Arquivo Notícias - Página 118 de 1964 - Relatório Reservado

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Embrapa conhece o solo brasileiro como ninguém

7/11/2025
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A Embrapa está prestes a dar mais uma de suas valorosas contribuições ao agronegócio no Brasil. A empresa estatal vai levar à COP30 novos mapeamentos de solo que prometem trazer avanços significativos para a produção rural. O sistema congrega dados sobre erodibilidade dos solos, aptidão agrícola das terras e estoque de carbono orgânico. No Ministério da Agricultura, o mapeamento já é visto como um importante subsídio para a formulação de políticas públicas e a destinação de recursos, com base em informações técnicas sobre as melhores regiões para o plantio deste ou daquele produto. O mapa de erodibilidade expõe as áreas mais suscetíveis à perda de solo e à degradação, fornecendo base para decisões sobre uso e conservação. Já o de aptidão agrícola, produzido em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, oferece uma leitura precisa do potencial produtivo das terras brasileiras, cruzando geografia, clima e sustentabilidade. Mas é o mapeamento de estoques de carbono que traduz com mais nitidez o alcance desse trabalho. Ele permite mensurar, com precisão inédita, o papel dos solos na captura e no armazenamento de carbono — dado essencial para o desenho de políticas de mitigação e para a consolidação do país como protagonista no mercado global de créditos de carbono.

#Embrapa #Ministério da Agricultura

Selic estável, Galípolo em alta, Haddad em baixa

7/11/2025
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Às vésperas da reunião do Copom, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, protagonizou uma comédia de erros. Em sua fala no evento Bloomberg Green 30, realizado na última terça-feira, Haddad estava irreconhecível. Com a feição nitidamente cansada, e longe da serenidade que o caracteriza, Haddad fuzilou Galípolo – como se o BC fosse só o seu ex-secretário executivo na Fazenda e não um colegiado – afirmando que era “inadmissível” a manutenção de uma taxa de juros de 15%, o que significava uma taxa real de 10%. Ora, a inflação está com tendência de baixa, segundo o boletim Focus; os recursos externos retornam ao país em volumes expressivos; o câmbio apreciou; os indicadores antecedentes da atividade econômica apontam para cima; os índices de expectativas da FGV melhoraram e até a farra fiscal foi contida, ainda que na margem. Além disso, a indústria, que vinha se recuperando, voltou a descer a ladeira. Haddad, portanto, poderia ter até razão. Mas o tom das suas palavras e o timing desastroso da entrevista politizaram de tal forma a deliberação do Comitê que a decisão não poderia ser outra se não manter os juros, sob pena de desmoralizar o BC independente.

Mas não foi somente esse o tiro pela culatra. Fernando Haddad abriu fogo contra a banca, afirmando que essa taxa somente serve às instituições financeiras, que as defendem com radicalidade. Pelo que se conhece de Haddad, ele simplesmente vocalizou Lula e não monologou tratados sobre política monetária. Não há dúvida de que o ministro já sabia da decisão, quer seja pelas atas anteriores do Copom, quer seja pela troca de informações com Galípolo. Os dois se falam pelo menos dia sim, dia não. Até porque as políticas fiscal e monetária nunca estiveram tão imbricadas. O que pegou realmente mal foi o momento das declarações. A unanimidade da diretoria na aprovação dos fatídicos 15% foi interpretada por muitos analistas como uma resposta institucional, até porque não foi concedido sequer o viés de baixa. A dura entrevista descortina uma possível fissura nas relações do ministro com o presidente do BC. A ênfase das críticas deixou o mercado na dúvida se o episódio é pontual e se deve ao estresse de Haddad ou se os prováveis seis meses em que a taxa deverá permanecer na faixa dos 15% provocarão novas divisões, gerando maior volatilidade dos ativos.

