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A Altre, braço de real estate dos Ermírio de Moraes, pretende avançar uma casa nos Estados Unidos. Além de participações em torres corporativas, a gestora planeja investir em shopping centers e centros logísticos, em parceria com fundos norte-americanos. As tratativas estão sendo conduzidas diretamente pelo escritório da Altre em Nova York.
A Ânima Educação estaria preparando uma nova oferta de ações. Na mais recente emissão, em novembro de 2020, a empresa captou aproximadamente R$ 920 milhões. Segundo a fonte do RR, o novo aumento de capital funcionaria como uma janela para o empresário Daniel Castanho, principal acionista da Ânima, reduzir sua participação.
O RR apurou que o governo de Roraima estuda entrar com uma ação de inconstitucionalidade no STF contra recente decisão da Assembleia do estado. Os deputados prorrogaram por dois anos o prazo para a renegociação de antigos empréstimos com o finado Banco de Roraima. Trata-se de uma benesse feita com o bolso alheio. A medida terá impacto sobre as contas do estado, que assumiu os direitos e obrigações do Banco de Roraima, liquidado em 2012. O assunto vai além das fronteiras do estado. A decisão do STF pode ter repercussão sobre outras unidades federativas em situação similar – ao todo, dez bancos estaduais foram liquidados.
O RR apurou que a fabricante de cosméticos Coty vai retomar neste ano o seu processo de IPO. A meta seria captar algo em torno de R$ 400 milhões. A oferta de ações, programada para o ano passado, foi engavetada à época pelas condições adversas do mercado.
Mesmo que a intervenção na segurança pública do Distrito Federal não seja prorrogada, o ministro da Justiça, Flavio Dino, cogita manter a Força Nacional na capital até o fim de março. O motivo é a 24ª Marcha dos Prefeitos, que ocorrerá em Brasília, entre 27 e 30 de março. Na Pasta da Justiça, há uma forte preocupação com o esquema de segurança em torno do evento, organizado pela Confederação Nacional dos Municípios. De acordo com a mesma fonte, a área de Inteligência da Polícia Federal já alertou o Ministério sobre o risco de infiltração de manifestantes pró-Bolsonaro e da realização de novos protestos. O enorme fluxo de autoridades em Brasília aumenta a complexidade da estrutura de segurança. A estimativa é que mais de dois mil prefeitos circulem pela capital durante os quatro dias de reuniões e seminários. Some-se a isso o expressivo contingente de assessores que acompanharão os chefes do Executivo municipal.
Além dos bancos e dos fornecedores, empresas de e-commerce que atuam no marketplace da Americanas também buscam mecanismos de proteção contra um eventual calote de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Segundo o RR apurou, diversos sellers, como são chamados os lojistas parceiros, estão se mobilizando para entrar na Justiça contra a rede varejista. Esse grupo incluiria de pequenos e médios varejistas a grandes fabricantes de eletroeletrônicos que mantém lojas próprias hospedadas no Americanas.com, como LG e Samsung – esta última um dos fornecedores que mais têm apertado o cerco contra a companhia. O objetivo dos sellers é obter alguma medida cautelar que garanta o pagamento antecipado referente às vendas realizadas por meio do Americanas.com. Não é só. De acordo com a mesma fonte, paralelamente lojistas parceiros têm reduzido ou mesmo cancelado a oferta de produtos no site da varejista. Ou seja: na prática, estão brecando novas vendas de mercadorias por meio da plataforma de e-commerce.
Entre os sellers, há um crescente temor de que a rede varejista dos “Lemann Brothers” não honre os pagamentos aos vendedores que coabitam a Americanas.com. Hoje, todas as vendas realizadas por meio da plataforma de e-commerce são faturadas pela própria Americanas, que retém as comissões previstas em contrato e posteriormente repassa o restante do valor aos parceiros. Em contato com o RR, a Americanas assegurou que “mantém o fluxo normal de repasse em seu marketplace e realizou normalmente na data de 16/01 o pagamento aos sellers. As operações seguem da mesma forma, tanto para pequenos parceiros, como para indústrias que usam a plataforma da companhia”. A questão é: até quando a rede varejista seguirá com o “fluxo normal”? Desde o estouro da fraude contábil, a Americanas passou a viver um dia de cada vez, e o que vale para hoje pode não existir amanhã. A preocupação dos lojistas é que, mesmo com o pedido de recuperação judicial, credores consigam penhorar recebíveis da Americanas, afetando os pagamentos da rede varejista aos parceiros do marketplace. À boca miúda, segundo a fonte do RR, os sellers temem também que a empresa comece a reter deliberadamente repasses pelas vendas feitas no Americanas.com para cobrir pagamentos a outros credores com maior poder de pressão, notadamente os próprios bancos e fornecedores. Pode até ser excesso de paranoia, mas como tirar a razão dos varejistas? A essa altura, a credibilidade de Lemann, Telles e Sicupira está no chão.
