Arquivo Notícias - Página 120 de 1964 - Relatório Reservado

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HIG mira um leilão na venda da Desktop

5/11/2025
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A norte-americana HIG Capital, controladora da Desktop, está tentando atrair a Vivo de volta à mesa de negociações para a compra da provedora de banda larga. Após meses de tratativas, a operadora de telefonia desistiu do M&A por não chegar a um acordo em relação ao valuation do ativo. A Claro também está na disputa pela Desktop e já teria apresentado uma oferta de R$ 21 por ação. A HIG enxerga que há espaço para aumentar esse valor, e o eventual retorno da Vivo ao páreo seria o fermento necessário. Ontem, a cotação fechou a R$ 15,25 – diante da iminente venda do controle, o papel acumula uma alta superior a 50% nos últimos 30 dias. Na prática, um duelo entre Vivo e Claro transformariam a venda da Desktop em um leilão. Em tempo: não é apenas a HIG que trabalha pela volta da Vivo ao game. A Anatel vê com bons olhos a venda da Desktop para a empresa do Grupo Telefônica. No mês passado, a agência reguladora divulgou relatório mostrando preocupação com a eventual aquisição da provedora de banda larga pela Claro por questões de ordem concorrencial. Segundo o documento, um acordo com esta última pode “dificultar a entrada efetiva de novos agentes (empresas), a capacidade de rivalizar das concorrentes presentes no mercado e facilitar a prática de condutas lesivas à concorrência, entre outras”. A Desktop tem uma base de 1,1 milhão de clientes e uma receita anual superior a R$ 1,2 bilhão.
Créditos da Imagem: Divulgação / Desktop

Depois da Arábia Saudita, MBRF busca um parceiro soberano na China

5/11/2025
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O empresário Marcos Molina caminha a passos rápidos no projeto de montar bases industriais da MBRF em mercados estratégicos. Depois da Arábia Saudita, as atenções de Molina se voltam para a China. O RR apurou que a companhia, resultante da fusão entre a Marfrig e a BRF, busca um parceiro local para a construção ou aquisição de fábricas. O que se ouve em petit comité no setor é que um dos potenciais candidatos seria a Beijing Capital Agribusiness & Food Group. Com sede em Pequim e controlado pelo governo chinês, trata-se de um conglomerado agroindustrial que atua em avicultura, suinocultura e na produção de alimentos industrializados. Suas vendas giram em torno de US$ 40 bilhões, algo como uma MBRF e meia. Guardadas as devidas proporções, seria uma estratégia similar à adotada pela companhia brasileira na Arábia Saudita, inclusive pela possibilidade de ter um sócio soberano. Há cerca de duas semanas, a MBRF anunciou a criação da Sadia Halal, uma joint venture com a Halal Products Development Company (HPDC), por sua vez controlada pelo Public Investment Fund (PIF), o “family office” da realeza árabe. Consultada pelo RR, a MBRF não se manifestou.
A criação de uma estrutura integrada na China – do abate à industrialização – é tratada por Molina como um movimento nevrálgico para a expansão da MBRF no maior mercado consumidor do mundo. Um dos objetivos é mitigar o eventual impacto dos frequentes bloqueios impostos pelo governo chinês às importações de proteína animal por razões sanitárias. Entre maio e setembro deste ano, por exemplo, o país embargou a compra de carne de frango brasileira após a confirmação de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A MBRF, ressalte-se, já colocou o primeiro tijolinho na construção do seu projeto chinês. No ano passado, ainda antes da fusão ser formalizada, a BRF comprou uma fábrica de processados na província de Henan. Foi uma pechincha. A empresa pagou apenas US$ 43 milhões, menos de um terço do que a ex-proprietária, a norte-americana OSI, investiu para construir a unidade em 2013 (US$ 150 milhões). Quem conhece o apetite de Marcos Molina sabe que foi apenas um hors d’oeuvres. Um tira-gosto em proporções chinesas, é bem verdade: só a província de Henan tem mais de cem milhões de habitantes.

