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A repentina saída de Rafael Lucchesi da presidência da Tupy traz de volta ao centro do tabuleiro o nome de Fernando Rizzo, ex-CEO da companhia. No que depender de um grupo de minoritários da empresa, liderados pela gestora Charles River, Rizzo é o preferido para comandar a metalúrgica. Nesse caso, substituiria exatamente aquele que o substituiu no ano passado. A campanha dos fundos pelo retorno do executivo é mais um round na disputa societária da Tupy. Os minoritários questionam a governança ou o que eles consideram a falta de governança imposta por Previ e BNDESPar, que, juntos, detêm 57% do capital. Os investidores discutem, inclusive, a possibilidade de entrar na Justiça, sob o argumento de que o fundo de pensão e o braço do BNDES têm extrapolado limites do exercício regular do poder de controle – conforme informou o RR. Para os fundos, os dois principais acionistas têm funcionado como instrumentos de interferência do governo Lula na administração da Tupy. O eventual regresso de Rizzo teria o condão de distensionar o ambiente societário e até mesmo frear um contencioso.
Fernando Rizzo acumulou uma trajetória de mais de três décadas na Tupy, estando na presidência entre 2018 e 2025. Sob sua gestão, a empresa avançou na estratégia de internacionalização e diversificação do portfólio, incluindo aquisições e expansão para novos segmentos ligados à transição energética. Rizzo sempre foi visto como um anteparo para conter eventuais ingerências políticas na companhia. Se ele vai voltar ao cargo, como querem os principais minoritários, são outros quinhentos. Mas o fato é que o mercado não fez a menor cerimônia em celebrar a queda de Lucchesi, ex-presidente do Conselho do BNDES. Desde a sua saída do cargo de CEO, na última sexta-feira, a ação da Tupy acumula alta superior a 10%.
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