Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

“Vale picanha” vai cair na conta dos ricos

9/11/2022
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Lula quer rimar picanha e cervejinha semanal com queda de inflação. Para isso, vai ter de tirar dinheiro dos ricos, porque só a conta dos auxílios e outros cacarecos herdados do governo Bolsonaro já chegam a 4% do PIB. 

#Lula #PIB

O que falta a Fernando Haddad para ser digerido pelo mercado?

8/11/2022
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Causa estranheza o mau humor do mercado com a possível indicação do ex-prefeito Fernando Haddad para o Ministério da Fazenda. Haddad tem mestrado em economia, experiência em gestão pública e foi professor do Insper, celeiro de economistas como Marcos Lisboa e Samuel Pessôa. Haddad seria uma espécie de Fernando Henrique de Lula, feitas as devidas ressalvas em relação à excepcionalidade do citado. Ontem, o dólar subiu 2,2%, com a alta bastante atribuída às especulações em torno do nome de Haddad para o cargo. Hoje, até o início da tarde, declinava em 0,5%. Pode sempre ser um ajuste de posições, pois existe uma série de variáveis influenciando no momento nas cotações – eleição norte-americana, guerra entre Rússia e Ucrânia, variação do preço das commodities, situação institucional do país e mesmo as dúvidas em relação a formação da própria equipe econômica. O Ibovespa, ontem, parece ter combinado sua variação com o câmbio: caiu pouco mais de 2%. Hoje, já sobe 1,29%, com a alta explicada pelas boas notícias vindas da Vale. Os índices e cotações de hoje foram registrados no horário de 14h23.

O RR fez um exercício para identificar o espaço de Fernando Haddad na mídia, em citações positivas e negativas, cobrindo 30 mil veículos entre impressos, onlines e TVs, no intervalo de 11 de maio até hoje. Haddad disparou na curva, com 113.350 menções, mais do que o dobro do segundo colocado, o ex-governador da Bahia, Rui Costa, com 51.720 citações. Sim, é isso mesmo: Rui Costa é o segundo da lista. Outra visão é que o mercado não é um ente tão intangível e estaria trabalhando colegiadamente para um outro nome para a Fazenda. Detonar Haddad seria uma forma de influir a indicação, não esquecendo que o personagem que está na língua dos agentes financeiros é Persio Arida.

Arida parece o mais talhado para o cargo de ministro da Fazenda. O economista, um dos pais do Plano Real, tem uma excelente formação acadêmica no Brasil e no exterior, passagem pela presidência do BNDES, foi conselheiro formal e informal em toda a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi banqueiro – há quem diga que banqueiro, assim como general, padre e juiz, mesmo deixando a função jamais perde o nome de tratamento. Tanto participou de reuniões do comitê econômico da campanha de Lula como está escalado para o comitê de transição do governo Bolsonaro para o do presidente eleito.

Há quem diga que Pérsio Arida não é o que se chama de “operacional”. Mas, nos últimos tempos, o que conta é a equipe econômica do ministro, o que virá em um segundo tempo da partida. Outra curiosidade: a pesquisa do RR revela que a indicação de Pérsio Arida não é um sentimento geral – ele está no fim da fila entre os ministeriáveis especulados para o comando da economia, com apenas 8.181 citações no mesmo período supracitado. Portanto, somente competência pretérita e salamaleques, na prática, não são necessariamente os atributos que contam para a indicação do ministro.

Outros nomes têm sido insistentemente citados para a gestão da política econômica do país. São eles: Henrique Meirelles, Wellington Dias, Alexandre Padilha, Rui Costa e Camilo Santana, não necessariamente nessa ordem de presença constante na mídia. Meirelles dispensa apresentações, mas vamos lá: banqueiro, presidente do Banco Central e ministro da Fazenda. Outra curiosidade: Meirelles, com 18.992 citações, está, em um para lá de inesperado, terceiro lugar no fim da fila, sentado somente na cadeira da frente de Pérsio Arida e atrás de Alexandre Padilha, com 10.787 menções. Wellington Dias, ex-governador do Piauí, assina seu currículo de forma suscinta: bancário, político e escritor. É quem mais dá declarações sobre a futura política econômica do governo Lula. Alexandre Padilha tem em comum com o ex-ministro Antônio Palocci o fato de ser médico. Foi ministro de Relações Institucionais no governo Lula e ministro da Saúde na gestão Dilma Rousseff. Sabe tudo de política. É o terceiro colocado na pesquisa do RR para o cargo de ministro, com 22.771 citações na sondagem.

