Arquivo Notícias - Página 152 de 1965 - Relatório Reservado

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Valdemar quer Tarcísio e Ricardo Nunes com a camisa do PL

24/09/2025
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O PL quer fazer barba e cabelo em São Paulo. Além da iminente filiação de Tarcísio de Freitas, o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, vem sondando o prefeito Ricardo Nunes (MDB), também na tentativa de convencê-lo a virar casaca. Como isca, tem acenado a Nunes com a garantia de candidatura ao governo de São Paulo pelo PL caso Tarcísio decida deixar o cargo para disputar a Presidência da República. No cardápio de Valdemar, essa é a composição que juntaria a fome com a vontade de comer. O PL não apenas lançaria candidatos próprios à Presidência e ao comando do maior PIB do Brasil como teria uma dobradinha altamente competitiva. Juntos no mesmo palanque, Tarcísio e Nunes alimentariam e retroalimentariam suas respectivas candidaturas. De quebra, Valdemar fecharia a porta para os rompantes de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), com quem vive às turras. O “03” tem espalhado que será candidato à Presidência dentro ou fora do PL, com ou sem o apoio do pai.

#Partido Liberal #Ricardo Nunes #Tarcísio de Freitas

Amor à primeira vista?

24/09/2025
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Quando Donald Trump declarou ontem na Assembleia Geral das Nações Unidas que tinha se encantado tanto com a figura de Lula a ponto de decidir manter uma conversa entre os dois na próxima semana, muitos de nossos analistas cantaram loas ao extraordinário charme e capacidade de persuasão do presidente brasileiro. Coisa incrível, não é mesmo? Num encontro de 40 segundos no relógio (ou melhor, no cronômetro), o experimentado Trump teria se derretido como uma mocinha ávida diante do olhar insinuante de um Marlon Brando ou Paulo Newman quando ambos tinham uns 25 anos. Suspiros na plateia…

E muitos deixaram por isso de ver que estávamos diante de mais uma típica manobra trumpiana, mais um TACO (Trump Always Chickens Out) de tantos que já o fizeram famoso! Mais uma vez, quando passou a lhe interessar, ele se fez de maluco ou impulsivo, acrescentando supostamente de improviso – “espontaneamente”, como definiu um funcionário de seu Departamento de Estado – palavras sobre o Brasil que nada tinham a ver com o corpo de seu discurso.

Nada disso, foi jogo jogado. Não se viram por acaso num corredor, e, sim, numa salinha que fica atrás do púlpito de mármore dos oradores. Sabiam que se encontrariam e há dias Lula já vinha adoçando suas falas a fim de permitir que Trump desse o primeiro passo para quebrar o gelo entre os dois países. Obviamente, ele teria visto ao longo das últimas semanas que os maus conselhos de Steve Bannon e seus asseclas brasileiros, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, tinham constituído um tremendo tiro no pé ou, quem sabe, um pouco mais acima em parte bem sensível da anatomia masculina. Afinal de contas, o eleitorado brasileiro demonstrava seu apoio à condenação e prisão de Jair Bolsonaro; os ministros do STF em sua maioria não haviam se borrado nas calças (e dois que não pertenciam à Primeira Turma deixaram claro que haveria maioria no plenário para o que faziam seus quatro colegas); o Congresso como todo não correra a aprovar, trêmulo, uma lei de anistia geral e irrestrita que permitisse ao ex-presidente até mesmo concorrer, livre como um passarinho, nas eleições do ano vindouro. Em suma, Trump e suas ameaças contra a soberania nacional, em vez de apavorarem uma republiqueta de bananas, haviam gerado um movimento de afirmação nacional poucas vezes visto: Trump se tornara o melhor cabo eleitoral de Lula.

Era hora, portanto, de cantar em outro terreiro e, significativamente, nos seus cândidos comentários sobre o Brasil na ONU, Trump não fez nenhuma menção ao julgamento e condenação de Bolsonaro. Nenhunzinho! Muito pelo contrário, concentrou suas observações nas reclamações que ouve das big techs – cujos donos se colocam entre seus maiores financiadores e sócios.

Nada impede, é evidente, que no contato marcado para daqui a alguns dias Trump volte a levantar todas as questões que fazem parte de seu arsenal contra o Brasil, incluindo a condenação de Bolsonaro e posturas internacionais pró-BRICS. Isso seria uma manobra natural para intimidar Lula, porém ele encontrará do outro lado do fio telefônico ou da videoconferência um político de larga quilometragem, que saberá rebater esses pontos e novamente se beneficiar como defensor da soberania nacional e do regime democrático. Depois desses pegas eventuais, caso de fato ocorram, haverá, enfim, espaço para o início de negociação sobre as tarifas (que incomodam os próprios empresários norte-americanos) e dos regulamentos que imporemos no Brasil às big techs.

Jorio Dauster é diplomata de carreira e foi embaixador do Brasil junto à União Europeia, colaborador especial do Relatório Reservado.

#Donald Trump #Lula

Votorantim e CPP Investments avançam para o negócio de data centers

24/09/2025
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O RR apurou que o Grupo Votorantim e a CPP Investments têm planos de investir na instalação de data centers no Brasil. Miram na crescente demanda global por estruturas de armazenamento de dados e na complementaridade com seus negócios na área de energia.

Os Ermírio de Moraes e os canadenses são sócios na Auren, que, no ano passado, comprou a AES Brasil, e na Floen, um hub acelerador de projetos em transição energética. Ou seja: energia ambos têm de sobra. Trata-se do item mais crítico para a construção e manutenção de data centers.

