenador do consórcio de governadores da Amazônia, vai sair em road show. Pretende levar aos embaixadores da Noruega, Nils Martin Gunneng, e da Alemanha, Heiko Thoms, a proposta de criação de um fundo para a região, com recursos internacionais. Os dois países europeus figuram, historicamente, entre os maiores doadores do Fundo Amazônia, congelado há quase dois anos.
Paulo Skaf tem usado da sua influência junto ao Judiciário na tentativa de barrar a candidatura do desafeto José Ricardo Roriz Coelho à presidência da Fiesp no ano que vem. Vice-presidente da entidade, Roriz recorreu ao Tribunal de Justiça do Trabalho para garantir sua participação no pleito. Sua candidatura foi impugnada pela comissão eleitoral da Fiesp. Ou seja: por Skaf.
A espanhola Ferrovial é tida no governo como pule de dez para disputar a licitação do aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre, um dos quatro terminais que serão leiloados no primeiro semestre de 2017. Entre outros negócios, a companhia é operadora do aeroporto de Heathrow, em Londres.
• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Ferrovial.
O ministro Paulo Guedes pretende conceder uma coletiva até sexta-feira para divulgar de forma consolidada todos os projetos que o governo planeja realizar no próximo ano em caso de reeleição. Seria uma espécie de “Diga aos empresários que fico”, sem subtextos e falando diretamente ao PIB. Entrariam no pacote iniciativas novas e medidas requentadas. Quanto mais, melhor. Uma das principais motivações seria justamente mostrar uma profusão de propostas em contraposição à ausência de programa econômico do candidato Lula.
Ao mesmo tempo, seria uma oportunidade de expor os planos de Bolsonaro de uma maneira compreensível e palatável ao povo, ou seja, em linguagem eleitoreira. Entre outros pontos, o ministro pretende tonitruar a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 e da redução da alíquota do ICMS para os combustíveis. Guedes aproveitaria o show off para ressoar também a ideia do Fundo Brasil. Trata-se do projeto mais estrondoso que a equipe econômica de Bolsonaro tem para colocar na mesa nesta reta final da disputa eleitoral.
Ao menos pelas cifras já sopradas pelo ministro. Guedes mencionou a possibilidade da União arrecadar R$ 1 trilhão com a venda de imóveis e outro tanto com privatizações. Cerca de 25% seriam destinados ao com- bate à pobreza e outros 25% para obras públicas, ou seja, geração de empregos na veia. A ideia da entrevista está em sintonia com boa parte da coordenação política da campanha de Jair Bolsonaro. Assessores do presidente entendem que a economia pode vir a ter um papel decisivo na disputa eleitoral. A apresentação de Paulo Guedes teria ainda a serventia de dar ao presidente subsídios e “deixas” para o último debate eleitoral, na próxima sexta-feira. Ainda assim, no QG de campanha existem vozes contrárias à apresentação.
Há quem pondere que as últimas manifestações de Paulo Guedes foram trágicas para os planos de reeleição de Bolsonaro. O entendimento é que o ministro demorou e não foi suficientemente assertivo ao responder às notícias de que o governo estuda, em um eventual segundo mandato, desvincular a correção do salário-mínimo e das aposentadorias da inflação. Some-se a isso o novo vazamento sobre planos da equipe econômica para retirar do Imposto de Renda as deduções com saúde e educação. São temas espinhosos dos quais Guedes não conseguiria escapar em um evento aberto a perguntas da imprensa.
O aumento da participação societária de Nelson Kaufman na Vivara detonou um burburinho no mercado de que a rede de joalheiras vai partir para uma grande aquisição. No setor, todos sabem que o sonho 24 quilates de Kaufman, fundador da companhia, é a compra da H. Stern. O empresário acaba de adquirir mais 5% da Vivara até então pertencentes a seu filho, Marcio, que deixou a gestão.
Além dos quatro projetos firmados nesta semana, o Ministério da Infraestrutura planeja assinar até dezembro mais dois contratos para a construção de ferrovias sob o regime de autorização. Com mais esta fornada, os investimentos totais devem passar de R$ 160 bilhões.
Todos os direitos reservados 1966-2026.