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23.11.17
ED. 5751

Credores da Queiroz Galvão caminham sobre uma corda bamba

Apertar de vez o cerco à Queiroz Galvão, sob o risco de empurrá-la para um indesejável processo de recuperação judicial, ou seguir preso a uma negociação que não avança? Este é o dilema que aflige os bancos credores da companhia, entre os quais destacam-se Santander, Safra, Votorantim e Credit Suisse. Quase um ano após
a contratação da consultoria Alvarez & Marsal, o processo de repactuação da dívida do grupo pouco saiu do lugar – ao contrário do passivo, que, nesse período teria rompido a barreira dos R$ 10 bilhões.

Segundo o RR apurou, outros bancos, como o Santander, cogitam seguir os passos do Votorantim e executar na Justiça seus créditos contra a Queiroz Galvão – a instituição financeira dos Ermírio de Moraes cobra em juízo o pagamento de aproximadamente R$ 440 milhões. Trata-se, no entanto, de um movimento arriscado, que pode se transformar em um tiro no pé dos espanhóis e dos demais credores. O processo de negociação da dívida da Queiroz Galvão tornou-se uma guerra de nervos. Os acionistas da companhia jogam pôquer com os credores e usam o próprio risco de uma recuperação judicial como forma de domar os bancos.

É tudo o que eles não querem. A esta altura, os credores serão os grandes derrotados caso a Queiroz Galvão mergulhe em um processo de RJ, que congelaria o pagamento de qualquer dívida sabe-se lá por quanto tempo. A situação se agrava pelas notórias dificuldades do grupo de fazer caixa com a venda de suas operações. A construtora está fora do game: praticamente sumiu do mapa, tragada pela Lava Jato.

Nos últimos meses, a empresa tentou, em vão, negociar seu parque eólico, pendurado na Queiroz Galvão Energia, por um valor aproximado de US$ 500 milhões. O ativo mais “vendável” do grupo é a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP). Segundo o RR apurou, Total e Statoil já demonstraram interesse pela companhia. Um fundo de private equity inglês também avalia o negócio.

O problema, o grande problema, é o preço. A família está pedindo algo em torno de R$ 4 bilhões pela QGEP, praticamente o dobro do valor de mercado (R$ 2,1 bilhões). Não há prêmio de controle ou qualquer outra variável que justifique a cifra. A QGEP já não tem mais o que sempre foi o seu melhor ativo – a participação no bloco BM-S-8, mais conhecido como Carcará – vendido neste ano para a própria Statoil. Do portfólio da empresa, apenas uma concessão já está em produção, o Campo de Manati, no litoral baiano. Todo o restante da sua carteira é composto por ativos ainda em fase de exploração ou desenvolvimento.

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10.11.17
ED. 5743

Disputa

Votorantim e o Itaú disputam a pole position entre as corporações com investimento em maior número de startups. Ambas estão acima de 100 projetos.

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18.09.17
ED. 5706

Votorantim avança rumo ao leilão das usinas da Cemig

O leilão das usinas da Cemig, previsto para o próximo dia 27, deverá contar com a participação de dois dos maiores conglomerados empresariais do país. A exemplo da Vale, o Votorantim pretende entrar na disputa pelas hidrelétricas que pertenciam à companhia mineira e foram retomadas pelo governo federal. Segundo o RR apurou, uma das hipóteses em estudo no grupo é buscar uma associação com a própria Cemig – não por coincidência modelo também cogitado pela mineradora.

A parceria funcionaria como um hedge, uma forma de evitar uma futura e provável contestação jurídica à venda das hidrelétricas. A participação do Votorantim na licitação é vista com bons olhos no governo por acirrar a disputa pelos ativos – o valor mínimo das quatro usinas (Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande) está fixado em R$ 11 bilhões. De quebra, crescem as chances de as geradoras permanecerem sob controle nacional – entre os principais candidatos ao leilão predominam empresas estrangeiras, como a chinesa State Power Investment Corporation, a franco-belga Engie e a espanhola Iberdrola. Aos olhos da terceira geração dos Ermírio de Moraes, o Votorantim está diante de uma oportunidade rara para se consolidar como um dos grandes grupos de geração do país com a compra de ativos amortizados e rentáveis.

