06.12.17
ED. 5760

Geraldo Alckmin busca o seu próprio “Plano Real”

O governador de São Paulo e virtual candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, pretende buscar no passado o seu mote de campanha. Alckmin quer um “Plano Real” para chamar de seu. A ideia é comprar o pacote fechado: o programa junto com os economistas integrantes do governo.

Como que no túnel no tempo, veríamos de novo espalhados pelo aparelho de Estado os “pucnianos” Pedro Malan, Edmar Bacha, Pérsio Arida, Elena Landau, entre outros. Todos em versão retrô, mas com alta carga simbólica. A exceção ficaria por conta de Gustavo Franco, que não pertence mais ao time por vontade própria e se filiou ao Partido Novo. Segundo a fonte do RR, a ideia é do próprio Alckmin. Fernando Henrique Cardoso, que não dá conselho a ninguém, certamente gostaria da autoria.

Ele foi consultado e aprovou imediatamente. O Plano Real versão 2.0 complementaria o governo Temer, concluindo o ajuste das contas públicas e as reformas estruturantes, mas trazendo a agenda da produtividade, que permaneceu intocada durante todo os planos de ajuste do regime civil. Alckmin já esteve no quartel do Real 2.0, a Casa das Garças.

Foi iniciar as primeiras conversas. O think thank tucano se considera diferenciado de todas as outras instituições que produzem conhecimento, a exemplo da FGV, Insper e USP. Os “pucnianos” acham que criaram uma grife e são uma boutique. Um novo Plano Real só seria crível com a assinatura deles. Sem as garças ou marrecos, soaria como fake. Com a péssima fase que o PSDB atravessa, talvez seja mesmo uma boa iniciativa resgatar a única coisa que lhe sobrou: um passado de transformações venturosas da economia do país.

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