Arquivo Notícias - Página 74 de 1964 - Relatório Reservado

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Capitânia articula nova captação no CPOF11 em meio a deal bilionário

16/01/2026
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Há um bochicho no mercado de que o Capitânia Office (CPOF11) avalia uma nova emissão de cotas, que seria realizada no horizonte de até três meses. As cifras sobre a mesa giram em torno de R$ 250 milhões. Em dezembro, o CPOF11, um dos maiores e mais bem-sucedidos fundos imobiliários brasileiros, abriu sua quinta emissão, no valor de R$ 200 milhões. Sob gestão da Capitânia Investimentos, o veículo encontra-se no meio de um de seus maiores deals. Na semana passada, o CPOF11 anunciou estar em negociações para a compra de uma participação na Lotus Tower, em Brasília, operação que pode chegar a R$ 1,9 bilhão. Trata-se de um dos principais empreendimentos imobiliários em construção no país. São quatro torres comerciais padrão triple A com entrega prevista para abril do ano que vem. Procurada pelo RR, a Capitânia Investimentos não quis se pronunciar.

Os candidatos do PT ao lugar de Haddad (Sim, Mantega está entre eles)

16/01/2026
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Está aberta a temporada de “caça” ao novo titular do Ministério da Fazenda. E os primeiros estampidos vêm dos lados do PT. Após o próprio Fernando Haddad se colocar na posição de “ex-ministro em atividade”, ao anunciar sua saída do cargo possivelmente até o fim do mês, o partido já botou o bloco na rua na tentativa de assegurar a indicação de um quadro orgânico para o comando da economia. O nome de preferência nas hostes petistas é de causar calafrios no mercado: Guido Mantega. O economista é uma espécie de “Bombril” dos governos petistas, com suas mil e uma utilidades. Já foi presidente do BNDES, ministro do Planejamento e esteve à frente da Fazenda por quase nove anos, percorrendo todo o Lula II e o Dilma I. Mais recentemente esteve em voga pelas manobras do governo para emplacá-lo como CEO da Vale. Dois dados relevantes: Lula gosta e confia nele; o mercado tem uma verdadeira aversão a ele.
Outro nome levantado pelo PT é o de Laura Carvalho, professora da USP e uma das economistas mais influentes do campo da esquerda. Notabilizou-se a partir de 2018, com a publicação do livro “Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico”, no qual faz críticas à nova matriz econômica de Dilma Rousseff – ou ao que ela chama de “Agenda Fiesp” – e, sobretudo, às tentativas de ajuste fiscal no segundo mandato da petista e no governo Temer. Dentro do PT, há defensores também da nomeação de Ricardo Carneiro, o que levaria para a Fazenda uma pitada – ou o saleiro inteiro – do pensamento hegemônico da Unicamp. Representante clássico da tradição econômica da universidade, Carneiro tem trajetória ligada à escola estruturalista-desenvolvimentista, com forte influência keynesiana e cepalina.
Em maior ou menor medida, todos os três candidatos agradam a colaboradores mais próximos do presidente Lula, a começar pela ministra Gleisi Hoffmann. São quadros orgânicos e fiéis, que não fariam nada fora do script pré-determinado. A essa altura, sem demérito algum do currículo dos cotados – ou de alguns dos cotados -, o que resta ao sucessor de Fernando Haddad é ser um regra três, cumpridor de um mandato tampão, e não exatamente um formulador da política econômica. O que chama a atenção é um quarto nome que, segundo o RR apurou, vem sendo citado com razoável recorrência dentro do Palácio do Planalto: o da economista Monica De Bolle. Comparativamente aos já citados, seria uma indicação mais ao gosto do mercado. Mas só até a página dois. De Bolle está longe de ser uma liberal ortodoxa. Defende papel ativo do Estado, políticas industriais bem desenhadas e investimentos públicos. É também uma crítica contumaz da obsessão fiscalista.
Bem, nenhuma dessas hipóteses se coaduna com a preferência de Fernando Haddad. O futuro ex-ministro da Fazenda já deixou claro que o seu candidato ao cargo é Dario Durigan, atual secretário-executivo da Pasta, Durigan soma alinhamento político, domínio técnico e lealdade a Haddad. Além de principal peça da engrenagem cotidiana da equipe econômica, tem se notabilizado também por uma participação ativa nas negociações com o Congresso. Nesse sentido, sua efetivação seria um facilitador das tratativas com os parlamentares para a aprovação da regulamentação da reforma tributária, entre outras pautas de interesse do governo. A essa altura, Durigan seria uma saída palatável ao próprio mercado, por afastar qualquer risco de guinadas bruscas na política econômica. A ver apenas se Haddad, fragilizado por tantas batalhas perdidas, terá voz na escolha de seu substituto. Se o copo de Durigan ficar vazio, ou seja, ele não for escolhido para ser ministro, Haddad poderá ao menos preenchê-lo buscando alguma composição que eleve ainda mais o status do secretário-executivo e dê a ele um papel decisivo, independentemente de quem for o titular da Pasta. Sob um certo ângulo, seria como se o próprio Haddad permanecesse no Ministério, tamanho o entrosamento entre ambos e o conhecimento técnico de Durigan de todas as ações da atual gestão. A ver o que atual ministro conseguirá. O próprio Haddad já disse: “O Dario é excepcional. Então, eu faço propaganda. Agora, se vai colar ou não, é outro assunto”.