Estima-se que construir quatro usinas equivalentes do zero custaria, por baixo, o valor mínimo da outorga estabelecido para o leilão. E isso sem a garantia de demanda, ao contrário do quarteto de geradoras, que tem comprador assegurado para praticamente toda a energia que produz. O que era uma operação auto-centrada, predominantemente voltada ao fornecimento de energia para as plantas industriais do próprio grupo, está se consolidando como um dos negócios mais promissores do Votorantim.

São 32 hidrelétricas e cinco térmicas, com capacidade somada próxima de 2,6 gigawatts (GW), que respondem por aproximadamente 10% do faturamento da holding, algo como R$ 3,5 bilhões por ano. A compra das usinas da Cemig colocaria a Votoratim Energia entre os três maiores grupos privados da área de geração no país, com 5,5 GW, atrás apenas da Engie e da China Three Gorges. Esse número, ressalte-se, seria ampliado em mais 600 megawatts já a partir de 2019, quando o complexo de usinas eólicas que o Votorantim está montando no Piauí atingir a produção máxima estimada – o investimento gira em torno de R$ 1,2 bilhão. Entram nesta conta ainda os 300 MW dos 11 projetos de pequenas centrais hidrelétricas em desenvolvimento no grupo.

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22.08.17
ED. 5688

Lobby do cimento

A mobilização do Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira, que tem enviado ao Cade estudos para mostrar a perda de competitividade das empresas do setor, colocou uma pulga atrás da orelha dos conselheiros do órgão antitruste. A leitura é que as cimenteiras estariam preparando o terreno para justificar alguma grande operação de M&A e a consequente concentração de mercado. Pode ser apenas uma cisma. Ou não. Não custa lembrar que, em 2014, o Cade multou Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor e cia. em R$ 3,1 bilhões por formação de cartel. E tem sido extremamente rigoroso ao analisar o impacto de fusões globais no mercado brasileiro, vide a operação Lafarge Holcim.

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10.05.17
ED. 5615

Avanço tecnológico

O Grupo Votorantim, que era tido como uma empresa antiquada, está desenvolvendo startups ou novas tecnologias em todos os seus negócios, ou seja, celulose, cimento, energia, metalurgia e financeiro.

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18.04.17
ED. 5601

Liquidez ao quadrado

A união das grifes Armínio Fraga e Ermírio de Moraes promete incomodar os grandes fabricantes de bebidas do país. O Gávea deverá injetar mais R$ 100 milhões na Natural One, empresa de bebidas de Ricardo Ermírio de Moraes, um dos herdeiros do Votorantim. A gestora comprou recentemente 49,9% da companhia. A Natural One confirmou a negociação, mas não quis falar de valores.

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03.04.17
ED. 5591

Um contencioso de alta voltagem

O governo entrou em rota de colisão com grandes grupos industriais intensivos em energia elétrica. Votorantim, Gerdau, Suzano e ArcelorMittal, entre outras, pressionam o Ministério de Minas e Energia a, ao menos, reduzir o repasse para o consumidor final do reajuste das tarifas realizado para viabilizar o pagamento da RBSE (Rede Básica do Sistema Existente), uma espécie de indenização paga às empresas de transmissão. Segundo estimativas preliminares da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriai de Energia (Abrace), o novo reajuste vai representar um aumento médio de 20% a 30% para a indústria. A tendência é que a Abrace leve o caso à Justiça caso as tratativas com o governo fracassem. O pagamento da RBSE foi uma exigência dos investidores da área de transmissão de energia para aderirem ao plano de renovação antecipada das concessões. No entanto, os grandes consumidores industriais alegam que a indenização não tem fundamento, uma vez que as licenças de transmissão nunca expiraram. Por esta razão, o reembolso de bens não depreciados não teria amparo legal.

