Arquivo Notícias - Página 132 de 1964 - Relatório Reservado

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BTG e Taesa articulam parceria para comprar linha de transmissão da Brookfield

20/10/2025
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Informação que circula em petit comité no setor de energia: BTG e Taesa, leia-se Cemig e a colombiana ISA, ensaiam uma aproximação para a aquisição em conjunto de ativos da Quantum Participações, braço da Brookfield na área de transmissão. As negociações envolvem a compra do projeto Mantiqueira, que reúne mais de 1.200 km de linhas e 18 subestações. O valuation gira em torno de R$ 5 bilhões. A chinesa State Grid e o Grupo Energía Bogotá também estão na disputa. A possível união entre BTG e Taesa juntaria a capacidade financeira de um com a experiência técnica e operacional de outro. O banco de André Esteves, ressalte-se, tem feito investimentos significativos no segmento de transmissão. No leilão realizado pela Aneel em março do ano passado, arrematou três lotes, com aportes totais da ordem de R$ 6,5 bilhões.

#BTG #Taesa

Alegria, sim, mas com moderação

20/10/2025
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A conversa entre Mauro Vieira e Marco Rubio vem sendo devidamente festejada, pois é, de fato, incomum que dois ministros das Relações Exteriores se reúnam na Casa Branca com a participação do US Trade Representative, divulgando ao final uma nota conjunta que menciona “conversas muito positivas” e anunciando um programa de tratativas que incluirá o encontro em breve entre os dois presidentes. O ritual incluiu um tête-à-tête apenas entre os dois titulares, que durou 20 minutos, e a reunião entre as delegações seguida de almoço também na Casa Branca. Nada disso é casual. Tudo é simbólico e significativo.  

A primeira observação suscitada pelo encontro é que não houve qualquer referência a Jair Bolsonaro, usado inicialmente como pretexto por Donald Trump para impor o tarifaço ao Brasil e aplicar diversas medidas punitivas a autoridades brasileiras, em especial a lei Magnitsky no caso de Alexandre Moraes e sua esposa. Por sinal, essa foi a quarta oportunidade de diálogos entre os dois países em que o tema deixou de ser mencionado: o encontro dos dois presidentes durante a Assembleia da ONU e a videoconferência entre ambos, bem como as duas reuniões de Vieira com Rubio, a primeira “informal” e realizada num escritório de advocacia na fase mais crítica do relacionamento bilateral. Aliás, desde o encontro presidencial em Nova York já haviam cessado os reiterados e virulentos ataques ao Brasil comandados pelo Departamento de Estado norte-americano e dolorosamente repercutidos pela Embaixada daquele país em Brasília. Afinal, Trump tinha entendido que se tornara o maior cabo eleitoral de Lula enquanto a extrema direita, alegre e irresponsavelmente representada por Eduardo Bolsonaro junto à Casa Branca, se afundava no pântano da agressão à soberania da nação.  

Dados os necessários descontos à volubilidade de Trump, isso significa que foi posta uma pedra em cima das covas políticas de Bolsonaro e do seu filho autoexilado. 

A segunda e importante observação tem a ver com a conversa a dois, sem assistentes ou intérpretes, que tiveram Vieira e Rubio – sem dúvida facilitada pela circunstância de que o ex-embaixador do Brasil em Washington já conhecia de bem antes o ex-senador pela Flórida (e mais moderado do que se tornou ao passar a ser um dos porta-vozes de Trump na área externa). Com os cuidados de dois experimentados profissionais empenhados em dar um tom construtivo ao encontro, não houve vazamentos dessas tratativas, porém é praticamente certo que foram suscitadas por Rubio pelo menos algumas das diversas questões internacionais em que as posturas brasileiras perturbam a estratégia de Trump de voltar a transformar os países latino-americanos em um grande quintal dos Estados Unidos numa reedição da Doutrina Monroe.  

Não obstante, o prosseguimento das conversações técnicas e do encontro pessoal entre os dois presidentes não parece ter sido condicionado formalmente a mudanças na política externa do país – e, caso em algum momento elas venham a ser postas como exigência para avanços na área comercial e econômica, Lula terá de sopesá-las levando em conta seus interesses com candidato à reeleição em 2026. Muito caminho ainda pela frente em que a moderação precisa ser um método de trabalho. 

Jorio Dauster é diplomata de carreira e foi embaixador do Brasil junto à União Europeia, colaborador especial do Relatório Reservado.

#Marco Rubio #Mauro Vieira

Pátria negocia compra do Hortifruti de olho no G10 do varejo

20/10/2025
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O Pátria Investimentos deverá formalizar nos próximos dias uma oferta vinculante para a aquisição do Hortifruti Natural da Terra, colocado à venda pela Americanas. Segundo uma fonte que acompanha as negociações, os valores sobre a mesa giram em torno de R$ 1,3 bilhão — abaixo, portanto, dos R$ 2,1 bilhões desembolsados pela companhia de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira na compra da rede de supermercados, em 2021. Parte expressiva dos recursos viria do Fundo Pátria Private Equity VI, que ainda tem disponíveis cerca de US$ 250 milhões dos US$ 2,7 bilhões captados em 2019.

