Arquivo Notícias - Página 32 de 1963 - Relatório Reservado

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Com investidores de peso, Tilt prepara nova captação

17/03/2026
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Corre na Faria Lima que a startup de computação em nuvem Tilt avalia uma nova rodada de captação para sustentar sua estratégia de expansão. A empresa já conta com um grupo de investidores triple A. Entre eles estão a família Feffer, controladora da Suzano, a família Vantini e os investidores Daniel McQoid e Marcelo Helou da Fonseca, que participaram de um aporte inicial na companhia. A Tilt levantou cerca de US$ 4 milhões em uma rodada pré-seed, recursos usados para desenvolver a tecnologia e iniciar a expansão comercial.  O plano agora é realizar uma nova capitalização para acelerar a presença internacional e ampliar a base de clientes corporativos. Fundada nos Estados Unidos pelos brasileiros Heli Diogo Dourado e Júlio Max, a startup aposta em uma tese que desafia o modelo tradicional de cloud computing. A plataforma utiliza computação distribuída, aproveitando a capacidade ociosa de servidores e dispositivos já existentes nas empresas para reduzir a dependência de grandes data centers. A tecnologia permite cortar até 30% dos custos de infraestrutura em nuvem e reduzir o consumo de energia associado aos data centers, argumento que sustenta a narrativa de uma “nuvem sustentável”.

Petrobras planeja perfurar novos poços na Margem Equatorial

17/03/2026
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A Petrobras vai acelerar a campanha de exploração na Margem Equatorial. Segundo o RR apurou, a direção da companhia inseriu no planejamento a perfuração de três poços adicionais no bloco FZA-M-059, na Foz do Rio Amazonas. O pedido de extensão das operações de sondagem foi encaminhado ao Ibama em janeiro. É importante ressaltar que não se trata de uma nova licença, o que provavelmente empurraria a análise apenas para 2027, mas, sim, de uma ampliação da autorização já concedida pelo Instituto em outubro do ano passado. Faz toda a diferença. Na prática, esse movimento permitirá à estatal manter operação permanente no Amapá.

Consultado pelo RR, o Ibama confirmou que a Petrobras solicitou o acréscimo de três poços. O Instituto informa que “solicitou informações adicionais ao empreendedor (confirmação da sonda a ser utilizada, a definição de um cronograma para o desenvolvimento das atividades e se haveria alteração na análise de risco já realizada)”. O Ibama disse ao RR que “ainda aguarda a apresentação das informações requeridas”. O órgão acrescenta que, “em caso de descoberta, se for de interesse da Petrobras produzir petróleo na área do bloco FZA-M-59, esta deverá elaborar um projeto de desenvolvimento da produção, que terá de passar por um novo processo de licenciamento ambiental, de rito trifásico, com elaboração de novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), realização de audiências públicas e demais ritos cabíveis”. Também procurada, a Petrobras não se manifestou até o fechamento desta matéria.

De acordo com uma fonte da Petrobras, a decisão da diretoria causou surpresa dentro da própria área técnica da empresa. Nessa fase preliminar, a atividade de perfuração se baseia em simulações sísmicas, e o grau de incertezas ainda é muito grande. Em condições normais de temperatura e pressão, novas perfurações ocorrem apenas após o avanço das pesquisas no(s) poço(s) já abertos e a consequente obtenção de resultados que justifiquem a expansão da campanha exploratória. No setor em questão, mudanças de padrão como essa sempre causam certo receio por trazerem a reboque um aumento de riscos em todos os sentidos, a começar por acidentes. Em janeiro, não custa lembrar, a Petrobras chegou a interromper os trabalhos de perfuração na região após identificar um vazamento no poço Morpho.

A pisada no acelerador da Petrobras se justifica por uma combinação de fatores, globais e internos. O rush na campanha exploratória da Margem Equatorial é um reflexo direto do cenário geopolítico cada vez mais incerto. A perspectiva de conflitos prolongados em regiões estratégicas para o mercado internacional de petróleo — especialmente no Oriente Médio — tem levado governos a reforçar suas apostas na expansão de reservas próprias. A tensão em torno do Irã e o risco recorrente de instabilidade no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, estão no centro das preocupações das grandes nações petrolíferas, assim como das corporações do setor. O presente aponta para um futuro de guerras longevas, quase permanentes, no Oriente Médio. Portanto, a ampliação das reservas domésticas é uma exigência do nosso tempo, condição fundamental para o reposicionamento do Brasil no tabuleiro energético internacional. Hoje, o país está na 15ª posição do ranking das maiores reservas globais, com 15,9 bilhões de barris. Essa mesma preocupação tem levado a estatal a buscar também oportunidades para exploração e produção em águas profundas em países africanos, como Namíbia, Gana e Costa do Marfim.

