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Linda mira aquisições nos Estados Unidos após aporte de R$ 10 milhões

5/02/2026
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A Linda Lifetech, fundada pelo quarteto de investidores brasileiros Rubens Mendrone, Luis Renato Lui, Rodrigo Victorio e Raquele Rebello, está garimpando aquisições nos Estados Unidos. No radar, startups de inteligência artificial aplicada à oncologia, sobretudo aquelas voltadas à análise de imagem e apoio ao diagnóstico, plataformas de testes diagnósticos e desenvolvedoras de soluções de triagem remota. O caixa para M&As no ecossistema de saúde dos Estados Unidos vem da recente captação de R$ 10 milhões em uma rodada seed liderada pelo Sky River Ventures. Especializada em detecção precoce de câncer, a Linda tornou-se uma empresa mais canadense do que brasileira, após transferir sua sede de São Paulo para Toronto, em 2023.

#Linda Lifetech

Chinalco faz da CBA trampolim para investimentos em energia no Brasil

5/02/2026
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A compra da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), em parceria com a Rio Tinto, é o marco zero de uma estratégia de negócios mais ampla da Chinalco para o Brasil. O RR apurou que o grupo asiático planeja investir na área de energia. Há informações no mercado de que os chineses já abriram canais de interlocução com os governos do Piauí e do Rio Grande Norte para discutir projetos de geração eólica nos dois estados. A empresa teria a escolta financeira do China Development Bank e Asian Infrastructure Investment Bank, instituições, inclusive, que já mantêm acordos com o BNDES para investimentos em energia limpa no Brasil. A Chinalco olha para dentro e para fora da CBA. A premissa é garantir a autossuficiência da empresa que era a menina dos olhos de Antonio Ermírio de Moraes. Já há algum tempo, a CBA produz a maior parte da eletricidade que consome, mas ainda tem de buscar no mercado livre uma parcela expressiva da sua demanda, algo em torno de 40%. Como se sabe, fabricar alumínio é basicamente queimar energia – em plantas menos eficientes, o impacto do insumo sobre o custo de produção pode chegar a 50%. Mas a Chinalco quer ir bem além das paredes da CBA. Os chineses vislumbram a oportunidade de vender energia a terceiros, criando, assim, um segundo eixo estratégico no Brasil.
De certa forma, a compra da CBA já coloca a Chinalco no mercado de energia no Brasil – ainda que a produção da empresa seja quase que integralmente para consumo próprio. Com a incorporação da fabricante de alumínio, em sociedade com a Rio Tinto, os chineses herdarão 21 usinas hidrelétricas (15 delas controladas pela CBA e outras seis em consórcio) e dois parques eólicos. Trata-se de uma capacidade instalada de 1,6 GW, o equivalente a usina de Belo Monte. No fim do ano passado, por sinal, a CBA adquiriu junto à Casa dos Ventos uma participação no complexo de energia eólica Serra do Tigre, na divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.
A Chinalco, 100% controlada pelo governo chinês, quer replicar no Brasil a lógica de integração vertical que carrega em seu país natal. Mineração, refino, metalurgia e energia formam um ecossistema único. Por meio da Chinalco Ningxia Energy, sua controlada, o grupo mantém um colar de participações em projetos de geração renovável. Entre outros ativos, o portfólio inclui usinas eólicas e solares integradas a polos industriais em Xinjiang e Ningxia, além de hidrelétricas de médio porte. Sua carteira tem espaço também para a velha energia suja, leia-se térmicas a carvão ultra-supercríticas – a exemplo do complexo de Lingwu -, que detêm tecnologia avançada de vapor em condições extremas de pressão e temperatura, superiores às das usinas convencionais.