#BRF #Marfrig #MBRF

Novo comando, velhos desafios nos shoppings de Paes Mendonça

5/11/2025
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A mudança no comando da divisão de shopping centers do Grupo JCPM, do empresário João Carlos Paes Mendonça, vem acompanhada de um desafio. A missão do novo CEO, Sergio Moraes Vieira Filho, é ampliar a operação em meio a circunstâncias que lhe são pouco favoráveis: a maior parte dos 11 shoppings do grupo tem pouca margem para obras de expansão e faltam bons ativos à venda no Nordeste, onde estão concentrados os negócios de Paes Mendonça. Há ainda um complicador adicional: a escassez de terrenos em áreas nobres nas principais capitais da região. Enquanto tenta sair desse labirinto, Vieira Filho já se debruça sobre outras ações. Está no seu radar a modernização do modelo de consumo nos shoppings da JCPM, com a inserção de experiências híbridas físicas-digitais e a ativação de plataformas omnicanal. O braço de shopping centers, ressalte-se, é a maior e mais bem-sucedida operação no colar de negócios do empresário Paes Mendonça, antigo controlador da rede varejista que levava seu nome. No ano passado, os 11 empreendimentos do grupo tiveram receita de R$ 779 milhões, 5% a mais do que em 2023, e lucro de R$ 440 milhões, alta de 9%.

#shopping

Política Nacional de Minerais Críticos é um campo minado em Brasília

5/11/2025
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À medida que as negociações entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos avançam, uma questão relevante que perpassa um eventual acordo entre os dois países está travada no front interno. O governo e o Congresso ainda parecem razoavelmente distantes de uma solução para o impasse que cerca a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tenta concentrar a formatação do projeto no Executivo, assegurando a primazia da iniciativa. O Congresso, por sua vez, trabalha para impor a sua própria versão, por meio do Projeto de Lei 2.780/2024, em tramitação na Câmara. Na semana passada, Silveira reuniu-se com o relator do PL, o deputado Arnaldo Jardim, mas a bola segue dividida. O governo não vai ter vida fácil, como, aliás, em quase tudo que passa pelo Congresso. Entre os parlamentares sobram críticas à articulação política, ou seja, à ministra Gleisi Hoffmann, e à falta de interlocução com o Palácio do Planalto.

#Minerais críticos

Governo estica lista de municípios com direito a waiver no crédito rural

5/11/2025
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Sempre cabe mais um – ou mais vários – na lista de municípios contemplados pela linha especial de renegociação de dívidas rurais ofertada pelo BNDES. Nos próximos dias, o governo deve anunciar uma nova atualização das cidades beneficiadas. A medida vem sendo gestada sob pressão política, especialmente de governadores do Nordeste, que cobram a inclusão de áreas atingidas por secas prolongadas e perda de safra. Nas últimas semanas, segundo informações filtradas pelo RR, os chefes dos Executivos estaduais do Piauí, Ceará, Bahia e Pernambuco intensificaram a ofensiva junto ao Ministério da Fazenda e à Casa Civil, argumentando que os critérios técnicos do programa — baseados em dados de calamidade reconhecidos pela Defesa Civil — deixaram de fora municípios com prejuízos efetivos, mas que não tiveram decretos formalmente homologados.
A linha de crédito, lançada em agosto, oferece prazos mais longos e condições favorecidas de renegociação para prefeituras e produtores afetados por emergências climáticas. Desde então, o banco já revisou duas vezes a lista inicial, incorporando 96 municípios adicionais. A pressão também é acompanhada de perto por parlamentares das bancadas regionais, que enxergam na ampliação do programa uma forma de aliviar tensões locais em ano pré-eleitoral. Nos bastidores, o Planalto avalia que o gesto político pode servir para conter insatisfações de aliados e consolidar apoio entre governadores que hoje se queixam de lentidão na liberação dos recursos.

#BNDES

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