Arquivo Notícias - Página 75 de 1964 - Relatório Reservado

Últimas Notícias

VL Fund dá a largada em seus primeiros aportes

15/01/2026
  • Share
Há um zunzunzum no mercado que o VL Fund, de Victor Lazarte, já tem suas duas primeiras aquisições engatilhadas, ambas na área de tecnologia. Nos dois casos, o processo de due diligence já estaria avançado. Criado há cerca de três meses, o VL Fund levantou aproximadamente US$ 200 milhões – acima da meta fixada, de US$ 180 milhões. Seus planos preveem cheques de até US$ 40 milhões. Lazarte notabilizou-se como cofundador da Wildlife Studios, startup de games que chegou a ser avaliada em mais de US$ 3 bilhões.

Falta de verbas na ANM ameaça leilões minerais de 2026

15/01/2026
  • Share
O Brasil e seus paradoxos: o país que pretende se credenciar como um dos protagonistas na corrida global por minerais críticos para transição energética é o mesmo que pode ficar um ano inteiro sem colocar novos direitos minerários em disputa por uma razão prosaica — falta de orçamento para fazer o básico. Nos bastidores, a diretoria da Agência Nacional de Mineração (ANM) trabalha com um cenário extremo: atravessar todo 2026 sem realizar um único leilão, dada a aridez orçamentária e a compressão de despesas discricionárias, justamente aquelas que financiam o “chão de fábrica” da regulação. O problema deixou de ser uma abstração e ganhou forma em dezembro, quando a agência travou a aprovação do edital da 9ª Rodada de Disponibilidade de Áreas, pacote com mais de sete mil áreas para pesquisa e lavra. O que se diz à boca miúda no setor é que a decisão se deu exatamente pela falta de recursos para seguir adiante com o certame. Em contato com o RR, a ANM saiu pela tangente. Disse que a suspensão do edital foi “uma decisão difícil, tomada após avaliação técnica e jurídica, orientada por um princípio central: a previsibilidade regulatória e a segurança jurídica do processo são condições inegociáveis para a correta destinação de áreas em disponibilidade e para a proteção do interesse público, do mercado e dos próprios proponentes”. A agência afirma ainda que “a suspensão do edital e do leilão não representam recuo do instrumento, mas uma medida de responsabilidade institucional para que a próxima rodada seja conduzida com robustez técnica, integridade de dados, estabilidade sistêmica e segurança jurídica — condições essenciais para proteger o interesse público, o ambiente de investimentos e o próprio mercado minerário brasileiro”. Perguntada especificamente sobre suas restrições orçamentárias, o impacto sobre os leilões e o risco de suspensão das licitações previstas para 2026, a ANM não se manifestou.
Esse episódio é apenas a ponta do iceberg. O estoque de áreas represadas é muito mais amplo: há um backlog com mais de cem mil blocos a serem ofertados, refletindo anos de acúmulo e incapacidade operacional de transformar áreas disponíveis em oportunidades efetivas para a iniciativa privada. Segundo informações filtradas pelo RR, sem recursos, a ANM não tem conseguido sequer custear as ações preparatórias — análises, saneamento de base de dados, diligências, instrução processual, modelagem, publicidade, sistemas e suporte técnico — todo o rito que antecede a licitação e dá segurança jurídica ao certame. O resultado é um contrassenso adicional: enquanto o discurso público fala em “estratégia de minerais críticos”, o Estado não garante a engrenagem mínima que materializa essa estratégia em títulos, cronogramas e leilões.
O represamento dos leilões afeta igualmente as pequenas e médias mineradoras e os grandes grupos do setor, ainda que por mecanismos distintos. As primeiras dependem de acesso a novas áreas para ganhar escala. Sem terrenos para pesquisa, não há como montar portfólio, atrair sócios, levantar capital e amadurecer projetos até o ponto de virarem mina. Já os big players, sem as novas licenças, se veem obrigados a disputar ativos já titulados no mercado secundário, inflando preços e concentrando oportunidades. Esse movimento cria um incentivo perverso: em vez de avançar em novas fronteiras geológicas, o setor passa a reciclar ativos existentes, elevando valuations e reforçando a concentração.
Os efeitos colaterais vão além do mercado. Municípios mineradores pressionam por novos projetos, empregos e arrecadação, mas a oferta de áreas — o gatilho inicial de todo o ciclo econômico mineral — permanece travada em Brasília por uma crise de custeio. Há também um risco reputacional: em um ambiente global em que cadeias de suprimento exigem rastreabilidade, compliance e previsibilidade regulatória, a incapacidade de licitar áreas por falta de orçamento transmite um sinal de fragilidade institucional justamente quando o mundo, notadamente Estados Unidos e China, trava uma disputa acirrada por minérios estratégicos. Cada rodada de leilões que não ocorre pode representar um ciclo de investimento perdido.

