Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Os votos de Arthur Lira na ponta do lápis

31/01/2023
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Ontem, no fim da tarde, em conversa com um importante líder partidário, Arthur Lira assegurou ter 420 votos certos para a sua reeleição à presidência da Câmara. Ou seja: mais de 80% do colégio eleitoral da Casa. Sinal do prestígio de Lira junto ao Palácio do Planalto: sua expectativa é ter o voto unânime dos 68 deputados do PT.

#Arthur Lira

Westwing está na vitrine

30/01/2023
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Os fundos acionistas da Westwing estão debruçados sobre possíveis cenários de M&A envolvendo a plataforma, especializada na venda de móveis. As hipóteses vão da fusão com concorrentes até mesmo à venda para um grande grupo de varejo – consta que, no passado recente, o Magazine Luiza chegou a analisar o negócio. O ativo está barato. Nos últimos 12 meses, a Westwing perdeu 73% do seu valor de mercado.

#Westwing

Promessa de dividendos deixa acionistas da Auren elétricos

30/01/2023
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Há um forte burburinho no mercado de que Auren deverá destinar para o pagamento de dividendos até metade do “lucro” adicional de R$ 1,7 bilhão que terá. A cifra se refere à indenização que a União terá de pagar à joint venture formada pelo Grupo Votorantim e pela canadense CPP Investments pela reversão de bens não amortizados da usina hidrelétrica Três Irmãos, herdada com a compra da Cesp. 

#Auren

Ministério da Saúde injeta sangue novo na Hemobrás

30/01/2023
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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, iniciou estudos com o objetivo de revitalizar e ampliar a Hemobrás, fabricante de derivados de sangue criada no primeiro mandato de Lula, mais precisamente em 2004. A prioridade é concluir as obras de construção dos 17 prédios previstos no projeto original do complexo fabril da empresa, localizado na cidade de Goiana (PE). Segundo o RR apurou, o governo planeja ainda aumentar a capacidade instalada da estatal: no caso do plasma, por exemplo, a meta é ampliar a produção de 500 mil litros para algo em torno de 700 mil litros por ano.  

Nísia Trindade e sua equipe tratam a expansão da Hemobrás como fundamental para reduzir o déficit de hemoderivados no Brasil e a dependência da indústria internacional. Em alguns produtos, as importações respondem por mais de 50% do consumo interno. Somente com a aquisição de imunoglobulina, o governo gasta por ano algo em torno de US$ 120 milhões. O custo e, não raramente, a falta de derivados atingem, sobretudo, a rede do SUS. A situação se agravou durante a pandemia de Covid-19, com o elevado número de internações de pacientes em estado grave e, consequentemente, um boom na demanda por hemoderivados. A expansão da Hemobrás se encaixa ainda no projeto do governo e, mais precisamente do BNDES, de investir no complexo industrial da saúde.

A Hemobrás tem uma trajetória repleta de solavancos. As obras se arrastam desde 2005 e já consumiram mais de R$ 2 bilhões. Ao longo desse período, a estatal foi atacada por “sanguessugas”, leia-se um esquema de corrupção desbaratado, em 2015, pela Operação Pulso, da Polícia Federal. O governo Bolsonaro ensaiou a privatização da Hemobrás, mas, como tantas outras promessas de desestatização, o projeto ficou no papel.  

#BNDES #Hemobrás #SUS

Americanas só terá produtos da Samsung se pagar à vista

30/01/2023
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O RR apurou que a Samsung, um dos maiores fornecedores da Americanas, está exigindo pagamento à vista para entregar novas mercadorias à empresa. A dívida dos “Lemann Brothers” com a fabricante de eletroeletrônicos passa de R$ 1 bilhão. A Samsung, ressalte-se, está apertando a Americanas step by step. Primeiro, cobrou a dívida de forma agressiva. Depois, passou a exigir a devolução de mercadorias não quitadas. E agora exige o pagamento das faturas à vista.

#Lojas Americanas #Samsung

Tarcísio Freitas vai “vender” seu pacote de concessões no Oriente Médio

30/01/2023
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O governador Tarcísio Freitas costura uma viagem ao Oriente Médio para reuniões com investidores locais. Um dos alvos é o Qatar Invesment Authority – durante sua recente passagem por Davos, Freitas teve um encontro com o CEO do fundo soberano, Mansoor Ebrahim Al-Mahmoud. O objetivo do road show é apresentar o pacote de concessões do governo de São Paulo, que envolve notadamente projetos rodoviários e ferroviários. A joia da coroa é o Trem Intercidades, um megaempreendimento orçado em mais de R$ 11 bilhões que ligará São Paulo a Campinas, cruzando ainda outros sete municípios.

#Tarcísio Freitas

Fábrica de cimento do Grupo João Santos pode renascer

30/01/2023
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Além de incentivos estaduais, o governo de Sergipe iniciou negociações com órgãos do governo federal, para que a empresa Polimix possa reabrir a fábrica de cimentos do falido Grupo João Santos, localizada na Região Metropolitana de Aracaju. A Polimix arrematou o ativo em um leilão, em meados do ano passado. A empresa tem outra unidade no estado, onde produz cimento sob a marca Mizu. Com capacidade de produzir 800 mil toneladas/ano, a fábrica está parada há cerca de oito anos. A ideia é reabri-la no segundo semestre.

