Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

O que fazer com os garimpeiros de Roraima?

10/02/2023
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O governador de Roraima, Antônio Denarium, está tentando costurar um encontro entre o ministro da Justiça, Flavio Dino, e uma comissão de garimpeiros para a próxima semana. O objetivo é discutir medidas para garantir a subsistência de grande parte dos mais de 20 mil extrativistas que hoje atuam ilegalmente no território Yanomami. Entre outras iniciativas, Denarium pretende levar a Dino uma proposta para a regularização da mineração por cooperativas no estado fora de áreas indígenas. A dimensão do problema em Roraima vai além da, por si só, grave questão envolvendo as aldeias dos Yanomami. Estima-se que o estado tenha mais de 50 mil garimpeiros, a maioria na clandestinidade. Nessa horda, há, sim, tentáculos de esquemas criminosos e grandes quadrilhas que operam na região. Mas há também um considerável contingente de “foras da lei” por falta de opção.

#Flavio Dino #Roraima #Yanomami

O candidato de Dias Toffoli para o STJ

10/02/2023
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De primeira: o ministro Dias Toffoli trabalha nos bastidores pela indicação de Carlos von Adamek, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, para o STJ. Até maio, o presidente Lula nomeará os dois novos integrantes da Corte para as vagas de Jorge Mussi e Félix Fischer. 

#Dias Toffoli

Mercado Pago a caminho da Bolsa

9/02/2023
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O RR apurou que o Mercado Livre estuda o IPO do Mercado Pago. A fintech é uma mina de ouro: já responde por mais da metade do faturamento do grupo no país. Somando-se todas as suas operações na América Latina, sua carteira de crédito beira os US$ 3 bilhões.  

#Mercado Livre #Mercado Pago

Lula precisa reduzir o spread das suas bravatas

9/02/2023
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Lula não tem que falar sobre política monetária. Se quer influenciar no assunto, que aja em silêncio, através dos seus ministros do setor, sem tumultuar o mercado. Simplesmente faça. Sem usar a opinião pública para politizar assuntos técnicos. Todas essas considerações já foram pontuadas pelo RR e também por economistas de diversas correntes e matizes ideológicos. Mas Lula não mentiu quando se referiu a um tempo em que industriais se amotinaram contra bancos, cindindo as partes mais dinâmicas da economia à época – hoje o agronegócio assumiu um protagonismo que não tinha. O bunker dos industriais era o Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec), à ocasião um instituto de pesquisas vinculado às bolsas de valores do Rio e São Paulo, que aprimorava o argumento dos empresários. Vivia-se os idos do final dos anos 70. Eram tempos curiosos em que as entidades e instituições do mercado de valores mobiliários confrontavam os bancos comerciais. O presidente do Ibmec era o ex-diretor do Brasil no FMI Herculano Borges da Fonseca, antecessor das gestões de Roberto Castello Branco e Paulo Guedes, respectivamente. Apesar da predominância da tecnocracia liberal no comando da entidade, a instituição seguia um modelo ideologicamente plural, a exemplo do Ipea, liderado por João Paulo dos Reis Velloso.   

Pois bem, foi nesse período que empresários paulistas encomendaram ao Ibmec uma pesquisa sobre a visão dos industriais em relação ao papel dos bancos na economia. Por trás da demanda estavam ícones da indústria manufatureira e de bens de capital, todos de capital nacional, tais como Paulo Vellinho, José Mindlin, Paulo Francini, Paulo Villares, Cláudio Bardella e Antonio Ermírio de Moraes. Lula não mentiu quando disse que Antônio Ermírio esculachava os bancos em função das taxas de juros elevadas. Aliás, todos os industrialistas de proa esculachavam.  

A pesquisa, coordenada pelo cientista político José Luiz de Mello, era caudalosa. E o Ibmec divulgava as conclusões do trabalho aos poucos. A cada rodada – e elas duraram meses – Antônio Ermírio ia aos jornais e deitava falação contra a taxa de juros, acompanhado pelos seus pares da indústria. O embate com os bancos foi enorme. O país vivia o auge da ditadura, e esses empresários brigões enfrentavam diariamente os generais do regime militar. Tudo isso aconteceu há muito tempo.   

Lula parece ter estacionado nessas priscas eras, quando a indústria representava mais de 30% do PIB, e Antônio Ermírio era o leão da economia nacional. Na época, o BC era apêndice do Ministério da Fazenda, com um papel coadjuvante como autoridade monetária. A roda girou e o país evoluiu para regulamentação de um BC independente, despolitizando um órgão que tem de ser de Estado e eminentemente técnico. Lula, assim como “Dom” Antônio no passado, estão certos quando se incomodam com o nível das taxas de juros. Afinal, há algo de demasiadamente estranho no ar quando o custo do dinheiro está entre os maiores do mundo durante décadas e décadas. Mas os dois miravam alvos diferentes com o mesmo objetivo.   

Lula quer responsabilizar uma das grandes conquistas institucionais do país, a independência do BC, como detentora de uma perversão na área monetária: a disposição de manter a Selic nas alturas mesmo sem necessidade. Antônio Ermírio, quase que obsessivamente, batia firme no spread bancário, sua bête noire. Difícil imaginar Lula arrumando animosidade com a banca. O que diferencia o empresário e o velho político é uma certa dose de oportunismo. O presidente trouxe à baila a memória do antigo leão do Grupo Votorantim para engrossar seu proselitismo contra os juros altos. Mas evitou dizer que seus inimigos eram diferentes. “Dom” Antônio batia nos spreads absurdos do sistema bancário. O presidente quer associar o BC independente a Bolsonaro, não obstante uma coisa não ter nada a ver com outra. A briga de Lula é bravateira e serve tão somente para manter aceso o seu palanque permanente.  

