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28.11.18

O CEO de Zema

Na sua peregrinação em busca de uma liderança empresarial para o seu governo, Romeu Zema chegou à letra “J”, do multipartidário Josué Gomes da Silva, da Coteminas.

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06.09.18

Compasso de espera

A ordem na Springs Global, a holding controladora da Coteminas, é segurar investimentos na Argentina. No rastro da crise local, o desempenho da operação portenha tem derrubado os números do grupo da família Alencar na América do Sul.

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03.05.18

Coteminas põe água em fervura societária

Por recomendação da área jurídica da Coteminas, o empresário Josué Gomes da Silva recolheu os flaps. No último dia 26 de abril, o Conselho de Administração da Companhia Tecidos Santanense, também controlada pelos herdeiros de José Alencar, decidiu cancelar a compra da Tropical Agroparticipações. Assim como as duas empresas têxteis, a Tropical pertence à família Gomes da Silva, o que deflagrou a reação dos minoritários da Santanense. Conforme o RR informou na edição de 12 de abril, investidores entraram com uma representação na CVM contra os acionistas controladores, acusando-os de abuso de poder econômico e de sangrar o caixa da companhia, transferindo recursos da tecelagem para a própria holding. A compra da Tropical Agroparticipações custaria à Santanense R$ 175 milhões. A cifra equivale a dois terços de todo o seu patrimônio (R$ 263 milhões). Apesar do passo atrás de Josué Gomes da Silva e demais acionistas da Coteminas, a contenda com os minoritários da Santanense ainda está longe de terminar. Os investidores questionam também empréstimos de R$ 107 milhões que teriam sido feitos pela tecelagem para a holding a taxas inferiores às praticadas no mercado.

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12.04.18

Acionistas da Santanense acusam Coteminas de sangrar a empresa

O empresário Josué Gomes da Silva está no epicentro de um contencioso que promete dar muito pano para manga. Minoritários da Companhia Tecidos Santanense, controlada indiretamente pela Coteminas por meio da Oxford Comércio e Participações, entraram com uma representação na CVM contra a companhia. Josué e demais acionistas do grupo têxtil são acusados de abuso de poder de controle e de deliberadamente sugar recursos do seu caixa para a própria holding da família.

Ao longo de 2017, a Santanense emprestou para a Coteminas cerca de R$ 71 milhões – no total, os créditos contra a controladora somam hoje R$ 107 milhões. Tamanha generosidade com a empresa-mãe tem custado caro à tecelagem. Em vez de amortizar o próprio passivo, a Santanense viu sua dívida líquida subir de R$ 138 milhões para R$ 177 milhões no ano passado. Pior: segundo o RR apurou, a empresa teria captado recursos no mercado a 160% do CDI e feito empréstimos à Coteminas cobrando 120% do CDI.

Na visão dos minoritários, é como se a Santanense tivesse virado uma espécie de agência de fomento particular da holding, à custa do próprio caixa. Para os minoritários da Santanense, a gota d ́água veio no mês passado. Em reunião realizada no dia 23 de março, o Conselho de Administração da companhia, presidido por Josué Gomes da Silva, aprovou a aquisição da Tropical Agroparticipações S/A pelo valor de R$ 175 milhões. A Tropical, cujo único ativo é uma fazenda de 31 mil hectares no Piauí, pertence ao próprio Josué e a outras empresas da família.

A companhia foi fundada há pouco mais de um ano – 25 de janeiro de 2017. No dia 28 de março, foi a vez do board da Coteminas se reunir e autorizar a venda da Tropical para a Santanense. Mais uma vez, os herdeiros de José Alencar tiraram de uma mão e passaram para a outra, “socializando” a conta com os minoritários da subsidiária. Procuradas, Coteminas, Santanense e CVM não quiseram se pronunciar.

A cifra a ser paga pela Tropical – baseada em laudo de avaliação da Mercatto Assessoria – equivale a 63% de todo o patrimônio da Santanense, em torno dos R$ 263 milhões. Os investidores se perguntam se a companhia têxtil tem sangue suficiente para sobreviver às seguidas transfusões para a holding e seus controladores. Além disso, mesmo que o seu estatuto permita a exploração de propriedades rurais, ainda não está claro para os minoritários da Santanense o que a empresa fará com a fazenda, localizada na cidade de Baixa Grande do Ribeira, mais precisamente na Subida da Serra do Mico s/no.

