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O aporte bilionário da Warburg Pincus colocou a Global Eggs, do empresário Ricardo Faria, em uma posição ainda mais privilegiada no tabuleiro da indústria de ovos dos Estados Unidos. No mercado, o investimento de até US$ 1 bilhão da gestora americana — operação que avaliou a companhia em cerca de US$ 8 bilhões — é interpretado como um combustível direto para novas aquisições no país. Após a compra da Hillandale Farms por aproximadamente US$ 1,1 bilhão em 2024, investidores acreditam que a empresa brasileira poderá avançar sobre outros grandes produtores norte-americanos, consolidando ainda mais o setor. Entre os nomes que aparecem com frequência nas especulações estão grupos como Cal-Maine Foods, maior produtor de ovos dos Estados Unidos, e a Daybreak Foods, companhia com forte presença no Meio-Oeste. Em um mercado marcado por consolidação crescente e exigências regulatórias cada vez mais rígidas em relação ao bem-estar animal, aquisições surgem como uma forma rápida de ampliar escala e acesso a infraestrutura produtiva.
Há ainda outra leitura corrente no mercado financeiro: a de que o aporte da Warburg Pincus seria um combustível para a Global Eggs realizar uma oferta de ações em Nova York. No passado, a empresa já flertou com a abertura de capital na B3, mas o projeto foi engavetado. Consultada pelo RR, a companhia informou que “não tem planos de IPO”.
Fundada a partir da expansão da Granja Faria, a Global Eggs transformou-se em poucos anos em um conglomerado multinacional do setor de proteína animal. O grupo opera mais de 90 fazendas espalhadas por América do Sul, Estados Unidos e Europa, com produção anual próxima de 15 bilhões de ovos. A trajetória recente da companhia é marcada por uma estratégia agressiva de expansão internacional. Em 2024, além da aquisição da Hillandale, o grupo comprou o espanhol Grupo Hevo, ampliando sua presença no mercado europeu. Com essas operações, a companhia brasileira alcançou receita superior a US$ 2 bilhões e passou a figurar entre os maiores players globais do setor.
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