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Futebol
Não tem Copa do Mundo de Clubes que faça a bola rolar nos Estados Unidos. Apesar do interesse das mídias de boa parte do mundo, o país resiste a se interessar pelo esporte bretão. O economista Maurício Dias David, que está em Washington, debruçou-se nos últimos dias sobre todos os grandes jornais norte-americanos para ver se encontrava uma cobertura mais ampla sobre a competição. Ficou perplexo. Não achou qualquer noticiário que desse destaque ao evento, além de pequenas notas. Sequer nos suplementos esportivos da grande imprensa americana (The New York Times e Washington Post). Por lá, é só futebol americano, basquete, baseball, vôlei e natação, quando muito tênis. Nem mesmo os cifrões parecem sensibilizar os norte-americanos. E olha que os números não são de se jogar fora. Segundo estimativas da Fifa, o torneio deve gerar um impacto positivo de US$ 17 bilhões para a economia local, além de outros US$ 3,3 bilhões em benefícios sociais. Ainda assim, o Tio Sam se recusa terminantemente a fazer uma embaixadinha. A ver se os norte-americanos se empolgarão com a Copa do Mundo de 2026, que deve deixar no país algo como US$ 40 bilhões em divisas.
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