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05.01.17
ED. 5532

Votorantim e Santander lideram um pelotão eólico

Os ventos estão empurrando a Votorantim, o Santander e os fundos de pensão canadenses Ontario Teacher’s Pension Plan e Public Sector Pension Investment Board em direção à geração de energia eólica. Em tratativas guardadas a sete chaves, o quarteto discute a criação da segunda maior empresa do setor – abaixo apenas da CPFL Renováveis – com ativos de R$3 bilhões e nove parques eólicos no Nordeste. A fonte do RR, próxima de um dos investidores, informou que as gestões começaram no mês passado.

A iniciativa teria partido da família Ermírio de Moraes, interessada em diversificar a carteira de ativos da Votorantim Energia, quase que integralmente concentrada em hidroeletricidade. Procurado, o Grupo Votorantim nega as negociações. Está feito o registro. A Cubico Sustainable Investments, que concentra os ativos de energia eólica do Santander e dos fundos canadenses, não se pronunciou. A nova empresa tem previsão de uma capacidade instalada da ordem de 821 MW – 615 MW referentes às usinas da Cubico e o restante, da Votorantim.

O plano é que os projetos estejam todos operacionais no mais tardar em 2019. Os acionistas prometem colocar o pé no acelerador para atingir uma produção equivalente a 10% da geração de energia eólica do Brasil. A proposta dos Ermírio de Moraes é dividir o controle da nova empresa com a Cubico. O grupo brasileiro aportaria capital, além dos sete parques eólicos no Nordeste.

A associação dos pesos-pesados desata um nó da estratégia da Votorantim: o aumento da escala de geração de energia eólica sem a responsabilidade do investimento total nas usinas. Os planos dessa “empresa vendaval” somente estariam começando com a fusão. Votorantim e Cubico selariam a associação com o compromisso de investir R$ 3 bilhões em novas usinas eólicas.

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25.08.16
ED. 5441

Bola dividida

 A simplificação da estrutura da Votorantim, com a incorporação do braço de participações pela VID, da área industrial, não encerrou os conflitos entre integrantes dos Ermírio de Moraes no conselho de administração. Antonio Ermírio de Moraes Filho tem defendido novas incorporações, como a unidade de sucos e a venda de ativos. Na outra ponta, está José Ermírio de Moraes Neto. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Votorantim.

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23.08.16
ED. 5439

Cimento fresco

 Os Ermírio de Moraes vão decidir até outubro se levam adiante o projeto de construção de uma fábrica da Votorantim Cimentos na Bolívia. Hoje, segundo fonte próxima ao grupo, está bem mais para o “não”. Consultada, a empresa confirma o empreendimento. O que já está certo é que a recém-inaugurada planta de Primavera (PA) vai operar apenas com metade da capacidade até 2017.

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27.07.16
ED. 5420

Ordem dos fatores

 A venda do banco argentino Patagônia pode esperar um pouco mais. Neste momento, a prioridade do Banco do Brasil é a negociação da participação no Votorantim. A direção do BB está convicta de que os resultados positivos da instituição são passageiros. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BB.

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17.03.16
ED. 5329

Cimento fresco

 A tailandesa Siam City Cement surge como candidata à compra de cimenteiras no Brasil. Na mira, os ativos que a dupla Lafarge e Holcim terá de vender por determinação do Cade. A Siam City fatura por ano US$ 15 bilhões. Para efeito de comparação, dá umas quatro Votorantim Cimentos.

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29.01.16
ED. 5298

Chairman

  Oscar Bernardes Neto, ex-presidente da Bunge, assumiu no fim de 2015 uma vaga no conselho de administração da Votorantim e já se prepara para ser o chairman. Raul Calfat, ocupante do cargo, não está dentro do figurino de independência que os Ermírio de Moraes pretendem adotar para o grupo. O executivo é unha e carne com a família. A Votorantim não confirma a mudança. Resta saber quanto tempo Oscar Neto resistirá a se tornar um “novo Calfat”, vergado à pressão dos Ermírio de Moraes no conselho.

