Arquivo Notícias - Página 106 de 1964 - Relatório Reservado

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Correios busca recursos para tapar buracos em seu plano de saúde

25/11/2025
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Uma das prioridades da nova gestão dos Correios é regularizar os repasses para o Postal Saúde, plano de medicina de grupo dos funcionários da estatal. A preocupação com o tema extrapola a diretoria da empresa e alcança o próprio Palácio do Planalto. Trata-se de um assunto com alto risco de combustão política para o governo Lula. Nos corredores da empresa, já se fala em manifestações e até mesmo na possibilidade de paralisações. Os atrasos nas contribuições dos Correios se arrastam há mais de um ano, afetando os mais de 200 mil beneficiados. Há inúmeros relatos de hospitais e profissionais de saúde da rede credenciada do Postal Saúde que têm se recusado a atender os servidores e aposentados da estatal por falta de pagamento. Como todas as demais pendências decorrentes da dramática situação financeira dos Correios, a normalização dos repasses ao plano de saúde depende do empréstimo de R$ 20 bilhões que está sendo negociado junto a um pool de bancos.

#Correios #Postal Saúde

Defesa convoca Telebras para blindar controle aéreo da crise da Oi

25/11/2025
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As incertezas em torno da continuidade operacional da Oi acenderam um sinal de alerta no radar do Ministério da Defesa. O estado pré-falimentar da companhia desponta como um fator de risco para comunicações sensíveis da área militar e para o tráfego aéreo como um todo no Brasil. A Oi é uma das principais prestadoras de serviço do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). O SISCEAB abrange atividades nevrálgicas tanto para fins militares quanto civis, do monitoramento do espaço aéreo, leia-se identificação, interceptação e resposta a aeronaves suspeitas, ao gerenciamento de aviões em voo em todo o território nacional e áreas sob responsabilidade do Brasil no Atlântico Sul. Ou seja: missões de alta complexidade e de caráter estratégico. Segundo informações filtradas pelo RR, diante desse contexto, o ministro José Mucio tem feito articulações dentro do governo para que a própria Telebras lidere o processo de transição e coordene a redistribuição das atividades hoje a cargo da Oi entre outras empresas privadas – a começar pela Claro, já contratada para assumir parte expressiva dessas atribuições. De acordo com a mesma fonte, Mucio vê com bons olhos a ideia de que a estatal, se necessário, assuma diretamente parte dessas funções, garantindo o pleno funcionamento do SISCEAB durante a passagem de bastão. Ressalte-se que a Telebras, em conjunto com o Centro de Operações Espaciais da FAB, é responsável pela gestão do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) – sistema pode onde passam comunicações sensíveis das Forças Armadas e da administração federal como um todo, notadamente Presidência da República e Ministérios.
Em contato com o RR, a Força Aérea Brasileira informou que “o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), na qualidade de provedor do serviço de navegação aérea no Brasil, em consonância com a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), adotou todas as medidas indispensáveis para a garantia da manutenção ininterrupta do serviço oferecidos pela Oi”. A FAB confirmou que “os serviços atualmente prestados pela Oi encontram-se em processo de transição para a operadora Claro, mediante celebração de novo contrato, em estrita conformidade com os trâmites do processo judicial de recuperação da Oi. Tal medida, respaldada por decisão judicial, visa garantir a continuidade dos serviços essenciais, preservando o interesse público e minimizando riscos operacionais durante o período de transição”.
De acordo com a Força, o prazo estimado para a migração a uma nova operadora de telecomunicações é de até 10 meses, “em observância ao princípio da legalidade e devido aos trâmites próprios da contratação pública, que incluem elaboração, aprovação e demais procedimentos regulamentares, bem como às especificidades técnicas da tecnologia empregada nos meios de comunicação — incluindo a necessária certificação e verificação dos níveis mínimos exigidos para a prestação do serviço”.
A Aeronáutica disse ainda ao RR que o DECEA “dispõe de planos e protocolos rigorosos que asseguram a continuidade dos serviços e a mitigação de riscos associados, independentemente da operadora contratada”. Além disso, “a rede de comunicações utilizada no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro configura-se como infraestrutura crítica, possuindo múltiplas redundâncias e contingências que asseguram a continuidade do serviço, afastando a dependência exclusiva de qualquer prestadora”. Também procurado, o Ministério da Defesa não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

