Empresa
A difícil missão da Grendene de acertar o passo no exterior
A Grendene dedica-se à árdua tarefa de alavancar os resultados da Grendene Global Brands (GGB), que atua na distribuição e comercialização de calçados internacionais. A empresa tem apresentado uma performance meia-sola. A ponto de Jorge Paulo Lemann, sócio da GGB desde a sua criação, em 2021, deixar esse calçado pelo caminho. No fim do ano passado, a 3G, de Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, vendeu sua participação por US$ 10,5 milhões. Não passou nem perto de pagar o investimento total feito no lançamento do negócio, superior a US$ 70 milhões. Agora, sozinha no leme, a Grendene se vê forçada a fazer novos aportes na GGB. A reestruturação deve passar também por controle de estoques. Na mais recente divulgação de resultados, em maio, a companhia informou que a GGB deve alcançar seu breakeven entre 2027 e 2028. O mercado não leva muita fé na previsão.
A GGB foi criada como vitrine global das marcas Melissa, Rider e Ipanema, mirando especialmente os mercados dos Estados Unidos e da Europa. No entanto, até agora, o investimento tem consumido margens da companhia, que viu seu lucro líquido cair quase 19% no primeiro trimestre de 2025. Analistas destacam que, sem uma virada de performance no médio prazo, a aventura internacional da Grendene pode continuar sendo mais um centro de custo do que um motor de crescimento. Procurada pelo RR, a Grendene afirmou que “desde o início da nossa gestão, temos realizado diversos ajustes com o objetivo de alcançar o breakeven da operação. Como esse ponto ainda não foi atingido, novos aportes continuam sendo necessários para sustentar a operação até que ela atinja o breakeven.”
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