Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Campos Neto precisa ser ouvido. Para o bem da sua própria reputação

28/01/2026
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Enquanto todas as atenções estão voltadas para os problemas do Banco Master, há muito mais vilania do que aquela percebida por leitores ávidos de manchetes espalha brasas. O sistema financeiro virou um vespeiro devido ao aparente descompromisso de atores possivelmente compromissadíssimos. Após passar pela porta giratória que separa o serviço público da iniciativa privada, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, vice-chairman do Nubank, é hoje o maior dos favorecidos pela negligência do Banco Central na regulamentação das fintechs. Queira-se ou não, o ex-nº 1 da autoridade monetária, resistindo, inclusive, à pressão dos 10 maiores bancos do país, está no epicentro da onda de suspeições em torno da boa vida dessas engenhosas instituições financeiras. Uma boa vida tão grande que permitiu o entrelaçamento de muitas delas com o crime organizado.

À frente do Banco Central, Campos Neto relutou o quanto pode em regulamentar as fintechs, mesmo com todos os indícios, já àquela altura, que debaixo desse angu financeiro amontoavam-se caroços. A primeira dessas fintechs, instituições que funcionavam como bancos sem serem bancos, foi autorizada a operar em 2018, um ano antes de Campos Neto assumir o cargo. Legado de Ilan Goldfajn, então à frente da autoridade monetária. Mas foi sob a administração de Campos Neto que o enxame começou a ganhar forma e tamanho. Em 2019, quando tomou posse, o Brasil chegou a 533 fintechs. Em dezembro de 2024, quando o bastão passou às mãos de Gabriel Galípolo, eram mais de três mil. Esse número cresceria de qualquer maneira? Talvez. Mas com os devidos antibióticos a colônia de bactérias que acabaria por contaminar a reputação do próprio sistema financeiro poderia ser controlada.

Essas vespas acumularam dinheiro como poucos, pois deitaram e rolaram na assimetria regulatória, que as deixava praticamente livres de compromissos de aportar reservas, seguir resoluções, vender outros serviços como os bancos de verdade etc. Muito apartamentinho de quarto e sala virou fintech, enquanto as casas dos donos eram verdadeiras mansardas. Acumulação de capital não volta; vira concentração de renda, a não ser que seja constatado crime. Hoje não há sequer um cadastro confiável do número de instituições que estão na fronteira de serem fintechs quanto mais na ilegalidade. Talvez venham a virar bancos no nome, com compromissos perfunctórios, conforme ocorreu até agora, devido à estranha desregulamentação do BC.

Em 2020, o RR teve acesso a um relatório encomendado por uma das seis maiores instituições financeiras do país sobre os desafios do sistema bancário na década. Eram 60 páginas, tendo como consultores um ex-diretor do BC e um técnico da CVM. Àquela altura, o segundo maior motivo apontado para a insônia dos bancos que honravam o sistema era a assimetria regulatória das fintechs. Eram os primórdios do “vou me dar bem” elidindo as regras. O uso dessas empresas para práticas ilegais ainda estava na adolescência.

Uma dúvida que ninguém consegue tirar: por que o Nubank – poderia se chamar adequadamente “Nobank” – não foi considerado uma instituição bancária logo na partida? Na verdade, o Nubank nunca quis ser banco e, sim, continuar fintech. Seu período de maior ascensão patrimonial foi durante o período de 2022 e 2024. Um crescimento obsceno. Em maio de 2022, ultrapassou o Itaú como o banco mais valioso do Brasil e com maior número de clientes. Campos Neto estava lá sentado na cadeira de autoridade monetária e bradando que sua principal agenda era aumentar a competitividade bancária. Conseguiu, mas por uma via transversa e controversa, deixando a sanha das fintechs avançar a passos largos.

Roberto Campos Neto exerce hoje os cargos de vice-presidente do conselho de administração e chefe global de políticas públicas do Nubank, função que assumiu em 1.º de julho de 2025. É um craque. Merece as melhores cadeiras no setor privado. Mas numa pandemia financeira como a atual, todo mundo tem de ser ouvido. Principalmente quem deixou a cavalgada das fintechs correr solta. Até para que Campos Neto possa se livrar da pecha de ter sido um árbitro premeditadamente parcial, uma espécie de sócio oculto da fintech titânica, agora banco, da qual é declaradamente o manda-chuva. Por muito, muito menos, comentaristas, fofoqueiros e suspeitos tocaram piano na PF, gravando suas digitais por ocasião da debacle dos bancos Bamerindus, Nacional e Econômico.