O Pátria enxerga a investida como um movimento cirúrgico dentro da sua estratégia de expansão no varejo. A compra do Hortifruti Natural da Terra representaria o ingresso da Plurix, empresa que reúne seus ativos no setor, no G10 do varejo nacional. Com a incorporação, o faturamento da companhia sairia de R$ 9,5 bilhões para algo próximo de R$ 11,1 bilhões ao ano. Seria o suficiente para alcançar um empate técnico com o Cencosud, nono colocado no ranking do setor, com receita de R$ 11,2 bilhões. Ao mesmo tempo, a Plurix sairia de 170 para mais de 240 lojas.

Além do avanço no ranking, há uma questão de posicionamento no mercado que estimula o interesse do Pátria. O Hortifruti pode vir a ser a primeira bandeira premium da Plurix. Seu portfólio atual é composto pelas redes Superpão, Boa Supermercados, Supermercados Avenida, Compre Mais, Empório Dom Olívio, Paraná Supermercados e Grupo Amigão.

A aquisição deste último — em junho do ano passado, por cerca de R$ 850 milhões — foi a maior das 12 operações de M&A fechadas pelo Pátria na área de varejo desde 2021.

Em contato com o RR, a Americanas informou que “segue com o processo de Market Sounding para prospecção de interessados na aquisição do Hortifruti Natural da Terra (HNT), alienação prevista em seu Plano de Recuperação Judicial. A Companhia manterá acionistas e o mercado informados sobre o processo”.

Também consultado, o Pátria não se manifestou.

#Hortifruti

Petroleira estatal avança sobre ativos da Raízen no Paraguai

20/10/2025
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A Raízen mantém conversações com possíveis candidatos à compra da sua operação no Paraguai. Segundo informações filtradas pelo RR, um dos interessados é a petroleira estatal Petropar. As tratativas envolvem a transferência da participação de 27% da Raízen na joint venture com a família Ortega Echeverría: trata-se da maior rede de distribuição de combustíveis do Paraguai, com mais de 300 postos. Indiretamente – ou nem tanto -, o próprio governo do Paraguai vem há algum tempo criando condições para empurrar a Raízen para fora do negócio e abrir espaço para a entrada da Petropar. No ano passado, o presidente Santiago Peña assinou um decreto estabelecendo novas regras para a atuação de distribuidoras de combustíveis no país, entre elas a insondável obrigatoriedade de as empresas terem tanques com capacidade para 16 milhões de litros. Por uma dessas “coincidências”, apenas a Petropar atende à exigência.

#Raízen

Fundos imobiliários apostam em energia solar para turbinar investimentos em galpões

20/10/2025
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Grandes investidores em galpões logísticos estão monetizando o “andar de cima”. A instalação de painéis solares no teto de centros de distribuição tem se revelado uma linha estratégica de receita e um fator de atratividade para inquilinos intensivos em energia, como empresas de automação ou de cargas refrigeradas, a exemplo de laboratórios farmacêuticos. O fundo IBBP11, da inVista Brazilian Business Park, vem concentrando seus aportes em estruturas com sistemas fotovoltaicos. A GLP Capital Partners também tem dado prioridade a galpões com a disponibilidade de energia solar. Nesses casos, a geração própria tem figurado como uma renda imobiliária complementar. Em regiões onde a tarifa industrial supera o valor de R$ 1,20/kWh, o payback desses sistemas pode ficar entre quatro e seis anos. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), mais de 40% das novas instalações de geração distribuída no país se dão em coberturas industriais e galpões de grande porte.

#Energia Solar

Treecorp abre negociações para venda da SAF do Coritiba

20/10/2025
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A passagem de Roberto Justus pelos gramados parece ter entrado nos acréscimos. A Treecorp – de Bruno D’Ancona e de Justus, seu sogro e acionista minoritário – mantém conversações com investidores nacionais e estrangeiros envolvendo a venda da sua participação de 90% na SAF do Coritiba. Um dos interessados seria o Grupo Independiente, dono do clube equatoriano Independiente del Valle. A gestora de D’Ancona e Justus estaria aguardando apenas o término da Série B do Campeonato Brasileiro para avançar nas negociações. O Coritiba lidera a competição com grande probabilidade de assegurar seu retorno à primeira divisão, o que automaticamente aumentará o valuation do ativo na esteira do crescimento das receitas, especialmente com direitos de transmissão. Seria o cenário ideal para D’Ancona e Justus deixarem o negócio na alta. Procurada, a Treecorp não se manifestou até o fechamento desta matéria.

#Coritiba

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