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O Salão do Automóvel de São Paulo reflete o cabo de guerra entre a “velha” e a “nova” indústria automobilística brasileira. De um lado, Stellantis Volkswagen, GM e congêneres e, do outro, as chinesas BYD e GWM têm buscado instrumentalizar o evento como demonstração de força e de convencimento das autoridades em relação a seus pleitos. Nas conversas reservadas, é intensa a disputa envolvendo subsídios e taxas de importação. Os chineses tentam sensibilizar o governo a rever o aumento escalonado da alíquota sobre carros elétricos, que está em 25% e irá a 35% em julho de 2026. Já as montadoras tradicionais buscam assegurar que a elevação dos tributos seja mantida – para elas, o ideal é que fossem ainda maiores. Nessa espécie de choque geracional, os asiáticos chegaram ao Salão do Automóvel dispostos a demonstrar sua ascensão tecnológica. A BYD, em especial, preparou uma ofensiva: está lançando no Brasil sua marca de luxo, a Denza, com destaque para o SUV híbrido plug-in Denza B5.
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