O “segundão do ranking”, Rui Costa é graduado em economia, trabalhou como consultor de projetos na petroquímica e é um político” PT de raiz”. Ao que indica a pesquisa, pode já estar com um pé na Fazenda. Finalmente Camilo Santana, que segue no último lugar da fila. Santana tem características especiais para o cargo em um momento que o meio ambiente e as commodities parecem ser um quesito importante para qualquer função. É engenheiro agrônomo, professor, foi secretário de desenvolvimento agrário e posteriormente formou-se como mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, além é claro o posto de governador do Ceará. Santana ficou na fila do meio na sondagem, com 17.555 citações.

O que pode se depreender da análise é que os nomes para a Fazenda que estão na “boca do povo”, aliás, na boca da mídia, têm forte trajetória política e não são os medalhões do mercado financeiro. De qualquer forma Lula e Alckmin tem a palavra final.

Lula quer limpar a imagem do Brasil nos organismos multilaterais

8/11/2022
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O governo Lula pretende iniciar, logo na partida, um processo de descontaminação no relacionamento entre o Brasil e órgãos multilaterais. Um dos primeiros desafios será o equacionamento das dívidas do país junto a essas entidades, uma das heranças desagradáveis que serão deixadas pela gestão Bolsonaro na área de política externa. Somente no caso da ONU, a dívida do governo brasileiro soma cerca de US$ 300 milhões. A maior parte – aproximadamente US$ 217 milhões – se refere a contribuições obrigatórias para o custeio de operações de paz das Nações Unidas. Em relação à OEA (Organização dos Estados Americanos), a inadimplência é mais suave. Segundo o mais recente relatório da entidade, de 30 de setembro, o Brasil deve US$ 20,205 milhões ao fundo regular da Organização, sendo US$ 12 milhões relativos a pagamentos não realizados em 2022. Uma vergonha dever essa quantia. No mesmo documento, o país aparece como um pária na contabilidade da OEA, ao lado de Argentina, Bolívia, Venezuela, Haiti, São Vicente e Granadinas, entre outros. Não consta nem na relação das nações adimplentes nem dos países devedores que já acertaram um programa de repactuação do pagamento de seus passivos.   

Outro movimento importante nesse trabalho de higienização das relações internacionais será o retorno à Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenho). O Brasil deixou a entidade em janeiro de 2020, durante a gestão de Ernesto Araújo à frente do Itamaraty. Mais uma medida ideológica, que reduziu a participação do país no concerto das agências multilaterais. Segundo a apuração do RR, o anúncio de reingresso deverá ser feito ainda no período de transição, antes mesmo de Lula assumir a Presidência. A Celac é uma espécie de “OEA do B”: reúne 33 países das Américas, à exceção basicamente de Estados Unidos e Canadá.  

#Lula #OEA #ONU

Um STJ menos Bolsonaro e mais Lula

8/11/2022
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Sinal de que o governo Bolsonaro já acabou, ao menos para o Congresso. Há uma articulação para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, empurre para o ano que vem a sabatina dos desembargadores Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues, indicados por Bolsonaro para o STJ. A manobra criaria uma brecha para que ambos fossem “desindicados”, abrindo caminho para a escolha de magistrados mais próximos ao PT. Seria uma má notícia para o clã Bolsonaro. O STJ é uma instância do maior interesse para a família. Até o momento, o Tribunal anulou todas as decisões do TJ-RJ contra o senador Flavio Bolsonaro no processo que investiga um suposto esquema de “rachadinhas”. Mas a maré pode virar. Ressalte-se que recentemente os Bolsonaro sofreram um “desfalque” na Corte. Humberto Martins, aliado do presidente Bolsonaro, deixou a presidência do Tribunal. Por sua vez, a substituta, Maria Thereza de Assis Moura, é da ala mais independente do STJ.  