#Roberto Campos Neto

Atlas busca aporte internacional para viabilizar projetos de minerais críticos

28/01/2026
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O que se diz em petit comité no setor de mineração é que a Atlas Critical Minerals abriu conversas com fundos de investimento internacionais na busca por um aporte de capital. A venda de uma participação acionária surge no radar com o objetivo de viabilizar os projetos da empresa na exploração de minerais críticos, notadamente terras raras, grafite de alta pureza e outros insumos estratégicos. Em janeiro, a companhia, controlada pelo investidor brasileiro Marc Fogassa, realizou um IPO simbólico na Nasdaq, precificando sua oferta inicial a cerca de US$ 8 por ação e levantando US$ 9,6 milhões. A operação serviu como um termômetro para dimensionar o apetite dos investidores por uma colocação de papéis à vera. Os projetos da Atlas no Brasil se concentram em Minas Gerais e Goiás, com foco em terras raras — essenciais para ímãs de alta performance, veículos elétricos e aplicações industriais estratégicas —, grafite de grau nuclear, titânio, cobre e urânio, além de uma frente de minério de ferro no Quadrilátero Ferrífero, que começou a gerar receita em 2025 e é vista como uma fonte de caixa inicial para sustentar iniciativas de maturação mais longa.

#Atlas

Será que a Ultrafarma tem um remédio para a desconfiança do mercado?

28/01/2026
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No varejo farmacêutico, há uma boa dose de ceticismo em relação à reestruturação da Ultrafarma, do empresário Sidney Oliveira. Há cerca de duas semanas, a companhia anunciou que fechará suas sete farmácias e concentrará sua operação em uma nova “megaloja-conceito”. Quando e onde essa megaloja será aberta, não se sabe. Até agora, a empresa não revelou o local e o prazo do projeto, o que ajuda a alimentar dúvidas no setor. Pode até haver um excesso de má vontade entre os demais players do varejo de medicamentos, mas, no mercado, a percepção é que, em vez de uma reorganização efetiva de seu modelo de negócio, a Ultrafarma estaria adotando apenas procedimentos cosméticos para responder circunstancialmente a pressões de ordem fiscal, regulatória e reputacional. Em agosto do ano passado, cabe lembrar, Oliveira foi preso sob a acusação de participar de um esquema de pagamento de propina a auditores da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo e de ressarcimento indevido de créditos de ICMS.

A Ultrafarma se notabilizou nas últimas décadas por uma política agressiva de preços, com descontos superiores à média do varejo farmacêutico, o que sempre levantou ilações de seus concorrentes. A investigação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no ano passado colocou foco sobre a empresa e suas práticas. No setor, há dúvidas sobre a capacidade da Ultrafarma de manter a estratégia de preços que adotava antes da ofensiva do MP-SP. O RR encaminhou uma série de perguntas à empresa. A Ultrafarma limitou-se a responder mediante release encaminhado a toda a mídia, no qual confirma o projeto de concentrar sua “operação física em um único espaço de grande porte, que será instalado na Zona Norte de São Paulo, com mudança prevista para acontecer em curtíssimo prazo. Com cerca de 3 mil metros quadrados, a nova superloja contará, além da tradicional venda de medicamentos e serviços, com uma Ótica Ultrafarma e uma farmácia de manipulação”. Perguntada especificamente sobre seu modelo de negócios, sua política de preços e as acusações sobre sua participação em um suposto esquema de propinas, a companhia não se manifestou.

Algumas coisas talvez não mudem mesmo. Segundo informações que circulam no mercado, Sidney Oliveira já confidenciou a pessoas próximas que pretende manter a compra de horários em emissoras de TV abertas para veicular programas próprios, historicamente o principal pilar da estratégia de marketing da Ultrafarma. Rede TV e SBT sempre concentraram a maior parte dessas verbas. Por sinal, conforme dito pela própria companhia no release encaminhado à imprensa, foi em um jantar na casa de Íris Abravanel, viúva de Silvio Santos, com a presença de Luiza Helena Trajano e Luciano Hang, “conhecido como “Véio da Havan” (Sic), que a ideia de fechamento das farmácias e abertura de uma megaloja-conceito “começou a tomar forma”.