#Energia

Diretor de Itaipu desponta como nome forte para Ministério de Minas e Energia

5/02/2026
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Ontem corria à boca miúda em Brasília a informação de que o PSD, de Gilberto Kassab e do próprio ministro Alexandre da Silveira, trabalha para emplacar o diretor financeiro de Itaipu, André Pepitone, na secretária executiva do Ministério de Minas e Energia. O cargo de nº 2 da Pasta tornou-se uma posição bastante cobiçada pela possibilidade de ser um trampolim quase imediato para a cadeira de nº 1. O ministro Alexandre da Silveira deixará o posto em abril para concorrer ao Senado, abrindo brecha para o eventual upgrade do secretário executivo da Pasta. O próprio Arthur Valerio, que deixou o cargo na última segunda-feira para atuar na advocacia privada, era apontado como favorito para a sucessão de Silveira. Ex-diretor geral da Aneel, Pepitone assumiu a diretoria financeira de Itaipu em 2022, no governo de Jair Bolsonaro. Mesmo se tratando de um legado da era Bolsonaro, mantém-se firme e forte na estatal. Uma prova da sua elevada voltagem política: nem Gleisi Hoffmann, que indicou o próprio diretor-geral de Itaipu, Enio Verri, conseguiu tirar Pepitone da estatal. E não foi por falta de tentativa.

#Ministério de Minas e Energia

OLX avança em seu processo de “fintechzação”

5/02/2026
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A recente entrada da OLX no capital do Credaluga deve ser interpretada como pé de apoio para um salto maior. A leitura no mercado é que o tradicional marketplace de classificados pretende ampliar sua porção fintech e se espraiar por segmentos da área financeira vinculados à compra, venda e locação de imóveis. Entrariam nesse cesto crédito, seguro (fiança e residencial), administração imobiliária e cobrança, entre outros. Só o mercado de fiança locatícia e seguros associados gira em torno de R$ 8 bilhões por ano, com margens altas e penetração digital ainda baixa. A OLX mira também em produtos como antecipação de aluguel e precificação dinâmica de imóveis. Nesse cenário, o aporte de US$ 5 milhões na Credaluga é um ponto de partida. O movimento da OLX aponta para a montagem de um colar de participações em fintechs.
Ressalte-se que, quando se fala de OLX, está se falando de uma colmeia de marketplaces do setor imobiliário, que inclui ainda as marcas ZAP e Viva Real. O grupo enxerga um veio de ouro. O mercado de aluguel residencial movimenta mais de R$ 180 bilhões por ano, mas segue pulverizado, pouco bancarizado e com baixa integração tecnológica. Hoje, estima-se que mais de 80% dos contratos de locação no país ainda operem fora de plataformas estruturadas.

#OLX

Família Bolsonaro pressiona para indicar o vice de Tarcísio em SP

5/02/2026
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O clã Bolsonaro está empenhado em meter a colher na chapa de Tarcísio de Freitas e indicar o candidato a vice-governador de São Paulo. O nome de proa do bolsonarismo para a vaga seria o do deputado estadual Gil Diniz (PL). Diniz tem uma relação de idas e vindas com Tarcísio. Na semana passada, por exemplo, ironizou o governador no plenário da Assembleia Legislativa e chegou a dizer que o PL deveria lançar uma candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes. O motivo foi a declaração de Tarcísio de que as múltiplas candidaturas do campo da direita podem favorecer na disputa contra Lula. A tentativa de ingerência da família Bolsonaro soa à provocação. Nos bastidores, Tarcísio já deixou claro que pretende repisar a chapa de 2022, com o atual vice Felício Ramuth (PSD). É mais uma das tantas arestas que volta e meia insistem em aparecer na relação entre o clã Bolsonaro e o governador paulista. Nesta semana, por exemplo, Tarcísio exonerou da Pasta da Segurança Pública 14 nomes ligados ao ex-secretário Guilherme Derrite, o que foi interpretado no entorno de Flavio Bolsonaro como um movimento de ataque de Tarcísio ao bolsonarismo puro-sangue.

#Jair Bolsonaro

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