No front interno, a decisão de intensificar a campanha exploratória tem forte componente político. Lula ganha um novo “pré-sal” para os palanques eleitorais. Ao mesmo tempo, injeta combustível aditivado em uma pauta do interesse de governadores, parlamentares e candidatos do Norte e do Nordeste, que poderão levar para suas respectivas campanhas a promessa de um novo ciclo de investimentos, royalties e geração de empregos nas duas regiões. O avanço das operações no Amapá será, por exemplo, um presente, com laço e tudo, para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

#Petrobras

Projeto Araxá se torna a âncora da St George em minérios estratégicos

17/03/2026
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O Brasil tornou-se o fiador dos planos de expansão da mineradora australiana St George Mining. A companhia vislumbra a possibilidade de novas captações em mercado, com operações combinadas de equity e debt, aproveitando-se do avanço do Projeto Araxá. A frente de exploração de nióbio em Minas Gerais ganhou fôlego redobrado com as recentes pesquisas geológicas, que ampliaram em 75% o volume estimado de recursos minerais na jazida, de 40 milhões de toneladas para 70 milhões de toneladas.  O depósito reúne não apenas nióbio, mas também terras raras. Com a atualização das reservas, o empreendimento mineiro passa a concentrar a maior parte do valor geológico da companhia e tende a absorver parcela crescente dos investimentos previstos pela St George nos próximos anos.
O Projeto Araxá é o grande ativo da St George em todo o mundo – seu portfólio é composto ainda por minas de níquel, lítio e outros minerais estratégicos na Austrália. Na prática, o avanço da operação brasileira desloca o eixo da companhia para o país. No mercado, o que se diz é que novas rodadas de captação deverão acelerar o cronograma de desenvolvimento da mina e, sobretudo, planos de instalação de futuras unidades de processamento. Em 2025, a St George levantou o equivalente a R$ 255 milhões junto a fundos institucionais. Entre os principais acionistas da companhia estão a mineradora norte-americana Itafos, que detém cerca de 10% do capital, além da bilionária australiana Gina Rinehart, por meio da Hancock Prospecting.

#Projeto Araxá

Eucatex busca um precedente nos EUA contra efeitos do tarifaço

17/03/2026
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Não é só pelos US$ 6 milhões. Ao recorrer à Justiça dos Estados Unidos para pedir o reembolso da referida cifra por taxas pagas durante o “tarifaço” imposto no governo Donald Trump, conforme anunciado ao mercado, a Eucatex tem em mente uma conta bem mais ampla. No cálculo dos Maluf, acionistas controladores, o processo é menos uma disputa pontual por valores desembolsados e mais um movimento estratégico para proteger a posição da empresa no mercado norte-americano, hoje o principal destino de suas exportações. Cerca de 75% das vendas externas da fabricante de painéis de madeira seguem para os Estados Unidos, o que torna qualquer distorção tarifária um fator potencialmente relevante para sua competitividade.

O pedido de ressarcimento está amparado em decisões recentes da Justiça americana que consideraram ilegais determinadas tarifas aplicadas no período. Ao levar o caso adiante, a Eucatex busca também estabelecer um precedente que possa abrir caminho para compensações futuras e evitar cobranças semelhantes adiante. Em disputas comerciais desse tipo, a criação de jurisprudência costuma ter impacto muito maior do que o valor inicial da ação.

#Eucatex

Lula escala Carlos Fávaro para aproximar campanha do agronegócio

17/03/2026
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Lula convidou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para integrar o núcleo central de sua campanha à reeleição. No Palácio do Planalto, a avaliação é que Fávaro tornou-se uma peça valiosa, tanto pelo setor em que milita quanto por questões de ordem geográfica. Desde o início do mandato, o ministro tem cumprido a tarefa hercúlea de tentar reduzir a distância entre o governo e o agronegócio. Ao mesmo tempo, desponta como um importante aliado de Lula no Centro-Oeste, região em que o bolsonarismo nada de braçada e mantém forte hegemonia eleitoral. Fávaro carrega outros handicaps que serão úteis para o presidente durante a campanha. Sob a sua gestão, o valor do Plano Safra cresceu 51%. A abertura de novos mercados para produtos brasileiros e os sucessivos planos safra também reforçam a narrativa de que a gestão Lula gerou ganhos para o agro.

#Carlos Fávaro

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