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Pátria fecha as torneiras e Lavoro corre contra o tempo para renegociar sua dívida
A Lavoro tornou-se uma avis rara, um incomum caso de insucesso portfólio de participações do Pátria Investimentos. Segundo o RR apurou, a gestora não está disposta a colocar dinheiro novo para tirar a empresa da sua delicada situação financeira. A Lavoro vai ter de se reerguer com as próprias pernas. No momento, a prioridade da rede de revenda de insumos agrícolas é afastar o risco de uma recuperação judicial. Com uma dívida de R$ 2,5 bilhões, a empresa entrou recentemente em uma recuperação extrajudicial, homologada 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo na semana passada. Paralelamente às tratativas com os credores, a Lavoro vai mergulhar em uma profunda reestruturação, a ser conduzida pelo novo CEO, Marcelo Pessanha, empossado também na última semana. O plano envolve o fechamento de pontos de venda. A Lavoro também colocou à venda a Crop Care, seu braço voltado à fabricação de insumos biológicos. Se a recuperação extrajudicial render o resultado esperado, é possível que a alienação de ativos pare por aí. Caso contrário, no setor já se especula sobre a possibilidade de negociação da Perterra, produtora de químicos genéricos. Consultado, o Pátria não se manifestou.
A Lavoro enfrenta um binômio perverso: aumento da dívida e resultados declinantes. Na safra 2024/25, seu faturamento foi de R$ 6,2 bilhões, queda de 34% em comparação ao ciclo anterior. Por sua vez, o lucro bruto (R$ 900 milhões), teve uma redução de 33%. O maior fator de pressão foi o expressivo volume de pedidos cancelados no varejo agrícola.
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