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TCU abre investigação sobre fraude no INSS e aumenta a pressão sobre governo

24/04/2025
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O TCU vai abrir uma auditoria para investigar o suposto desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentadorias e pensões do INSS entre 2019 e 2024. A operação deflagrada pela Polícia Federal já resultou na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de outros cinco servidores públicos. O TCU pretende juntar alhos e bugalhos, ou seja, apurar o possível rombo junto a outras denúncias de irregularidades contra o INSS que já são alvo de investigação da Corte. É o caso, por exemplo, da suspeita de pagamentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a pessoas com renda acima do limite legal, que chegariam a mais de R$ 5 bilhões por ano. Como se não bastasse a entrada em cena da Polícia Federal, o rolo compressor do TCU aumentará a pressão sobre o ministro da Previdência, Carlos Lupi. Em tempo: a oposição, notadamente o PL, ainda quebra a cabeça sobre como deve agir em relação ao escândalo. Vozes mais radicais, como o senador Rogério Marinho, já falam nos bastidores do Congresso em uma CPI do INSS. Ocorre que o próprio PL tem telhado de vidro. Segundo as investigações, o desvio de recursos começou em 2019, o que significa dizer que os quatro presidentes do INSS indicados pelo governo Bolsonaro estão sob suspeição.   

#fraude #INSS #TCU

Falta de linhas de transmissão no Brasil ameaça investimento de R$ 150 bilhões

24/04/2025
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Puro suco de Brasil: enquanto o Ministério de Minas e Energia e o ONS (Operador Nacional do Sistema) se digladiam, deficiências estruturais no setor elétrico estão colocando em risco um pacote de investimentos da ordem de R$ 150 bilhões. O impasse em questão envolve a implantação do hub de hidrogênio verde de Pecém, no Ceará. Até o momento, as empresas à frente do projeto, a australiana Fortescue, a francesa Voltalia e a Casa dos Ventos, não têm garantias quanto à ligação das futuras plantas do complexo à rede elétrica.

A conexão é condição sine qua non para assegurar o fornecimento da energia renovável necessária para a produção de hidrogênio verde. Sem o acesso ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o hub cearense seguirá exatamente onde está: no papel. O enredo é quase kafkiano: não faltam investidores, há bilhões em recursos privados sobre a mesa, mas o processo está parado no labirinto da tecnocracia.

A Fortescue solicitou ao ONS autorização para se conectar ao SIN, mas teve seu pedido negado. Segundo informações filtradas pelo RR, Voltalia e Casa dos Ventos também fizeram requisições similares, até o momento sem resposta. Nos bastidores, o que se vê é um jogo de empurra entre autoridades do setor.

Em petit comité, a direção do ONS alega que não há viabilidade técnica para atender aos pedidos devido à escassez de linhas transmissoras na região. E joga a responsabilidade no colo do Ministério de Minas e Energia, a quem atribui o atraso de projetos para a expansão da rede de transmissão no Nordeste. Por sua vez, assessores do ministro Alexandre Silveira rebatem e dizem à boca miúda que o problema se deve a falhas no ONS no planejamento da operação eletroenergética.

Trata-se de um imbróglio, a um só tempo, corporativo e político. Segundo o RR apurou, o assunto já escalou do Ministério de Minas e Energia para a Presidência da República. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), tem buscado junto ao próprio Palácio do Planalto uma solução para destravar a construção de linhas de transmissão no estado. Há muito capital em jogo, não apenas financeiro como político. Freitas tem uma reeleição para disputar em 2026 e não quer nem ouvir falar no risco da instalação do hub de hidrogênio verde não começar neste ano. Estima-se que o empreendimento vai gerar quase dez mil empregos diretos e indiretos no Ceará.

#Energia

Após seguidos prejuízos, MRV reavalia operação nos Estados Unidos

24/04/2025
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A MRV planeja fazer um spin-off da Resia, a sua operação nos Estados Unidos. A cisão seria apenas uma antessala para um segundo movimento, mais agudo: a busca de um sócio ou mesmo a venda integral do negócio e a consequente saída do mercado norte-americano. A Resia é um daqueles projetos que, na teoria, tinham tudo para dar certo, mas, na prática, o resultado foi outro. No ano passado, a subsidiária torrou quase US$ 90 milhões do caixa da MRV. Em 2025, a performance promete ser ainda pior: somente no primeiro trimestre, a queima de recursos chegou a US$ 59 milhões. Os maus resultados da Resia doem, principalmente, em Rafael Menin, CEO da MRV e filho do fundador da empresa, Rubens Menin. Rafael sempre foi um entusiasta da entrada no mercado imobiliário norte-americano. Procurada, a MRV não se manifestou.

#MRV

Estados Unidos prepara redução de postos diplomáticos no Brasil

24/04/2025
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Informação que circulava ontem em altos escalões do Itamaraty: o governo Trump sinalizou a canais diplomáticos brasileiros que vai reduzir o número de representações diplomáticas no país. A tendência é o fechamento do escritório da embaixada norte-americana em Belo Horizonte. O consulado do Recife também estaria na linha de corte – os Estados Unidos mantêm ainda estruturas consulares em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O enxugamento dos postos diplomáticos no Brasil estaria em linha com a meta alardeada por Donald Trump de cortar quase 50% do orçamento do Departamento de Estado, uma das tantas promessas trumpistas com muita pirotecnia e limitada probabilidade de execução.

#Estados Unidos

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