Fernando Haddad contratou uma derrota para si próprio, ao fazer uma aposta que já nascia perdida. E há um fator que não pode ser ignorado: a equipe econômica do ministro, escolhida a dedo pelo próprio, pensa com exatidão igual a ele. Não há contraponto no seu staff, assim como não há no time do BC. Por exemplo: se dependesse de Haddad e de sua equipe – e o RR tem certeza do que diz – a meta de inflação já teria sido trocada logo no início da sua gestão. Por sua vez, o BC, em vez de flexibilizar a política monetária, seria bem capaz de apertá-la ainda mais. Mas, no final, a gangorra do Copom foi uma só: Haddad desce, Galípolo sobe.

#Fernando Haddad #Selic

O duro recado da EDP (e não só da EDP) para o governo

7/11/2025
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A EDP subiu o tom — e dificilmente ficará sozinha. Ao anunciar seu novo plano de investimentos no Brasil, sem grandes projetos em geração renovável, a companhia sino-portuguesa inaugurou uma nova fase de tensão entre o setor elétrico e o governo. O Ministério de Minas e Energia já recebeu sinais de que mais uma grande empresa de energia deverá anunciar nos próximos dias a redução dos investimentos em usinas eólicas e solares enquanto não houver uma mudança nas regras do curtailment. Trata-se dos cortes compulsórios de geração impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), provocados pela incapacidade do sistema de escoar a energia produzida. O dispositivo virou símbolo da fadiga regulatória que trava o avanço das renováveis no país. Só neste ano, as empresas de geração já perderam mais de R$ 3 bilhões. Nesta semana, a EDP, controlada pela chinesa Three Gorges, anunciou investimentos de 1,3 bilhão de euros no Brasil, recursos que devem ser quase que inteiramente destinados a distribuição e transmissão. Ou seja: por ora, a geração está fora do game. A decisão da EDP deve ser lida com um instrumento de pressão que vocaliza o setor: sem compensação financeira e segurança jurídica, os investidores tendem a reduzir aportes em energia renovável no Brasil.

#EDP

Cogna ganha musculatura na negociação com Yduqs

7/11/2025
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No mercado, a leitura é que os resultados do terceiro trimestre fortaleceram ainda mais a Cogna nas tratativas para uma eventual fusão com a Yduqs, com impacto, inclusive, sobre a relação de troca de ações para a criação de uma nova companhia. Lucro líquido surpreendente, alavancagem no menor nível em sete anos e receita e Ebitda em forte expansão colocam a empresa em melhor posição de barganha. A dívida líquida caiu para cerca de R$ 2,6 bilhões, com alavancagem em torno de 1,1 vez o Ebitda. Esse é o principal ponto de reequilíbrio de forças entre os dois grupos, visando um possível M&A. Há dois anos, a Cogna carregava uma relação dívida líquida/Ebitda de 2,3 vezes. Com a repactuação do passivo, atingiu um nível inferior ao da Yduqs – seu nível de alavancagem atual é de 1,66 vez.
Cogna e Yduqs fazem um jogo de aproximações e distanciamentos, com conversas que vêm e vão. Há rumores no mercado de que as negociações para uma possível fusão se acentuaram nos últimos meses, estimuladas, sobretudo, por Chaim Zaher, o mais influente acionista da Yduqs. A valoração da Cogna nesse tabuleiro é uma construção que tem se acentuado desde o início do ano – no acumulado de 2025, o valor de mercado da companhia subiu 180%, chegando à casa dos R$ 7 bilhões. No mesmo período, o market cap da Yduqs aumentou “apenas” 55% – ontem, fechou a R$ 3,6 bilhões.

#Cogna #Yduqs

O feijão maravilha na balança comercial

7/11/2025
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O Ministério da Agricultura trabalha com a estimativa de que as exportações brasileiras de feijão vão chegar a 450 mil toneladas neste ano, recorde histórico. Uma vez confirmado, esse número representará um aumento de 40% em relação ao volume comercializado para o mercado externo em 2024 (320 mil toneladas). Até setembro, as exportações somaram 361 mil toneladas. O Brasil deve agradecer, sobretudo, à Índia, principal responsável por engrossar o caldo das divisas brasileiras com o aumento das compras de feijão. O país asiático se consolidou como o principal destino do produto.

#Feijão

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