#Ultrafarma

Alcolumbre aponta a arma da CPI contra o Palácio do Planalto

28/01/2026
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) atua nos bastidores para prorrogar por mais 60 dias os trabalhos da CPI do INSS, em um movimento que acirra a guerra de nervos entre o Congresso e o Palácio do Planalto em pleno ano eleitoral. A comissão já reúne assinaturas suficientes para estender as investigações, e caberá a Alcolumbre dar o aval formal ao pedido. No ambiente político, a leitura é de que a manutenção da CPI interessa ao Senado como instrumento de pressão sobre o Executivo. A apuração, que investiga um esquema bilionário de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, tem insistido em avançar sobre áreas sensíveis ao governo Lula. Integrantes da comissão avaliam que a CPI não deve se limitar à burocracia do INSS e mira também relações políticas e empresariais orbitando o poder. Nesse contexto, a investigação passou a triscar os calcanhares do presidente ao tocar em personagens ligados ao seu entorno, incluindo referências recorrentes a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em linhas de apuração que envolvem contratos, entidades e operadores investigados. No Planalto, a prorrogação é vista como um gesto hostil do Congresso, capaz de manter o tema vivo no noticiário durante a campanha eleitoral e, com isso, manter um instrumento de barganha contra o governo. Afinal, não é para isso que serve uma CPI?

#Davi Alcolumbre

Mudança global ameaça ressecar investimentos da Heineken no Brasil

27/01/2026
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A troca de comando na matriz da Heineken acendeu um sinal de alerta entre os executivos da operação brasileira. Informações que chegam à subsidiária dão conta de que o novo CEO, Dolf van den Brink, assumiu com uma tesoura em cada mão e fará rigorosos cortes globais. O grupo adotará uma disciplina de capital mais rígida, com redução de investimentos. Talvez algumas operações da Heineken tenham mais dificuldades do que outras para se enquadrar nos novos tempos. Tudo indica que o Brasil corre esse risco. A era contracionista chega para frear um ciclo de relevantes investimentos no país, que tiveram seu auge com inauguração, em novembro do ano passado, da fábrica de Passos (MG), um aporte de R$ 2,5 bilhões. O momento do mercado interno empurra ainda mais a subsidiária brasileira para a linha de tiro de Amsterdã. Nos últimos 12 meses, o consumo de cerveja no Brasil acumula queda de 6%.