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09.02.18

Semente partida

A associação entre a Coteminas e a Sojitz parece viver sua última safra. Segundo o RR apurou, o grupo japonês quer se desfazer da sua participação de 43% na CGG Trading, braço dos herdeiros de José Alencar no agronegócio. Os representantes da Sojitz na administração da empresa já teriam, inclusive, retornado ao Japão. As dificuldades financeiras da CGG e os desentendimentos societários falaram mais alto.

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22.12.17

Água rasa

As propostas recebidas pela CGG Trading para a venda do seu terminal de grãos no porto de Itaqui (MA) estariam bem abaixo do valor desejado, em torno de US$ 160 milhões. Procurada, a CGG, braço da Coteminas, confirmou a venda do ativo, mas disse que não faria comentários sobre os valores por conta de acordos de confidencialidade.

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07.06.17

A lavoura de Josué Gomes da Silva

Josué Gomes da Silva, que recusou até ministérios para assumir o management da Coteminas e, mais precisamente, comandar a reestruturação da CGG Trading, começa a colher os primeiros resultados. O braço agrícola do grupo concluiu a renegociação com os bancos para o alongamento da dívida, que, segundo a empresa, gira em torno dos R$ 500 milhões. Josué e seus executivos têm ainda outra missão tão ou mais árdua do que esgrimir com banqueiros: afastar as incertezas que pairam sobre a CGG. Desde o início do ano, circulam no mercado rumores sobre a continuidade de suas atividades. Consultada pelo RR, a CGG diz que segue operando normalmente os contratos de milho para a safra de 2017 e soja, para 2018. Garante ainda ter “incrementado seu quadro de funcionários”.

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07.04.17

A estiagem da Coteminas

A Cantagalo General Grains (CGG), braço agrícola da Coteminas, está no meio de uma intrincada negociação com os bancos credores para alongar seu passivo de R$ 900 milhões. A dívida tem dificultado a captação de recursos para financiar os projetos da empresa. É por essas e outras que Josué Gomes da Silva quer se desfazer do negócio.

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04.01.17

Coteminas encontra em casa o CEO que tanto buscava

Josué Gomes da Silva reza diariamente para todos os santos do barroco mineiro agradecendo por sua candidatura a ministro do governo Dilma ou mesmo a senador pelo PMDB-MG terem se dissolvido que nem um melaço de cana. A volúpia pelas libações cívicas foi superada. Josué prefere arder no inferno que tem consumido seus dias na presidência da Coteminas. As frituras da política lhe deixaram marcas indeléveis. A empresa vem sofrendo ajuste lento e profundo.

O compromisso de Josué é honrar a memória do seu pai, José Alencar, e trazer a Coteminas de volta aos tempos triunfantes. Não há a mais remota disposição de partir para uma governança profissional. O CEO que vinha procurando sempre esteve dentro dele. O comando executivo é seu, a presidência do Conselho é sua e ele mete o bedelho nos demais cargos decisivos.

O saneamento da companhia tem sido feito com um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos. É pano para cá, retalho para lá. Não é para menos. A Coteminas deverá sangrar novamente no balanço de 2016. O prejuízo acumulado nos últimos quatro anos de perdas consecutivas superará os R$ 300 milhões, já contabilizado o resultado de 2016 – até setembro, o déficit beirou os R$ 100 milhões.

A receita de venda teve crescimento próximo de zero em relação a 2015. Josué, contudo, está de corpo inteiro na luta pelo ajuste. O número de empregados está sendo cortado em 20%, caindo para 8,5 mil funcionários; duas fábricas foram fechadas no Rio Grande do Norte e mais três deverão seguir o mesmo caminho: duas no Brasil e uma nos Estados Unidos. Das 31 unidades industriais originais da Springs Global – controlada da Coteminas – restam apenas cinco fábricas.

Consultada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar. A receita em dez anos despencou de R$ 4,7 bilhões para R$ 2,2 bilhões, com grande impacto nos resultados da Coteminas, já que a Springs responde por 90% da receita do grupo. A ampliação do número delojas da Artex e MMartan será toda feita com franquias e dos 80 pontos de venda próprios, 30 adotarão o modelo de franquia.

Por outro lado, os investimentos programados em logística, lançamento de produtos e tecnologia deverão chegar a R$ 200 milhões no ano que vem, o dobro do que foi desembolsado em 2016. Mas cuidado! Vale um alerta aos incautos. Se alguém perguntar se ele ainda pensa em procurar um CEO para a companhia, é capaz de receber um palavrão pela fuça.

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12.08.16

Maia serve um aperitivo do parlamentarismo branco

 Os principais empresários do país experimentaram as delícias de um semi-parlamentarismo, na última quarta-feira, em Brasília. O Instituto Talento, híbrido de centro de pesquisas e núcleo de articulação política dos dirigentes do setor privado, conduziu sua caravana para uma reunião histórica entre a nata do empresariado e o novo estamento pós-PT. As reuniões com Henrique Meirelles, na parte da manhã, e Michel Temer, à tarde, foram fartamente noticiadas. Pouco se falou, contudo, da reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, esta, sim, a grande surpresa do dia. Antes de colocar tintas mais vivas no episódio, é bom situar quem estava presente na comitiva do Instituto Talento, em ordem decrescente por vulcanização dos neurônios – avaliação por conta e risco do RR: Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Beto Sicupira (Ambev), Pedro Moreira Salles (Itaú -Unibanco), Pedro Passos (Natura), Carlos Jereissati (Jereissati Participações), Vicente Falconi (Consultoria Falconi) Josué Gomes da Silva (Coteminas), Edson Bueno (Dasa) e Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau). O empresário José Roberto Ermírio de Moraes deveria estar presente, mas, por motivos de agenda, deixou ficar para outra oportunidade. Sim, porque deverão ocorrer outros encontros, inclusive para evitar que este inicial se caracterize como um espasmo tão somente.  A primeira das novidades foi a transferência da reunião formal que estava prevista com Rodrigo Maia, na sala da presidência da Câmara dos Deputados, para um almoço descontraído em sua residência oficial. O que estava por vir seria ainda mais surpreendente. Maia recebeu os presentes ao lado do deputado Orlando Silva (PCdoB), ex-ministro dos Esportes de Dilma Rousseff. Exatos dois minutos após as mesuras de praxe, adentrou ao gramado o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), uma das vozes mais aguerridas contra a presidente que vai ser julgada pelo Senado Federal, mas também envolvido em caso de propina. O desfile dos líderes seguiu embalado e com intervalos curtos de chegada: André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara; Heráclito Fortes (PSB-PI); Weverton Rocha (PDT-MA); Rubem Bueno (PPS-PR); e, pasmem, Vicente Cândido (PT-SP). O líder do PT na Câmara é assim e assado com Luiz Inácio Lula da Silva. Os empresários interpretaram sua presença no evento como uma representação do próprio Lula. Mas Maia foi quem deitou e rolou.  Jorge Gerdau, o mais escolado nas práticas de Brasília, disse em bom tom que nunca viu um presidente da Câmara dos Deputados que tivesse convidado todas as lideranças partidárias para uma reunião com empresários – algumas só faltaram porque o convite foi feito de véspera. “No máximo, chamavam uma ou duas”. Não houve conversa de pé de ouvido. Todos sem exceção fizeram uma breve exposição. Os empresários foram convocados a se fazer mais presentes em debate de mérito. Estes, por sua vez, anunciaram que entendem não ser possível reduzir a carga tributária nesse cenário e defendem a preservação das políticas sociais como premissa no ajuste fiscal. O ponto mais alto: os líderes se comprometeram a apoiar todos os projetos voltados a suspender a recessão que assola o país. Depois do almoço, a sensação dos presentes era que o clima seco de Brasília tornou-se arejado, civilizadíssimo. Pelo menos por um dia. Não entrou em pauta a tão almejada revogação de direitos constitucionais em prol da eficiência e da produtividade empresarial. O resultado já estava de bom tamanho.

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