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Yum! Brands intervém na “cozinha” da Taco Bell no Brasil
A decisão da Yum! Brands de reassumir o comando da Taco Bell no Brasil, a partir de janeiro de 2026, é lida no setor como mais do que uma simples reorganização operacional. O movimento soa como uma espécie de intervenção dos norte-americanos na gestão da rede de fast food no país, desde 2016 nas mãos do Grupo Sforza, do empresário Carlos Wizard. O que se ouve no mercado é que existe um descontentamento da Yum! Brands com a performance do negócio. Nos bastidores, há relatos de gargalos logísticos e dificuldades de inserção da marca fora dos grandes centros. Os norte-americanos estariam insatisfeitos também com o ritmo de abertura de restaurantes. Na matriz, a percepção é que Wizard não conseguiu – talvez isso não estivesse entre as suas prioridades – dar a tração necessária para a expansão da Taco Bell no Brasil. Não por acaso, a Yum! Brands já chegou ao país alardeando a meta de abrir 200 lojas até 2030 – hoje, são apenas 34. Se a promessa for cumprida, significa dizer que a Yum! Brands terá inaugurado uma média de 40 restaurantes por ano – mais do que o total de pontos abertos pelo Sforza em quase uma década. O RR entrou em contato com a Yum! Brands e o Grupo Sforza, mas não obteve retorno.
Quando a Yum! Brands resolve assumir as rédeas de uma operação regional, historicamente essa tomada de poder é acompanhada de uma forte estratégia de expansão. Na Índia, por exemplo, em 15 anos o grupo inaugurou cerca de 800 lojas da Taco Bell. Do seu lado, com o “rebaixamento”, o Grupo Sforza volta a ser apenas um franqueado da rede de fast food, sem qualquer influência sobre a gestão da marca no país.
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