24.07.19

Julio Bozano volta à toca

O mais sagaz dos históricos banquier d’affaires brasileiro vai fazer uma inflexão na postura. Julio Bozano deixa de ser low profile e retorna a sua condição de no profile. Qualquer associação desse mergulho no anonimato com o jubileu de Paulo Guedes faz sentido integral. Bozano, que tinha Guedes como bambino d’oro do private equity Bozano Investimentos, queimou todas as caravelas que levavam seus negócios e imagem na direção do ministro da Economia. Trocou o foco é o nome da empresa, que agora se chama Crescera. Os negócios feitos antes com Guedes saem da vitrine. Bozano jamais será visto em um dos eventos da Pasta do ex-sócio. Se vacilar não o cumprimentará caso o encontre no Gero, restaurante que ambos costumam frequentar. Bozano é uma lenda. Só para dar uma ideia da largura do seu espectro, foi sócio da Anglo American, gigante do ouro, da sul-africana De Beers, dos diamantes assassinos, e da Embraer, orgulho nacional. Entre outras raridades, foi sócio de Mário Henrique Simonsen, sem que isso tivesse maculado como promíscua a relação entre o banqueiro e o mais brilhante ministro da Fazenda da história do país. É provável que ainda fale com Paulo Guedes, mas somente por telepatia. Um craque absoluto no que faz.

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