Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

As “mini” Cúpulas da Amazônia de Marina Silva

23/01/2023
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A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pretende fazer da própria organização da Cúpula da Amazônia uma efeméride. Além de autoridades dos nove países participantes – Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname –, cientistas, pesquisadores, indigenistas, representantes dos povos tradicionais da Amazônia e fundos de investimento socioambientais, entre outros, serão convidados a participar da formulação dos temas discutidos no evento. Marina quer organizar uma espécie de “miniconferências” como prévias para a Cúpula da Amazônia, prevista para este semestre.

#Marina Silva

Tyson Foods perdeu a fome de Brasil?

20/01/2023
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Circula entre grandes grupos frigoríficos a informação de que a Tyson Foods reavalia sua permanência no Brasil. Uma combinação de fatores estaria aumentando a inapetência dos norte-americanos, donos de uma participação de 40% da divisão de alimentos do Grupo Vibra. Três anos após se associar à empresa gaúcha, a Tyson não conseguiu fazer novos movimentos expansionistas e criar uma massa crítica no país. Além disso, o conglomerado está insatisfeito com os resultados de suas operações fora dos Estados Unidos. A queda da lucratividade custou a recente demissão do CEO global, Chris Langholz. 

#Tyson Foods

Lula traz para si o desgaste e poupa os ministros da área econômica

20/01/2023
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É peculiar a forma como Lula trata das questões econômicas. Ele se antecipa a fritura pelo mercado dos seus ministros, Fernando Haddad, principalmente, e Simone Tebet. O presidente traz para si o anúncio das medidas que incomodam as instituições da Faria Lima. Elas por sua vez seguem batendo um bumbo monocórdio, dizendo que não “gostaram da fala de Lula”. O câmbio, as ações e o mercado futuro de juros então fazem uma pequena má-criação. Sobem o dólar e os juros futuros e cai a bolsa, para no dia seguinte fazerem o movimento inverso.

A demonstração mais recente dessa forma de operar do presidente foi sua declaração de que vai desonerar o Imposto de Renda dos mais pobres e tributar os dividendos, uma renda basicamente auferida pelos mais ricos. A proposta é matusalênica. Já foi defendida no governo Lula 1, depois na gestão Michel Temer e seria implementada por Paulo Guedes caso Jair Bolsonaro fosse reeleito. A diferença é que, nas gestões anteriores, os ministros da Fazenda assumiam a responsabilidade pelo anúncio da “má nova”. Mesmo Lula, em seus governos 1 e 2, deixava o abacaxi ser descascado pelo seu então ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Agora, ele traz para si a iniciativa de antecipar as medidas que incomodam o mercado, desinflando o incômodo, lá na frente, dos bancos e demais instituições financeiras. Quando a medida finalmente é aprovada, já não há motivo para volatilidade dos ativos, nem bronca do mercado. Estão todos meio anestesiados, pois as mudanças já se tornaram mornas. Tudo indica que foi e será assim com a tributação de dividendos. E outras medidas seguirão na mesma toada.

A forma de Lula se intrometer não é inédita, mas incomum. Nos governos posteriores à abertura, nem Sarney, Collor, Itamar, FHC ou o Lula dos primeiros mandatos, adotaram essa prática do “me dá que o filho é meu”. Dilma chegou a usar dessa psicologia, que, como toda a comunicação feita pela presidenta, foi desastrosa. Na verdade, na mão inversa, os melhores exemplos de ministros da área econômica que usaram “suas carapaças de rinoceronte”  apud Otto von Bismarck, o “chanceler de ferro” da Alemanha  para proteger a imagem dos presidentes em relação às suas medidas mais duras estão presentes no regime militar. Roberto Campos, Octávio Gouvea de Bulhões e Delfim Neto emprestaram suas costas  para levarem as chicotadas no lugar dos mandatários. Paulo Guedes, verdade seja dita, também cumpriu um pouco desse papel. Lula está fazendo o inverso, enchendo o balão no presente para que as expectativas se esfriem e o balão já esteja esvaziado quando for lançado nos ares. O problema primeiramente estoura na mão dele, que promove os seus já tradicionais meneios, avanços e recuos. É uma estratégia  que poupa os ministros da Fazenda e concentra a antecipação das iniciativas na figura do presidente. Se vai der certo depende de milhares de variáveis. A ver.

#Lula

Complexo industrial da saúde está na lista de prioridades do BNDES

20/01/2023
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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, receberá um presente do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Um dos setores escolhidos como prioridade na política de investimentos do banco é o complexo industrial da saúde. Nísia é presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Não é de hoje que defende a expansão da instituição para que ela se torne a maior exportadora de vacinas da América Latina. Agora, está há dois passos do paraíso. Ressalte-se que a Fiocruz já tem uma notória inserção no mercado internacional. Por intermédio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), a Fundação figura entre os 15 maiores fabricantes de vacinas para países-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2021, por exemplo, exportou mais de 7,4 milhões de doses de imunizantes contra meningite meningocócica e febre amarela. No caso desta última, estima-se que a Fiocruz já tenha comercializado mais de 180 milhões de unidades para aproximadamente 70 países. O apoio do BNDES poderá permitir um salto na fabricação desses produtos, mas, sobretudo, transformar a Fundação em uma fornecedora mundial de vacinas contra a Covid-19, globalmente competitivas.  Atualmente, a Fiocruz tem capacidade de produzir, por ano, algo em torno de 180 milhões de doses e exportar até 75 milhões de unidades desse volume. 