#Haddad #Ministério da Fazenda

O que falta para a Fortescue tirar do papel megaprojeto de R$ 18 bi?

16/01/2026
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Clientes. Essa é a resposta para a pergunta do título. A australiana Fortescue tem peregrinado em busca de compradores para o hidrogênio verde e amônia que pretende produzir em Pecém, no Ceará. Segundo informações que circulam no mercado, já bateu à porta de grandes grupos como Shell, Basf e TotalEnergies. O objetivo da companhia é fechar um colar de contratos de longo prazo que viabilizem o megaprojeto no Nordeste. O empreendimento é considerado hoje o mais avançado do país na área. A Fortescue planeja investir cerca de R$ 18 bilhões para implantar uma planta integrada de produção de hidrogênio e amônia verdes, com início de operação estimado para 2030 e foco prioritário na exportação. A empresa já concluiu a engenharia conceitual, obteve licença ambiental prévia e firmou um pré-contrato com o Porto do Pecém, assegurando acesso à infraestrutura logística necessária para embarque em larga escala.

#Fortescue

Após cartórios, canadense Valsoft entra na saúde pública no Brasil

16/01/2026
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A Valsoft Corporation fechou seu segundo deal no Brasil.  Os canadenses acertaram a compra da Fast Medic, especializada em sistemas de gestão para a saúde pública. A operação marca a entrada da Valsoft no segmento de tecnologia voltada ao SUS. Com sede em Curitiba, a Fast Medic fornece soluções consideradas “mission-critical” para prefeituras e secretarias municipais de saúde, com sistemas usados no controle de atendimentos, gestão de estoques de medicamentos, regulação de consultas e produção de dados para tomada de decisão. Em 2025, a Valsoft já havia comprado a VHL Sistemas, empresa catarinense de softwares para a gestão de cartórios. Os canadenses não atuam como um fundo de private equity tradicional. O grupo adota uma estratégia de “buy and hold”, mantendo as empresas adquiridas sob gestão local, mas oferecendo suporte operacional, capital e governança para expansão.

#Valsoft

Plano de concessões hidroviárias deve encolher para um único leilão

16/01/2026
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O plano do governo Lula de realizar até quatro licitações de hidrovias em 2026, com potencial de movimentar R$ 5 bilhões em investimentos, dificilmente vai sair do papel. No Ministério dos Portos e Aeroportos, as estimativas mais otimistas apontam para a conclusão de apenas um certame: da Hidrovia do Rio Paraguai, previsto para o segundo semestre. E olhe lá! Diversos fatores têm dificultado a concretização do cronograma inicial do Ministério, a começar por desafios logísticos e ambientais — como o prolongado período de estiagem que reduz níveis de água e torna a navegação irregular. Além disso, a complexidade regulatória de criar um marco para hidrovias no Brasil, um modal historicamente marginalizado e politicamente sensível, tem gerado debates prolongados entre ministérios, agências reguladoras e entes subnacionais. A negociação de revisões em normas ambientais e de dragagem também permanece aberta, sem consenso. Finalmente, a agenda legislativa concorrente em 2026 — ano eleitoral — tende a reduzir o foco do Congresso em aprovar marcos legais.

#Hidrovias

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