#Rodrigo Pacheco #STJ

Itaipu é com Gleisi Hoffmann

8/11/2022
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Mais um sinal do poder de Gleisi Hoffmann na composição do futuro governo: caberá à presidente do PT indicar a nova direção de Itaipu Binacional. Para a presidência da estatal o nome mais cotado é de Jorge Samek – isso se não assumir o Ministério de Minas e Energia, para o qual já foi citado como um dos candidatos. Gleisi também deverá aninhar João Vaccari Neto no Conselho de Itaipu. É déjà vu na veia: ambos já ocuparam as mesmas cadeiras nos governos do PT. Samek presidiu a empresa entre 2003 e 2017. Já Vaccari, ex-tesoureiro do PT, integrou o board de 2012 a 2014. Às indicações são essas, mas não custa alertar que Lula quer ver gente nova no seu governo. O RR aposta que Gleisi ganha essa parada.

#Gleisi Hoffmann #Itaipu Binacional #Jorge Samek

Itaú mantém um pé em Lula e outro em Bolsonaro

8/11/2022
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Curioso. Os donos do Itaú correram para apoiar Lula quando viram que a candidatura de Jair Bolsonaro ia fazer água. Mas a mesa de operações do banco permanece bolsonarista até a alma. Só falta usar a camisa do Brasil enquanto vendem e compram posições no mercado.

#Itaú

Paulo Guedes vai seguir os passos de Meirelles?

8/11/2022
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Se Paulo Guedes repetisse Henrique Meirelles, poderia parar na Secretaria da Fazenda de São Paulo, sob o comando do governador eleito Tarcísio Freitas. Seria exatamente a travessia feita por Meirelles, que pulou direto do governo Temer para a gestão Doria, ou seja, do primeiro para o segundo maior PIB do Brasil. É aquela história: cada um fala o que quer. Mas o mais provável é que Paulo Guedes retorne ao mercado financeiro para ganhar milhões de reais, bem mais informado do que estava antes de sair do governo. 

#Paulo Guedes

PT e Lira se acertam sobre escolha para o TCU

8/11/2022
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O futuro governo Lula e o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, vão acertando os ponteiros em todos os horários. O PT já sinalizou que não vai interferir na escolha do futuro ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que sairá da Câmara. Na prática, o acordo abre caminho para que a indicação saia ainda nesta legislatura, sob a regência do próprio Lira. O seu nome preferido é o deputado Jonathan de Jesus (Rep-RR). O clã Bolsonaro trabalha a favor de Soraya Santos (PL-RJ). No entanto, com a derrota de Jair Bolsonaro, o mais provável é que Soraya fique pelo caminho. Lira não vai desperdiçar munição com um futuro ex-presidente da República.  

#Arthur Lira #PT

Tarcísio de Freitas causa incômodo no clã Bolsonaro

8/11/2022
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Segundo uma fonte palaciana, a reação de Tarcísio Freitas à eleição de Lula despertou a ira da prole de Jair Bolsonaro, notadamente Carlos e Eduardo Bolsonaro. Até aí, tratando-se do quesito raiva nenhuma novidade. Os filhos de Bolsonaro esperavam uma declaração mais forte e refratária ao petista. Freitas disse que manterá “relações republicanas” com o futuro presidente. A interpretação é que o ex-ministro de Infraestrutura começou a escorregar para longe de Bolsonaro. E o que “Carluxo” e Eduardo queriam? Que Freitas levantasse alguma suspeita contra as urnas que também o elegeram?  

Lula prepara anúncio da reforma tributária

7/11/2022
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Uma fonte do RR passou a informação de que Lula ou o próprio comitê de transição pretende anunciar a reforma tributária o mais rapidamente possível. A reforma administrativa, que é igualmente cogitada e mais importante do ponto de vista fiscal, viria em um segundo movimento, não muito distante da tributária

 

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