#cervejarias #Heineken #Investimento

Trump, Cuba e Brasil no cassino da geopolítica

27/01/2026
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De tão tortas que são, as linhas da geopolítica de Donald Trump conectam pontos que, a princípio, não teriam qualquer relação entre si. O que têm a ver, por exemplo, Venezuela, Cuba e o jogo no Brasil? Em teoria, nada; na prática, quase tudo. Ainda que por vias oblíquas, a discussão em torno da reabertura de cassinos em território brasileiro ganha novos contornos com os movimentos hostis de Trump na América Latina – os já realizados e, sobretudo, os que ainda estão por vir. A julgar pelo giro da roleta na região, se o Brasil pretende entrar na rota dos grandes investimentos internacionais no setor, já está passando da hora de o Congresso e o governo tratarem do assunto com a maturidade e a celeridade que ele exige. Sob risco de o país desperdiçar (mais) uma notória oportunidade de atração de capital externo. Basta interpretar as cartas na mão de Trump. Brilhante, como de hábito, o jornalista Elio Gaspari já enxergou o pôquer trumpista algumas mesas à frente – vide o artigo “O nome do jogo é Cuba”, publicado na Folha de S. Paulo e em O Globo no último dia 6: “A Venezuela tem petróleo, e a Colômbia tem um presidente de esquerda, mas a joia da coroa que Trump busca é Cuba. Derrubar o regime dos irmãos Castro é coisa que vários presidentes americanos perseguiram. Um regime comunista a 145 km da Flórida justifica malquerenças, mas, para Trump, um empresário do setor imobiliário, lá está um tesouro, maior do que todos os butins dos piratas que vicejavam no Caribe nos séculos passados”.
A queda do regime castrista – um fruto passado, que ainda se mantém presa à árvore sabe-se lá como – é o sonho de todos os grandes conglomerados que atuam no binômio hotelaria/cassino nos Estados Unidos. O imaginário desses investidores é povoado pela Cuba de Fulgêncio Batista, um grande salão de jogos e de entretenimento dos Estados Unidos. Se o então vice-presidente norte americano Dick Cheney era o braço da indústria petroleira na gestão de George W. Bush, Trump é a cabeça, corpo e membros do setor imobiliário e dos cassinos em seu próprio governo. A derrubada do que ainda sobrou do regime de Fidel e Raul Castro – depois que Nicolás Maduro foi arrancado de seus aposentos, tudo soa como factível – abriria caminho para uma invasão de dólares na ilha e uma das maiores ondas de investimento em turismo na história do Caribe. É aí que o Brasil entra nesse jackpot. Ou não. Quanto mais se posterga a discussão sobre a reabertura ou não dos cassinos, mais o país corre o risco de perder definitivamente o timing para a atração de recursos internacionais. Se Cuba entrar nesse game, talvez não sobrem nem as fichas mais miudinhas para o Brasil.
O que está em jogo, literalmente em jogo, são investimentos de R$ 150 bilhões, a geração de aproximadamente 1,5 milhão de empregos e uma arrecadação tributária da ordem de R$ 20 bilhões. Em tese, trata-se do potencial estimado das 34 licenças federais para a instalação de complexos hoteleiros integrados a cassinos previstas no projeto de lei 2.234/2022 – um empreendimento por estado, à exceção de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia, com até três concessões previstas. De todas as proposições relacionadas ao tema que já passaram pelo Congresso, o PL em questão é o mais madura e que mais avançou nos trilhos do Legislativo. Aprovado na Câmara e em tramitação no Senado, prevê não apenas a abertura de cassinos, exclusivamente vinculados a projetos hoteleiros, mas também o funcionamento de bingos e a legalização do jogo do bicho. Em conversa exclusiva com o RR, o senador Irajá (PSD-TO), relator do PL 2.234/2022, vai direto ao ponto ao alertar que o Brasil disputa investimentos em um terreno cada vez mais concorrido. “O Japão, uma cultura extremamente conservadora, recentemente flexibilizou sua legislação para atrair investimentos em resorts integrados. A Tailândia tem atraído bastante interesse. Nova York fez uma grande licença para a exploração três cassinos, com investimento de US$ 9 bilhões”.
O fato é que o Brasil é um território insular na geoeconomia do jogo, como bem ressalta o senador. Ao lado da Arábia Saudita, uma nação muçulmana, figura entre os dois únicos países do G-20 que não autorizam cassinos. O isolamento brasileiro se reflete na própria América do Sul. O Brasil tem apenas a companhia da Bolívia na proibição. “Enquanto isso, nossos vizinhos, Uruguai, Argentina e Chile, já vêm surfando nessa onda já há muito tempo”, diz o parlamentar. E, nesse cenário, há o fator Cuba à espreita. “Essa é uma hipótese pertinente. O tempo dirá. O capital vai onde é mais atrativo”, afirma o parlamentar. O senador Irajá chama a atenção ainda para um paradoxo: “É indefensável ter cassino no celular, acessível a qualquer pessoa, inclusive de baixa renda, e proibir o cassino físico, que é justamente o modelo que gera investimento, emprego e controle. A proibição não elimina o jogo, apenas o empurra para a clandestinidade. “Hoje, 100% desse mercado está ilegal”.
No Brasil, o principal entrave à liberação dos cassinos é de ordem moral, o que se reflete dentro do Congresso. A bancada evangélica se coloca como a frente de resistência à aprovação da proposta. No fim do ano passado, o Senado rejeitou o requerimento para que o PL 2.234 tramitasse em regime de urgência. Haverá um novo pedido nesse sentido? “Precisamos fazer uma avaliação voltando do recesso, para ver como estão os colegas do Senado e, então, tomar essa decisão. A partir dessa análise, veremos se é possível pautar o projeto no início do semestre ou se aguardamos para termos um ambiente favorável”, afirma o senador Irajá. Enquanto isso, Trump segue embaralhando as cartas, girando a roleta da geopolítica e olhando para Cuba, sem sequer precisar de binóculos.

