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Embrapa conhece o solo brasileiro como ninguém
7/11/2025
Selic estável, Galípolo em alta, Haddad em baixa
7/11/2025Mas não foi somente esse o tiro pela culatra. Fernando Haddad abriu fogo contra a banca, afirmando que essa taxa somente serve às instituições financeiras, que as defendem com radicalidade. Pelo que se conhece de Haddad, ele simplesmente vocalizou Lula e não monologou tratados sobre política monetária. Não há dúvida de que o ministro já sabia da decisão, quer seja pelas atas anteriores do Copom, quer seja pela troca de informações com Galípolo. Os dois se falam pelo menos dia sim, dia não. Até porque as políticas fiscal e monetária nunca estiveram tão imbricadas. O que pegou realmente mal foi o momento das declarações. A unanimidade da diretoria na aprovação dos fatídicos 15% foi interpretada por muitos analistas como uma resposta institucional, até porque não foi concedido sequer o viés de baixa. A dura entrevista descortina uma possível fissura nas relações do ministro com o presidente do BC. A ênfase das críticas deixou o mercado na dúvida se o episódio é pontual e se deve ao estresse de Haddad ou se os prováveis seis meses em que a taxa deverá permanecer na faixa dos 15% provocarão novas divisões, gerando maior volatilidade dos ativos.
O duro recado da EDP (e não só da EDP) para o governo
7/11/2025A EDP subiu o tom — e dificilmente ficará sozinha. Ao anunciar seu novo plano de investimentos no Brasil, sem grandes projetos em geração renovável, a companhia sino-portuguesa inaugurou uma nova fase de tensão entre o setor elétrico e o governo. O Ministério de Minas e Energia já recebeu sinais de que mais uma grande empresa de energia deverá anunciar nos próximos dias a redução dos investimentos em usinas eólicas e solares enquanto não houver uma mudança nas regras do curtailment. Trata-se dos cortes compulsórios de geração impostos pelo ONS (Operador Nacional do Sistema), provocados pela incapacidade do sistema de escoar a energia produzida. O dispositivo virou símbolo da fadiga regulatória que trava o avanço das renováveis no país. Só neste ano, as empresas de geração já perderam mais de R$ 3 bilhões. Nesta semana, a EDP, controlada pela chinesa Three Gorges, anunciou investimentos de 1,3 bilhão de euros no Brasil, recursos que devem ser quase que inteiramente destinados a distribuição e transmissão. Ou seja: por ora, a geração está fora do game. A decisão da EDP deve ser lida com um instrumento de pressão que vocaliza o setor: sem compensação financeira e segurança jurídica, os investidores tendem a reduzir aportes em energia renovável no Brasil.
Cogna ganha musculatura na negociação com Yduqs
7/11/2025
O feijão maravilha na balança comercial
7/11/2025O Ministério da Agricultura trabalha com a estimativa de que as exportações brasileiras de feijão vão chegar a 450 mil toneladas neste ano, recorde histórico. Uma vez confirmado, esse número representará um aumento de 40% em relação ao volume comercializado para o mercado externo em 2024 (320 mil toneladas). Até setembro, as exportações somaram 361 mil toneladas. O Brasil deve agradecer, sobretudo, à Índia, principal responsável por engrossar o caldo das divisas brasileiras com o aumento das compras de feijão. O país asiático se consolidou como o principal destino do produto.