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27.01.16
ED. 5296

Juros e mora

 A decisão da Votorantim de paralisar, a partir de fevereiro, a produção de níquel em Niquelândia (GO) e São Miguel Paulista esteve para ser anunciada duas vezes durante o ano de 2015. Mas os Ermírio de Moraes preferiram adiar a medida, na expectativa de uma recuperação do preço do metal, que não veio. Resultado: R$ 800 milhões a mais de prejuízo no balanço da Votorantim.

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07.12.15
ED. 5263

JBS desmoraliza o “impeachment” do BNDES

 O processo de “impeachment” da JBS está fadado a morrer por inanição de argumentos. O conglomerado de empresas construído com o apoio do BNDES vai fechar o ano com um faturamento superior a R$ 180 bilhões e entra em 2016 como candidato a liderar o mais furioso processo de consolidação multissetorial do país. A recente aquisição da Alpargatas não deve ser vista como fato isolado. A J&F vai avançar em sua estratégia de diversificação. Entre os alvos estão construção pesada, agronegócio, energia e  celulose, segmento em que o grupo já atua por meio da Eldorado. Neste caso, todos os caminhos apontam para a fusão da empresa com a Fibria, da Votorantim – a operação de M&A mais decantada e aguardada no setor.  Os grupos de interesse que fazem oposição ao BNDES sempre apostaram no “impeachment” da JBS como uma ponte para  o“impedimento” do próprio banco. Mas não há Eduardo Cunha capaz de se contrapor a fatos e números tão superlativos. Principal negócio da J&F, o frigorífico vai romper neste ano a barreira dos R$ 165 bilhões em faturamento, 37% a mais do que em 2014, consolidando-se como a maior empresa privada do país. A dimensão destas cifras se estende à balança comercial. Ao fim deste ano, a JBS responderá por mais de 40% das exportações brasileiras de carne bovina, que deverão somar US$ 6bilhões. Em um exercício meramente hipotético, mantidas as respectivas taxas médias de crescimento nos últimos quatro anos, até 2020 a JBS superaria a própria Petrobras, tornandose o maior faturamento do Brasil entre as companhias não financeiras. Ressalte-se que esta é uma projeção extremamente conservadora, uma vezque, na ponta do lápis, a estatal promete um encolhimento para os próximos anos. Ou seja: a ultrapassagem pode vir antes.  Na área técnica do BNDES, há quem diga que o Brasil estaria em outro patamar se a cada dez operações de financiamento do banco houvesse uma JBS. Poucos negócios na história da instituição se revelaram tão lucrativos. Em 2007, quando o BNDES fez seu primeiro aportenna companhia, a ação estava em torno de R$ 7. Em setembro deste ano, a cotação atingiu seu maior patamar histórico – R$ 17,20. Se, nesse momento, a agência de fomento eventualmente tivesse vendido em mercado toda a sua posição na JBS, realizaria um ganho superior a R$ 6 bilhões. A J&F talvez seja hoje o que existe no Brasil de mais próximo dos chaebols, os grandes conglomerados industriais sulcoreanos, com negócios nos mais variados setores, formados a partir de uma empresamãe. O BNDES está indissociavelmente ligado à gênese deste cavalo vencedor. Em 2007, a JBS era um frigorífico com umareceita de R$ 4 bilhões por ano. Hoje, todos os negócios da J&F faturam essa soma a cada oitodias. O financiamento do banco à JBS teve um efeito multiplicador ao permitir que o grupo aumentasse seu nível de alavancagem para investir em outras áreas. À época, além da produção de carne bovina, a família Batista tinha apenas um negócio mais relevante, a Flora, fabricante de produtos de higiene e limpeza. De lá para cá, entrou nos setores de laticínios, celulose, financeiro, calçadista e até mesmo em mídia, com a aquisição do Canal Rural. Essa miríade de empresas soma 270 mil postos de trabalho – 150 mil no Brasil. A incorporação da Fibria aumentaria esse efetivo em 15 mil funcionários. O “impeachment” da JBS ou do BNDES seria também o“impeachment” dessa gente.