Em alguns casos, chega a representar até 60% do custo de operação de infraestruturas digitais de grande porte. No ano passado, por exemplo, os data centers consumiram 415 TWh, algo como 1,5% de toda a eletricidade produzida no mundo. Estima-se que essa demanda vai duplicar até 2030.

Há outras peças que vão se encaixando no projeto da Votorantim e da CPP Investments. Na semana passada, o governo publicou a MP 1.318, que incentiva o uso por data centers de eletricidade de fontes renováveis, por meio de contratos de suprimento e autoprodução — justamente o que os Ermírio de Moraes e os canadenses já têm em casa.

Cabe lembrar ainda que a própria Auren já montou uma divisão comercial voltada à venda do insumo para data centers de terceiros. O projeto tem sinergia também com o braço de real estate da Votorantim. O grupo detém em seu portfólio terrenos com estrutura logística privilegiada, que podem ser destinados à instalação de data centers.

Consultados pelo RR, Votorantim e CPP Investments não quiseram comentar o assunto.

Estima-se que o mercado brasileiro de data centers crescerá, na média, entre 10% e 12% até 2030, impulsionado por cloud, streaming, IA e digitalização corporativa. A abundância de energia renovável torna o país um lócus natural para a oferta de serviços de armazenamento digital a toda a América Latina.

Os Ermírio de Moraes têm ao seu lado um parceiro que já fincou os dois pés no setor. A CPP Investments, um potentado com mais de US$ 600 bilhões sob gestão, vem fazendo seguidos investimentos em infraestrutura digital.

Em 2024, criou uma joint venture de aproximadamente US$ 1 bilhão com a Pacific Asset Management Company para desenvolver data centers na Coreia do Sul. Em outro front, aportou US$ 1,3 bilhão em um fundo responsável por financiar a construção de três hubs de armazenamento de dados no Japão.

No ano passado, ao lado da gestora norte-americana Blackstone, comprou a Air Trunk, que controla 11 dessas estruturas digitais na Austrália, Japão, Malásia, Hong Kong e Cingapura.

#CPP Investments #Votorantim

Eike tenta atrair Petrobras para produção de biofertilizantes

24/09/2025
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Eike Batista, sempre ele, está buscando uma aproximação com a Petrobras em torno de uma possível parceria para a produção de biofertilizantes na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. O empresário usaria grandes áreas propícias ao desenvolvimento de macroalgas, que serviriam de insumo para os fertilizantes.

A opção pelo Rio se deve não só por vantagens políticas, mas também por uma demanda expressiva do produto. São 16 milhões de bocas.

Eike tem boas ideias, mas que normalmente pecam pela escala monumental e caminhos heterodoxos de captação dos meios necessários para levantar seus projetos.

No caso em questão, é curiosa a preferência de Eike Batista pelo parceiro para colocar o negócio de pé. Um aspecto a favor do empresário é que a Petrobras está determinada a avançar no setor de fertilizantes.

O ponto negativo, ou supernegativo, é o passado — ou o passivo — que Eike tem em suas relações históricas com a estatal. Talvez não haja nenhum empresário que tenha causado tantos dissabores à companhia.

Bem, pode ser que a economia inusual do país proporcione o milagre de dois raios caírem no mesmo lugar. Difícil.

#Eike Batista #Petrobras

Colheita interrompida: a súbita saída da Taranis do Brasil

24/09/2025
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A abrupta saída da israelense Taranis do Brasil tem causado estranheza entre gestores de fundos de venture de capital. A agtech especializada em monitoramento de lavouras captou recursos junto a investidores brasileiros e. nos últimos meses, vinha anunciando em petit comité planos de expansão no país. O que se diz à boca miúda no setor é que a decisão de bater em retirada pegou de surpresa até mesmo clientes relevantes, como a BP Bioenergy e a Tereos. No mercado, há relatos de pressão dos investidores internacionais que aportaram mais de US$ 100 milhões – de fundos de VC a grandes empresas, como Microsoft e Sumitomo – pela saída de países onde a Taranis não vem performando bem, caso do Brasil.

#Taranis

Tribunal de Contas de Goiás joga água no calendário de Ronaldo Caiado

24/09/2025
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Intramuros, assessores diretores do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já dão como certo o atraso no cronograma da concessão da PPP que assumirá a coleta e o tratamento de esgoto no estado.

Inicialmente previsto para o início de 2026, o leilão deverá ser empurrado para o segundo trimestre. O motivo é a exigência do Tribunal de Contas de Goiás (TCE-GO) de ajustes na modelagem. Ao todo, o TCE-GO fez 11 apontamentos técnicos.

As mudanças vão de ajustes ambientais até a revisão de custos estimados para estações elevatórias, passando pela metodologia de cálculo de expansão das redes. Na prática, cada correção exigida demandará reelaboração de estudos, consultas adicionais e, possivelmente, um novo calendário de audiências públicas.

Ao todo, a PPP prevê investimentos da ordem de R$ 5,8 bilhões. O risco de atraso se soma à complexidade do próprio contrato, que prevê a implantação de mais de 300 Estações de Tratamento de Esgoto e 14 mil quilômetros de redes de coleta.

Em tempo: se o leilão for realizado no segundo trimestre, há o risco de Ronaldo Caiado não estar mais no cargo para bater o martelo. O autodeclarado candidato à Presidência da República terá de se desincompatibilizar do posto de governador no início de abril caso dispute a corrida ao Palácio do Planalto.

#Ronaldo Caiado

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