#Oi #Telebras

Investidores da Vibra vão à CVM por risco de conflito com a Inpasa

25/11/2025
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Minoritários da Vibra Energia começam a se mobilizar por conta das investidas da Inpasa sobre a companhia. Segundo informações filtradas pelo RR, investidores têm feito questionamentos junto à CVM sobre a crescente interseção societária entre as duas empresas. José Odvar Lopes, fundador da Inpasa, já adquiriu algo em torno de 10% do capital da Vibra, por meio do Fundo Infiniti JL. Os investidores desta última enxergam conflitos de interesse e riscos à governança da companhia. A Inpasa é uma das maiores fabricantes de etanol de milho do Brasil. E a Vibra, antiga BR, a principal distribuidora de combustíveis do país. Com a coabitação, Lopes colocará um pé nas duas pontas de negociação: na vendedora e na compradora de etanol. Procurada, a CVM limitou-se a dizer, protocolarmente, que “não comenta casos específicos” e “acompanha e analisa as informações envolvendo as companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, quando necessário”. Também consultadas, Inpasa e Vibra não se manifestaram.
A preocupação central entre os minoritários da Vibra é a possibilidade de integração vertical informal entre produção e distribuição, com impactos competitivos e assimetria de informações no setor. Embora a Inpasa tenha declarado que a posição é apenas financeira, investidores contestam a narrativa, lembrando que já é ventilado internamente um pedido do grupo por assento no conselho de administração. Ressalte-se que, na semana passada, Lopes solicitou formalmente ao Cade autorização para manter a participação na Vibra. Os acionistas também questionam se a administração da empresa avaliou adequadamente os impactos estratégicos da entrada do fundador da Inpasa no capital, especialmente em um setor altamente regulado e sensível a movimentos de concentração. Mencionam, inclusive, a “poison pill” prevista no estatuto da Vibra — que dispara a obrigação de oferta pública caso algum investidor atinja 25% do capital — como um instrumento que pode não ser suficiente para impedir influência relevante antes desse gatilho.

#CVM #Inpasa #Vibra

Após investimento recorde, redução de dívida vira prioridade na Klabin

25/11/2025
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A Klabin discute medidas para reduzir sua alavancagem financeira. Uma das possibilidades é a revisão do cronograma de investimentos futuros, com postergação de expansões menos urgentes até que os ganhos de Puma II estejam consolidados. Essa iniciativa permitiria que uma fatia maior do caixa seja direcionada à amortização do passivo, reduzindo a necessidade de fazer dívida nova.  Internamente, a companhia tem perseguido cortes de custos em suas fábricas e em logística. A Klabin vem da maior temporada de investimentos da sua história, notadamente com a construção do complexo Puma II, no Paraná. Ao todo, a empresa desembolsou mais de R$ 22 bilhões desde 2018. Virada esta página, o foco da companhia se volta a trazer seu endividamento para patamares mais confortáveis – historicamente, a Klabin sempre se notabilizou por uma gestão de caixa conservadora. No balanço do terceiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda ficou em 3,6 vezes, ligeiramente inferior (0,3 ponto) à registrada em setembro do ano passado. A ordem é acelerar a descida dessa montanha. Consultada pelo RR, a Klabin não se pronunciou.

#Klabin

Quem será o “messias” que salvará a relação entre governo e Alcolumbre?

25/11/2025
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A ministra Gleisi Hoffmann e o senador Randolfe Rodrigues foram escalados pelo Palácio do Planalto para tentar amainar as rusgas com Davi Alcolumbre provocadas pela indicação de Jorge Messias e não de Rodrigo Pacheco ao STF. É uma última manobra para evitar o inevitável, ou seja, que o próprio presidente Lula tenha de conversar com Alcolumbre. Como se sabe, o presidente do Senado rompeu relações com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner. Intramuros, Alcolumbre diz que foi traído pelo senador da Bahia na condução das tratativas para o preenchimento da vaga de Luis Roberto Barroso no Supremo. O receio do Planalto é que o presidente do Senado cozinhe em banho-maria o pedido de sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça ou, ainda pior, trabalhe para que a indicação seja reprovada em plenário, o que seria um enorme constrangimento para Lula. Ontem, o parlamentar disse que a sabatina ocorrerá em “momento oportuno”. Só não disse oportuno para quem.

#Davi Alcolumbre

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