#Lula

Ferro gusa é o novo core business do crime organizado

9/02/2023
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O crime organizado é o setor da “economia” que mais diversifica seus negócios no Brasil. Ao portfólio de ativos soma-se agora o ferro gusa. Segundo o RR apurou, a área de Inteligência da Polícia Federal identificou a atuação de grandes facções criminosas no roubo e na venda clandestina do produto. Como não poderia deixar de ser, o problema é particularmente mais grave em Minas Gerais, que reúne cerca de 300 usinas de ferro gusa e concentra algo em torno de 80% da produção nacional. De acordo com uma fonte da própria PF, organizações criminosas, a exemplo do PCC e da Família Monstro, de forte atuação no estado e no Centro-Oeste, estariam atacando trens utilizados para o transporte do produto. As abordagens se dão, principalmente, em áreas urbanas, onde os comboios são obrigados a reduzir a velocidade, o que traz a reboque o risco de vítimas no caso de eventuais confrontos armados. Na esteira da criminalidade, os custos dos fabricantes e distribuidores de ferro gusa com segurança privada teriam subido cerca de 40% no ano passado. E, ainda assim, é como enxugar gelo: em 2022, a Polícia Civil de Minas registrou um furto ou ao menos uma tentativa de roubo a cada dois dias. 

Investigações mais recentes apontam para a existência de uma intrincada rede de comercialização e distribuição do ferro gusa roubado. Além do mercado doméstico, a partir do Centro-Oeste o produto chega também à Bolívia e ao Paraguai e alcança até a América Central. Essa indústria criminosa do ferro gusa é estimulada pela crescente majoração do valor do insumo. A guerra entre Rússia e Ucrânia impulsionou os preços no mercado internacional. No ano passado, as cotações mais do que duplicaram, chegando a alcançar o equivalente a R$ 6 mil por tonelada. Atualmente, o valor médio gira em torno de R$ 3,5 mil, o que ainda torna o ferro gusa um bom negócio – no oficial e no paralelo do crime.  

#PCC #Polícia Federal

É tempo de aviso prévio na PayPal

9/02/2023
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Na sede da PayPpal, em São Paulo, só se fala de um assunto. Segundo a rádio-corredor, a empresa vai demitir ao menos 50 funcionários no país nas próximas semanas. A companhia de pagamentos eletrônicos já anunciou uma dolorosa temporada de downsizing, com o corte de mais de dois mil postos de trabalho em todo o mundo.

#PayPpal

PPSA ganha novo gás no governo do PT

9/02/2023
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O governo Lula não apenas suspendeu a privatização da PPSA (PréSal Petróleocomo bateu o martelo para a ampliação dos quadros da empresa. O Ministério do Planejamento já trabalha na montagem do concurso público para a contratação de até 120 funcionários para a estatal do pré-sal. Curiosamente, mesmo com os planos de privatização e toda a má vontade de Paulo Guedes, durante o governo Bolsonaro o efetivo da PPSA cresceu um pouco, de 44 para 58 profissionais.   

#Lula #PPSA

Governo pretende colocar uma leva de concessões na estrada

9/02/2023
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O Ministério dos Transportes pretende avançar no programa de concessões rodoviárias herdado do governo Bolsonaro. Segundo o RR apurou, as primeiras da fila são as BRs 262 e 267. Na paralela, o ministro Renan Filho iniciou conversações com governadores que já manifestaram interesse em assumir a operação de rodovias em seus estados. É o caso de Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, que está disposto a “estadualizar” a gestão do trecho da BR-163 – a CCR MSVia, atual operadora, já sinalizou que pretende devolver a concessão.  

#Ministério dos Transportes #Renan Filho

Volta do imposto de importação de pneus entra no radar do governo

9/02/2023
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O governo estuda a volta do imposto de importação sobre pneus de caminhões. No início de 2022, a Câmara de Comércio Exterior zerou a alíquota, até então de 16%. A medida decorreu de um pedido do então ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, em um dos tantos agrados do presidente Jair Bolsonaro aos caminhoneiros. Ao puxar o cobertor para os transportadores de carga, deixou os trabalhadores da indústria de pneus ao relento. Há um risco latente de demissões em massa no setor devido ao boom de importações. De 2020 a 2022, a compra de pneus no exterior saltou de 1,2 milhão para dois milhões de unidades. O assunto, por sinal, vai dominar o encontro que o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, terá amanhã com representantes de sindicatos de empregados da indústria de pneus, em São Paulo. É provável que Marinho já sinalize a intenção do governo de retornar com o gravame sobre as importações para acalmar a chiadeira dos trabalhadores do setor. 

#Câmara de Comércio Exterior #Tarcísio Freitas

TSE apura irregularidades na conta do PL

8/02/2023
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Segundo o RR apurou, o ministro Alexandre de Moraes deverá intimar, nos próximos dias, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto. Desta vez, o processo não diz respeito a atos golpistas. O motivo é a suposta irregularidade nas contas do PL, o partido de Jair Bolsonaro. Costa Neto terá de comprovar que a quantia de R$ 1,1 milhão liberada pelo PL em dezembro foi efetivamente aplicada no pagamento de salários dos funcionários da legenda. O TSE recebeu denúncias que os contratados pela CLT não estão sendo integralmente remunerados. Ressalte-se que, no ano passado, o TSE já bloqueou R$ 22,9 milhões das contas do PL por litigância de má fé, quando do pedido de auditoria extraordinárias nas urnas eletrônicas sem justificativa plausível.

#PL #Valdemar da Costa Neto

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