#Agência Nacional de Mineração

Farallon tenta se desfazer da FMU entre dívidas e litígios

15/01/2026
  • Share

Tal qual Diógenes, os gestores da norte-americana Farallon têm vagado com uma lanterna na mão à procura não exatamente de um “homem honesto”, mas de um comprador para o Centro Universitário FMU. Segundo informações que circulam no mercado, a empresa já foi oferecida à Cogna e à Yduqs. Houve contatos também com fundos de private equity, caso do Advent, que já tem investimentos no setor no Brasil – é acionista da própria Yduqs e da Inspira. A Farallon enfrenta pressões de seus próprios investidores para se livrar do negócio, comprado em 2020 junto à também norte-americana Laureate. Trata-se, no entanto, de um deal dos mais complicados. A FMU tem uma parte boa: cerca de 65 mil alunos e faturamento da ordem de R$ 300 milhões. Mas carrega também uma parte “podre”: dívidas de R4 240 milhões e um turbulento processo de recuperação judicial, que inclui um litígio com as famílias Alves da Silva e Fioravante, fundadoras da universidade. Ambas cobram mais de R$ 135 milhões referentes ao aluguel de imóveis de sua propriedade.

#Farallon #FMU

Ofensiva de Trump contra o Irã ameaça produtores de milho de MT e GO

15/01/2026
  • Share
A ameaça do presidente Donald Trump de impor um tarifaço a países que mantenham relações comerciais com o Irã acendeu um sinal de alerta sobretudo entre produtores rurais do Mato Grosso e de Goiás. São os dois principais polos de produção e exportação de milho excedente do país — aquele volume que supera com folga a capacidade de consumo interno e precisa, necessariamente, encontrar destino no mercado externo. O Mato Grosso responde por quase 45% dos embarques brasileiros do cereal; Goiás, por algo em torno de 12%. Juntos, concentram mais da metade das exportações nacionais e, portanto, seriam os primeiros a sentir os efeitos de uma eventual interrupção das vendas ao Irã, hoje um dos três maiores compradores de milho do Brasil, responsável por mais de 8% das encomendas.
O risco vai além da simples perda de mercado. Nos bastidores do setor, tradings e cooperativas já avaliam que uma retração iraniana teria impacto direto na formação de preços na origem, sobretudo durante o pico da comercialização da safrinha. Sem o Irã, parte relevante do milho do Centro-Oeste teria de ser redirecionada a outros destinos, possivelmente com deságio, ou permanecer estocada por mais tempo, elevando custos financeiros e logísticos. Há ainda o temor de um efeito cascata sobre contratos futuros e operações de hedge, num momento em que o produtor já convive com margens mais apertadas. Outro ponto sensível é o calendário. A ameaça surge às vésperas do período em que tradings costumam intensificar a negociação de volumes para o segundo semestre, quando o milho do Mato Grosso e de Goiás domina a pauta exportadora.

#Donald Trump #exportação #Irã

Aliados pressionam por uma mulher no comando da AGU

15/01/2026
  • Share

Nos últimos dias, o nome de Isadora Cartaxo subiu na bolsa de apostas para a sucessão de Jorge Messias na Advocacia Geral da União. Há pressões de juristas ligados ao governo, notadamente do Grupo Prerrogativas, e de setores do próprio PT para a escolha de uma mulher. Seria uma forma de compensar a falta de representação feminina no Judiciário durante o Lula III, especialmente nas indicações para o Supremo. Isadora já tem uma posição de proeminência na estrutura da AGU: ocupa atualmente a Secretária Geral de Contencioso e é uma das colaboradoras mais próximas de Messias, a caminho do Supremo.

#AGU #Isadora Cartaxo #Jorge Messias

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima