Venda de participação da Rumo sinaliza desmonte da holding Cosan - Relatório Reservado

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Venda de participação da Rumo sinaliza desmonte da holding Cosan

  • 11/03/2026
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A negociação para a venda de 30% da Rumo é interpretada no mercado como um sinal de que o próprio formato da holding Cosan está em xeque. Segundo informações filtradas pelo RR, Rubens Ometto sempre se mostrou resistente à ideia de se desfazer de ações da empresa de concessões ferroviárias, um dos elos mais rentáveis da cadeia de participações do seu conglomerado. No entanto, a realidade se impôs e Ometto vai vender alguns de seus anéis ferroviários – a Ultrapar e a Perfin Investimentos são apontadas como as candidatas ao negócio. Aos olhos dos próprios bancos credores da Cosan, a leitura é que a companhia deixou de tratar a reorganização do portfólio como ajuste pontual e passou a encará-la como revisão estrutural do grupo. A mensagem implícita ao mercado é que o grupo já não trabalha apenas para vender ativos periféricos ou participações financeiras, mas para desmontar seletivamente a arquitetura societária que construiu ao longo de anos.
O movimento ocorre sob a pressão de um balanço ainda pesado. Embora tenha reduzido a dívida líquida expandida da holding de R$ 23,5 bilhões para R$ 9,8 bilhões ao longo de 2025, a Cosan continua em processo acelerado de desalavancagem. No ano, a companhia registrou prejuízo de R$ 9,7 bilhões, impactado sobretudo pela crise da Raízen, e fechou o quarto trimestre com dívida líquida expandida de cerca de R$ 9,76 bilhões a R$ 9,8 bilhões no corporativo.

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