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10.11.15
ED. 5244

CPFL é uma luz que pisca no painel da Votorantim

 Essa é uma história que poderia ser contada em uma mansão em Londres, na Egerton Street, em South Kensington, ou no Metropolitan Office, localizado na Rua Amauri, em plena capital paulista. Por enquanto, uma cortina pesada impede a mensuração do quantum de desejo que distorce o delineamento da realidade. Mas o enredo ultrapassou com sobras a tênue fronteira com a ficção. De um lado, três herdeiras, praticamente anglófilas, empenhadas em se desvencilhar da crueza dos fatos e preservar o mundo encantado em que vivem, nem que isso custe o desmantelamento de um dos maiores conglomerados empresariais do país; do outro, um clã bandeirante, amante da atividade fabril, sem nenhum rapapé, que se vê diante do desafio de reinventar um potentado da indústria nacional. Os caminhos das acionistas da Camargo Corrêa – as irmãs Renata de Camargo Nascimento, Regina Camargo Pires Oliveira Dias e Rosana Camargo de Arruda Botelho – e dos Ermírio de Moraes parecem fadados a se cruzar mais uma vez. O ponto de encontro é o provável retorno da Votorantim à CPFL , de onde saiu em 2009.  As hipóteses discutidas passam pela venda de parte ou mesmo da totalidade das ações da Camargo Corrêa, dona de 23,6% da CPFL. Tomando-se como base o valor de mercado da empresa, em torno de R$ 15,8 bilhões, esta fatia do capital estaria precificada em R$ 3,7 bilhões – cifra que não leva em consideração um eventual prêmio de controle. Em junho, a posição de caixa da Votorantim Industrial era de R$ 7,5 bilhões. Consultada, a Camargo Corrêa negou a venda da CPFL. Já a Votorantim não quis se pronunciar. O retorno à CPFL daria uma nova configuração à Votorantim, que se tornaria a maior empresa privada de geração do país, superando a Tractebel . Os Ermírio de Moraes teriam praticamente sua própria Belo Monte. A dobradinha CPFL/ Votorantim soma uma capacidade superior a 9,5 mil MW, não muito distante dos 11 mil MW da maior hidrelétrica da Amazônia. A dupla reúne mais de 30 hidrelétricas, 50 PCHs, 33 parques eólicos, além de usinas de biomassa e térmicas, isso contabilizando-se apenas os projetos já em operação.  Um negócio que começou movido pela necessidade da Votorantim de suprir suas próprias plantas industriais transformouse em um dos mais rentáveis do conglomerado. Neste ano, a participação da Votorantim Energia no Ebitda do grupo subiu de 6% para 10%. Em 2013, a empresa tinha apenas 24 contratos de venda de energia para terceiros. Hoje, são mais de 200. Caso a compra da CPFL se concretize, a área de energia passará a ser a maior operação da Votorantim, deixando para trás a emblemática divisão de cimento. Para efeito de comparação, no ano passado a CPFL teve receita de R$ 17 bilhões. Já o braço cimenteiro da Votorantim faturou R$ 13 bilhões.  E as distintas senhoras da Camargo Corrêa? Para as herdeiras de Sebastião Camargo, a alienação da CPFL seria apenas um passo a mais no processo de desmanche do grupo. A Alpargatas está à venda, a empreiteira, assim como os elefantes, caminha lentamente para o vale da morte, e nem mesmo a atividade cimenteira estaria de todo livre. No limite, as três irmãs fecham mais esta porta e qualquer outra que leve a cômodos indesejados. A prioridade é uma só: esquecer o passado e deixar que o crepúsculo da vida avance amena e mansamente. Uma das dádivas da aristocracia.