#Brasil #Trump

Derrotada no Cade, Petlove ensaia ofensiva judicial contra fusão Petz–Cobasi

27/01/2026
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A Petlove não se dá por vencida. Segundo informações apuradas pelo RR, os advogados da empresa avaliam entrar na Justiça contra a fusão entre a Petz e a Cobasi. A ação judicial poderá contemplar cenários distintos: revisão dos termos do acordo junto ao Cade, obrigações suplementares mais rigorosas ou, no limite, a anulação da aprovação do negócio. Procurada pelo RR, a Petlove não quis se pronunciar. A judicialização do caso surge como último expediente após as derrotas sofridas no âmbito administrativo. O Cade negou o recurso da Petlove contra o M&A. A companhia contesta as condições impostas pelo próprio órgão antitruste para a aprovação da fusão. Petz e Cobasi serão obrigadas a vender 26 lojas em São Paulo, na prática uma punição que terá, com o perdão da imagem, o tamanho de uma pulga para a dupla: as unidades em questão respondem por pouco mais de 3% do faturamento combinado das duas redes de pet shops. Além disso, a Petlove alega que os termos do acordo permitem a transferência dos ativos a um ou mais compradores por meio de contratos distintos, o que abre a possibilidade para que a venda das lojas se dê em momentos diferentes. Ou seja: Petz e Cobasi ainda poderão pagar o pedágio aplicado pelo Cade em “prestações”.

#Petlove

PF investiga rede de financiamento por trás da fuga de ex-diretor da PRF

27/01/2026
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O RR apurou que a Polícia Federal investiga a existência de uma rede de apoio que teria financiado o então foragido ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques. De acordo com uma fonte da PF, há evidências de que Vasques vinha recebendo regularmente recursos de dentro do Brasil, que ajudaram a custear sua breve passagem pelo Paraguai e sua frustrada tentativa de fuga para El Salvador. O ex-nº 1 da PRF foi preso no último dia 26 de dezembro em Assunção quando embarcava para o país da América Central com documentos falsos. A PF trabalha com a hipótese de que não se tratou de uma ação isolada, mas de uma estrutura minimamente organizada, montada para garantir a subsistência de Vasques fora do país e facilitar sua movimentação internacional. Bolsonarista de carteirinha, o ex-diretor da PRF foi condenado pelo STF por 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Procurada pelo RR, a Polícia Federal não se manifestou.

#Polícia Federal

TCU aumenta a carga sobre diretor-geral da ANM

27/01/2026
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Como se não bastasse a oposição das empresas do setor, agora o diretor geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Sousa, tem contra si o TCU. Há uma crescente pressão dos ministros do Tribunal de Contas da União pela substituição de Sousa.  Os integrantes da Corte têm empilhado críticas à administração do órgão regulador, notadamente no que diz respeito à gestão e à distribuição dos recursos da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). As cobranças, que antes se limitavam aos bastidores, agora já são feitas, inclusive, à luz do dia. Não reunião plenária o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, disse textualmente: “Meu Deus, tudo o que acontece neste setor mineralógico do Brasil é escandaloso. Todo processo tem faltas”. A agência tem notórios problemas financeiros, que ameaçam até mesmo a realização de leilões de concessões no setor – conforme informou o RR . No entanto, intramuros, os ministros do TCU defendem que as insuficiências operacionais vão além da escassez de verbas e refletem falhas e inconsistências administrativas.

Por que tamanho apetite da BlackRock pelos ADRs da Axia?

26/01/2026
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Há rumores no mercado de que a BlackRock tem atuado intensamente na ponta compradora de ADRs da Axia (ex-Eletrobras). A ofensiva da maior gestora de recursos do mundo, com mais de US$ 14 trilhões em ativos, seria uma das principais razões para a alta de 14% dos papéis acumulada nos últimos dias. O que a BlackRock farejou? Nas bolsas, há uma forte expectativa de que a Axia aumente a voltagem da sua política de dividendos em 2026. No ano passado, a empresa aprovou a distribuição recorde de R$ 8,3 bilhões a seus acionistas. Relatórios recentes de casas de análise já revisaram para cima as estimativas de lucro e de geração de caixa para 2026, criando um pano de fundo favorável para dividendos extraordinários ou aumento do payout. O gatilho mais imediato é a alta do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) – o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo no Brasil -, que tem impulsionado as margens das geradoras com maior exposição ao mercado livre. Soma-se a isso o histórico recente da companhia, que vem utilizando reservas de lucro e instrumentos societários para devolver capital aos acionistas. Como sempre, o BlackRock sabe muito bem onde está pisando.

#Axia #BlackRock

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