#Polimix

Equatorial Energia herda os “apagões” deixados pela Enel

30/01/2023
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A Equatorial Energia recebeu alguns fios desencapados de herança ao comprar a Celg, antes pertencente à italiana Enel. As grandes indústrias do estado, notadamente do setor automobilístico e farmacêutico, pressionam por investimentos em geração e distribuição. Nos últimos dias, a Equatorial recebeu também uma série de reivindicações do comércio, que acumula reclamações e prejuízos em série devido às constantes interrupções no fornecimento de energia registradas nos últimos dois anos. Foi um dos problemas que levou o governador Ronaldo Caiado a praticamente expulsar a Enel do estado, ao forçar a venda da Celg para um novo concessionário.

#Enel #Equatorial Energia

Um olho nos yanomami e outro na própria eleição

30/01/2023
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Nos últimos dias, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) tem feito intensas articulações junto a parlamentares do centrão em busca de apoio à representação criminal contra a ex-ministra Damares Alves, em razão da dramática situação dos povos indígenas yanomami, em Roraima. Na prática, a peregrinação da deputada gaúcha se mistura à sua campanha eleitoral por uma vaga na mesa diretora da Câmara. O PT quer lançar Maria do Rosário como candidata à vice-presidente da Casa na chapa de Arthur Lira. Ressalte-se que o desejo do partido nem sempre é o desejo de Lula, que opera com uma lógica própria. O presidente, à la Martinho da Vila, quer ir devagar, devagarinho em relação à sucessão da Câmara, sem criar qualquer aresta com Arthur Lira. O case Eduardo Cunha está vivo na sua memória. 

#Maria do Rosário #PT

Fraude da Americanas joga luz sobre os fios soltos da Light

27/01/2023
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Dessa vez não é o caso de recomendar “follow the money”, conforme fizeram os jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein na investigação do Caso Watergate. A receita a seguir agora é buscar a accounting inconsistency. Basta uma rápida pesquisa sobre os nomes de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira e suas empresas para verificar que as estranhezas na contabilidade são também um fator de união do trio. Mesmo quando os negócios são individuais e pertencem somente a um dos três sócios, surgem “inconsistências”. A Light, que é controlada por Sicupira (10% do capital) e o banqueiro Ronaldo Cezar Coelho (majoritário, com 20%), não carrega acusação de fraudes. Mas trata-se de uma gestão no mínimo esquisita. Não são comuns os episódios em que o chairman e o CEO – no caso específico da Light, respectivamente os badalados Firmino Sampaio e Raimundo Nonato, contratados para dar um choque de gestão na companhia – abandonam quase conjuntamente o manche da empresa sem dar maiores justificativas.  

A Light tem um problema crônico que dificulta a realização de lucros mais permanentes: os chamados “gatos” ou furto de luz. A companhia calcula que o nível de perda de energia chega a 80% do que é fornecido em comunidades, o que representa algo em torno de R$ 600 milhões. A empresa estima que a energia furtada em sua área de concessão daria para abastecer todo o município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por quatro anos.

A situação da Light, com prejuízos recorrentes no ano passado, pode piorar. A expectativa de uma reestruturação rápida micou com a saída de Nonato. Segundo o JP Morgan, a devolução dos créditos tributários é outro pepino para a companhia descascar, em um ambiente econômico imprevisível e com o custo da dívida subindo. O esperado turnaround da Light com a chegada de Beto Sicupira e seu apoio a Ronaldo Cezar Coelho ficou a ver navios. Ou “gatos” nas contas de luz.

Com o episódio das Americanas, a Light foi em alguma parte contaminada. Há acionistas dispostos a mergulhar nas contas dos negócios. São números estranhos, para uma empresa estranha com controladores diferenciados, digamos assim. Ronaldo Cezar Coelho não tem um histórico de “inconsistências contábeis”, não obstante carregar 43 processos, segundo o Jus Brasil. Coisas dele e não da companhia. Já Beto Sicupira, que nunca participa de grandes projetos de reestruturação empresarial sem estar acompanhado pelos sócios da 3G, encontra-se em meio a operações cabeludas com seus parceiros. Isso se a solidão de Sicupira não for relativa. Há fundos e fundos cruzados onde Lemann e Telles poderiam estar acomodados, sem se expor a uma posição acionária na Light. O fato é que a volta do trio a uma situação de plena confiança na gestão dos seus negócios parece demorada.  Qualquer um dos três bilionários, mesmo nas empresas que controlam solitários, contaminaram o business com o vírus da Americanas. Mas Lemann, Sicupira e Telles já reescreveram situações em que o insucesso parecia inevitável. Não é improvável que ocorra de novo. 

#Light #Lojas Americanas

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