A grave crise da Americanas ameaça levar de arrasto um enorme ecossistema de parceiros no marketplace. Ao todo, a Americanas.com soma quase 150 mil sellers – em sua maioria, pequenos e médios varejistas com baixo fôlego financeiro. Para piorar, o escândalo contábil estourou justo em um momento que a relação entre a companhia e os parceiros lojistas já enfrentava alguns solavancos. Segundo o RR apurou, em 1º de janeiro deste ano – coincidentemente poucos dias antes da fraude da Americanas vir a público -, a rede varejista aumentou a taxa de comissão cobrada dos sellers. Em alguns segmentos, como o de higiene, a derrama passou de 12% para 17%. Naquele momento, acionistas e dirigentes da Americanas já sabiam que iriam precisar de receita nova para cobrir seu enorme rombo contábil.
O governo português suspendeu o processo de venda da operação da Caixa Geral de Depósitos no Brasil. Segundo o RR apurou, trata-se de uma decisão temporária. De acordo com uma fonte ligada ao banco, as autoridades portuguesas pretendem fazer ajustes no modelo de venda e retomar as negociações no segundo semestre. O governo de Portugal recebeu mais de 20 ofertas pela subsidiária da CGD no Brasil, mas nenhuma atingiu o valor estipulado. Entre os candidatos que apresentaram propostas estariam os bancos ABC Brasil e Luso-Brasileiro.
A Caixa Geral tem uma história de altos e baixos – mais baixos do que altos – no Brasil. Em 1998, comprou o Banco Bandeirantes, com a promessa de se tornar uma consolidadora do setor. Não fez mais nenhuma aquisição. Ainda assim, manteve uma posição estratégica ao vender o Bandeirantes ao Unibanco e se tornar sócia do então banco dos Moreira Salles, com uma participação de 12,3%. Em 2005, negociou suas ações e deixou o país. Retornaria em 2009, mas, desde então, mantém uma operação acanhada, basicamente restrita a clientes do grupo em Portugal com negócios no Brasil.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, trabalha com o objetivo de abrir mais um mercado para a proteína brasileira. Fávaro vem mantendo tratativas com autoridades peruanas com o objetivo de garantir o credenciamento de mais frigoríficos para a venda de carne suína. O esforço tem endereço certo: JBS e BRF querem exportar o produto para o país vizinho. No início de janeiro, o Ministério de Desarollo Agrario do Peru autorizou o frigorífico Dom Porquito, do Acre, a fazer um primeiro embarque do produto. Não passa de um pequeno aperitivo. Favaro tem dito a quem quiser ouvir que a América Latina vai se tornar um mercado cativo para a cadeia de proteína oriunda das companhias brasileiras.
Segundo informações filtradas do Itamaraty, a comissária europeia de Assuntos Internos, Ylva Johansson, virá ao Brasil em março. Entre outras atribuições, a política sueca é responsável por questões de segurança e combate ao terrorismo dentro da União Europeia. Sua vinda ao país ganha uma maior dimensão em razão do timing: a visita se dará dois meses após os atos criminosos em Brasília e, sobretudo, os ataques a torres de transmissão de energia.
As investigações sobre a tragédia humanitária no território dos Yanomami avançam sobre integrantes do governo Bolsonaro. O RR apurou que a Polícia Federal vai convocar para depor não apenas a ex-ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, mas também os dois mais recentes ex-presidentes da Funai, Marcelo Xavier e Franklimberg Ribeiro de Freitas. Nos dois casos, há sensibilidades institucionais e corporativistas em jogo. Ribeiro de Freitas, que comandou a Funai nos seis primeiros meses da gestão Bolsonaro, é general de Exército da reserva. Xavier, por sua vez, presidente da fundação entre julho de 2019 e dezembro do ano passado, é delegado da própria Polícia Federal. Consultada pelo RR, a PF afirmou que “não fornece informações sobre investigações em andamento.”
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