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03.11.15
ED. 5239

Renuka promete uma colher de açúcar para os credores

  O que era para ser o fim de uma história triste ganhou um capítulo extra com a disposição da indiana Shree Renuka de negociar um aporte de capital na Renuka do Brasil. Trata-se de um sinal de boa vontade em um momento decisivo da companhia, que teve aceito o seu pedido de recuperação judicial em 5 de outubro. A empresa terá de apresentar um plano de pagamento das dívidas de R$ 3,3 bilhões e com 70% de seu passivo em moeda estrangeira. Os credores, entre eles Santander, Banco do Brasil, Votorantim e Itaú, agradecem e apostam que a sinalização positiva deverá facilitar bastante o processo. O aporte de capital terá um peso maior nas tratativas com os bancos do que a suspensão das cobranças de débitos e a obrigatoriedade de apresentação de uma solução para as dívidas, premissas da recuperação judicial. O aporte permite ainda a retomada das negociações para a entrada de um investidor. Fonte ligada ao escritório Dias Carneiro Advogados, que assessora juridicamente o grupo indiano, informou ao RR que o plano de recuperação judicial será apresentado no início de dezembro. A capitalização – conduzida pelo empresário Narenda Murkumbi e a trading asiática Wilmar International, controladores da Shree Renuka – deverá ser realizada no mesmo período.  Seja qual for o caminho escolhido, a Shree Renuka tem de correr com a solução, pois a situação financeira e operacional da subsidiária brasileira vem se deteriorando rapidamente. Os recursos em caixa mal seriam suficientes para cobrir os custos fixos até dezembro. A sucroalcooleira estaria atrasando o pagamento de salários. Ao mesmo tempo, suas quatro usinas no país estariam operando de maneira irregular. O motivo seriam as dificuldades de a Shree Renuka obter matéria-prima. Produtores de cana-de-açúcar estariam se negando a fornecer o insumo enquanto a companhia não quitar antigos débitos. Segundo o RR apurou, a empresa cogita desativar temporariamente uma de suas plantas industriais no Brasil como forma de reduzir os custos operacionais e os prejuízos. Somente as duas usinas paulistas torram por mês quase R$ 60 milhões. A Shree Renuka nega o aumento de capital, assim como os atrasos de pagamento e o fechamento de usinas.  A agonia financeira da Shree Renuka é resultado de uma tempestade perfeita. O grupo indiano acumula equívocos de gestão, altos investimentos de baixo retorno, queda do consumo e dos preços do etanol e intempéries climáticas. Faltava apenas uma chicotada do câmbio. Não falta mais.

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19.10.15
ED. 5229

Baixa voltagem

  A CBA, produtora de alumínio da Votorantim, teria oferecido à Alcoa sua participação de 15% na hidrelétrica gaúcha Barra Grande. Procurada, a CBA não confirmou a venda.

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O iminente avanço de empreiteiras chinesas no Brasil é parte de uma operação ainda mais abrangente. A grande marcha sobre o setor de construção pesada prevê também o desembarque no país de algumas das maiores cimenteiras do mundo – no âmbito dos acordos bilaterais assinados entre os governos Dilma Rousseff e Li Keqiang em maio deste ano. A ponta de lança deste projeto é a Citic, braço de investimentos do governo chinês, um potentado com mais de US$ 700 bilhões em ativos. Discretamente, o grupo já montou um pequeno cluster na indústria cimenteira no Brasil. Uniu-se à paranaense Companhia Vale do Ribeira para a construção de uma fábrica na cidade de Adrianópolis, um investimento da ordem de US$ 150 milhões. Trata-se apenas de um embrião, a proxy de um projeto de ocupação do mercado brasileiro que se consumaria com a associação entre a Citic e grandes fabricantes de cimento chineses para a compra de ativos no país. A fila seria puxada pela China National Building Material (CNBM). Até o ano passado, o grupo era o maior produtor mundial do insumo, com 350 milhões de toneladas por ano, mas perdeu o posto após a fusão entre a Holcim e a Lafarge. Outro nome dado como certo é o da Anhui Conch, quarto lugar no ranking global do setor, com capacidade instalada de 215 milhões de toneladas. O momento não poderia ser mais propício para a investida dos asiáticos – noves fora as recentes ranhuras diplomáticas entre os dois países por conta da demora do governo brasileiro em reconhecer a China como economia de mercado. Sobram atrativos para as cimenteiras chinesas: o Brasil está baratinho; todos os segmentos ligados à área de construção no país enfrentam um momento extremamente complicado, seja por aspectos jurídicos, regulatórios ou mesmo pela conjuntura econômica; e, para completar, o que não falta na prateleira é ativo. No caso da indústria cimenteira, o Cade é o principal responsável pela superoferta. Para que sua fusão fosse aprovada no país, a dobradinha Lafarge/Holcim comprometeu-se a vender quase um terço de sua capacidade instalada – algo em torno de 3,6 milhões de toneladas. Por sua vez, Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor, Itabira e Itambé , todas condenadas pelo órgão antitruste por formação de cartel, terão de se desfazer de até 20% da sua produção. No caso da Camargo Corrêa, a decisão do Cade nem seria necessária. A disposição vendedora dos herdeiros de Sebastião Camargo vai muito além do percentual imposto pelo conselho de defesa da concorrência. O grupo já iniciou o processo de venda de ativos na área de concreto. Dependendo da oferta, a Camargo Corrêa entrega o controle da InterCement porteira fechada. Seria uma oportunidade de ouro para um grande grupo chinês desembarcar no Brasil assumindo, logo na partida, a segunda posição no ranking do setor, com uma produção de quase 13 milhões de toneladas por ano.