Nísia Trindade é a pessoa certa no lugar certo para comandar um plano de fortalecimento do complexo industrial da saúde no Brasil. Além da produção de vacinas, a injeção financeira do BNDES poderá se espraiar pela produção de equipamentos e de outros insumos. Um dos projetos com maior potencial de crescimento já está dentro de casa: a fabricante de insulina Biomm, da qual o banco de fomento tem 8,6%. A empresa tem ainda como acionistas uma miríade de fundos e investidores, entre os quais, por sinal, um velho conhecido do PT: o empresário Walfrido dos Mares Guia, que comandou o Ministério do Turismo no primeiro mandato de Lula. Após um início titubeante e uma longa demora para entrar na fase operacional, a Biomm já produz quatro tipos de insulina, além de medicamentos utilizados no tratamento de câncer de mama em estágio inicial e metastático e trombose venosa profunda. 

#BNDES

Fabio Faria quer juntar as pontas entre André Esteves e Elon Musk

20/01/2023
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O ex-ministro das Comunicações Fabio Faria, que está assumindo um cargo no BTG – como informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo –, elegeu como uma de suas primeiras missões costurar uma parceria entre André Esteves e Elon Musk. O alvo seria o setor de telecomunicações, aproveitando sinergias entre a Space X, empresa de satélites de Musk, e a V.tal, companhia de redes de fibra óptica controlada por fundos do BTG. Faria estabeleceu alguma proximidade com o bilionário por conta das tratativas em torno do acordo entre a Space X e o governo Bolsonaro para levar internet por satélite à Amazônia. Por sinal, Esteves foi um dos empresários brasileiros que participaram do célebre encontro entre Musk e Bolsonaro, em maio do ano passado, quando o projeto foi anunciado. 

#BTG #Fabio Faria

Sky Power está a dois passos de um casamento com o Brasil

20/01/2023
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A Sky Power Global, dos Emirados Árabes Unidos, avalia aumentar investimentos em energia renovável na América do Sul. Como não poderia deixar de ser, o Brasil é o país-alvo. A informação vem de fonte da delegação brasileira que participa do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. O olhar para o Brasil decorre do fato do país estar entre os cinco maiores mercados mundiais emergentes de investimento em energia renovável, com aportes até aqui da ordem de US$ 25 bilhões, em projetos eólicos e solares. A Sky por sua vez foca em grandes projetos de infraestrutura, comprometida com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Um casamento perfeito. Pelo andar da carruagem Lula vai faturar alto sua aposta firme em energia renovável.

#Energia renovável #Sky Power Global

BB fica no Banco Patagônia

20/01/2023
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Circula no Banco do Brasil a informação de que a nova diretoria desistiu de vender a participação da instituição no Banco Patagônia, na Argentina. O que se diz nos corredores do BB é que não se trata exatamente de uma decisão corporativa, mas, sim, uma determinação de cima para baixo, ancorada nas boas relações entre os presidentes Lula e Alberto Fernández. Em contato com o RR, o Banco do Brasil preferiu não comentar.

#Banco do Brasil

Fundo Macquire Asset pode investir em infraestrutura no Brasil

20/01/2023
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O Grupo CCR, que já administra mais de uma dezena de aeroportos no país, como o de Confins, em Minas Gerais, e o de Curitiba, no Paraná, poderá servir de ponte para o fundo de investimentos australiano Macquire Asset Management, baseado em Sydney, empreender em infraestrutura no Brasil. É que o player asiático acaba de virar sócio na administração e operação do Aeroporto Internacional de Quito, o principal do Equador. O grupo CCR atua ali há dez anos.

#Grupo CCR

Canto da sereia

20/01/2023
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Rogério Marinho vai procurar o senador Eduardo Girão nos próximos dias. Trata-se de uma derradeira tentativa de demovê-lo do plano de concorrer à Presidência do Senado, em fevereiro, contra Rodrigo Pacheco e o próprio ex-ministro. A depender do rumo da conversa, Marinho poderá até oferecer uma vice-presidência do Congresso ao cearense, como forma de seduzi-lo à proposta

#Rogério Marinho

A próxima escala da Maxmilhas e da 123 Milhas

19/01/2023
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A iminente fusão entre a Maxmilhas e a 123 Milhas seria apenas a primeira perna da viagem. Segundo o RR apurou, o passo seguinte traçado pelos atuais acionistas das duas empresas seria a abertura de capital da nova companhia, mediante uma oferta em bolsa ou a venda de um take de até 30% do capital para um fundo de private equity. Questionada pelo RR, a 123 Milhas disse que “não comenta especulações de mercado”, enquanto a Maxmilhas não se pronunciou. 

#123 Milhas #MaxMilhas

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