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08.10.15
ED. 5223

Profilaxia

Em junho, a Votorantim Cimentos antecipou o pagamento de 500 milhões de euros em dívidas que venceriam apenas em 2022. Acertou em cheio. De lá para cá, o câmbio acumula alta de 30%.

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07.10.15
ED. 5222

Sustentável

A Votorantim Metais encontrou duas importantes minas de bauxita no Pará. A novidade é que a companhia estuda a utilização de biomassa para a produção de alumínio, em vez de energia térmica ou hidrelétrica.

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12.05.15
ED. 5118

Votorantim

Formalmente, Walter Dissinger continua a  frente da operação global da Votorantim Cimentos (VC). No entanto, terá de dividir parte do seu poder com Marcus Akermann, conselheiro da VC, que deverá assumir os negócios da companhia na Europa, africa e asia.

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22.04.15
ED. 5105

Votorantim

O Votorantim deverá fechar sua fábrica de cimento em Rondônia. A produção na Região Norte ficaria concentrada nas duas unidades do Pará, nas cidades de Barcarena e Primavera. A medida, ressalte- se, não estaria relacionada a  sanção imposta pelo Cade no processo por formação de cartel. É corte de custo mesmo. Oficialmente, a Votorantim nega o fechamento da unidade.

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08.04.15
ED. 5096

Votorantim

Os Ermírio de Moraes, que andam meio apagadinhos, têm planos de investir no setor de saneamento. A Votorantim estuda montar uma empresa de participações em parceria com outros grandes grupos privados. Guardadas as devidas proporções, seria uma espécie de “VBC da agua”.

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19.02.15
ED. 5063

Alguns sócios do BTG andam preocupados com a exposição do banco

Alguns sócios do BTG andam preocupados com a exposição do banco a riscos maiores. Do jeito que vai, acaba sendo o Votorantim a comprar o BTG e não o contrário, como estava escrito no zodíaco.

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16.10.13
ED. 4757

Esteves 1

A investida do BTG Pactual sobre o Banco Votorantim, desejo antigo de André Esteves – ver RR edição nº 4.374 -, esbarrou na tentativa do banqueiro de dar uma de João-sem-braço. Esteves, vejam só, quis pagar pelo Votorantim como se os prejuízos históricos da instituição já não tivessem sido contabilizados.

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 Relembrando Drummond: André Esteves assessorou Eike Batista, que tem como um de seus grandes financiadores o Santander, que foi buscar no Banco Votorantim garantias para os empréstimos ao Grupo X, que também deve, e muito, a  Caixa Econômica, que é sócia de Esteves no PanAmericano… Mundo pequeno, não?

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