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20.10.17
ED. 5729

Promessas para 2018

Em teleconferência com analistas no Chile há cerca de dez dias, os dirigentes do Cencosud se esforçaram em dissipar os rumores sobre a venda de ativos no Brasil. Na mão contrária, o grupo varejista acena com uma “mini reformulação” do seu modelo de negócios no país em 2018, baseada na conversão de várias lojas de bairro da bandeira Bretas para o conceito atacadista. Outra medida a caminho: até 2019 todas as bandeiras do Cencosud no Brasil vão vender pela internet.

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30.08.17
ED. 5694

Maus resultados pesam sobre a direção do Cencosud

O chileno Cristian Gutierrez Maurer, que comanda o Cencosud no Brasil, está se tornando um “hombre invisible” – título de um dos poemas do compatriota Pablo Neruda. Seus próprios pares de diretoria já não conseguem mais enxergá-lo no cargo a partir de janeiro. A mudança na gestão seria mais uma tentativa do grupo varejista chileno de frear a deterioração dos seus resultados no Brasil. Com os números do último trimestre – queda de 72% do lucro e de 30% no Ebitda –, o grupo varejista caminha para fechar 2017 como o pior ano desde a sua chegada ao país, em 2007. Consultada, a Cencosud nega a “troca de comando no Brasil, pois entende que os resultados foram fortemente influenciados pelos cenários macroeconômico e político”.

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07.08.17
ED. 5677

Onde há fumaça…

Uma fonte do RR que conhece o Cencosud pelo avesso garante que os chilenos planejam se livrar do Supermercados Bretas, uma de suas bandeiras no Brasil. Já estariam até arrumando a casa para isso: nas últimas duas semanas, por exemplo, quatro lojas da rede cerraram suas portas – duas em Minas Gerais e duas em Goiás. Procurado pelo RR, o Cencosud confirmou o fechamento dos pontos de venda, mas assegurou que o Bretas não será negociado.

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24.07.17
ED. 5667

Carrefour monta sua lista de compras pós-IPO

O IPO do Carrefour deverá desencadear uma movimentação das placas tectônicas do varejo brasileiro. A injeção de recursos associada à depreciação dos ativos forma a combinação perfeita para o grupo liderar um novo ciclo de
consolidação do setor. Aos olhos dos próprios franceses, há dois cavalos encilhados passando à sua frente: o Cencosud e o Makro.

Ambos têm em comum os maus resultados e a dificuldade de posicionamento no mercado brasileiro, fatores que parecem empurrá-los gradativamente para a porta de saída do país. A escolha da montaria ficaria por conta da estratégia de expansão dos franceses no Brasil. A compra dos ativos do chileno Cencosud daria ao Carrefour à possibilidade de ampliar sua atuação no varejo convencional e fortalecer sua presença em regiões
chave, especialmente Minas Gerais e no Rio de Janeiro – neste último, os franceses mantêm apenas cinco
lojas. Por sua vez, a eventual aquisição do Makro consolidaria o Atacadão como a grande operação de atacarejo do país, com um faturamento próximo dos R$ 40 bilhões, mais do que o dobro da receita do maior concorrente, o Assaí (R$ 15 bilhões).

Procurado, o Carrefour não comentou o assunto. Por sua vez, Makro e Cencosud negaram sua
saída do país. Está feito o registro. O que ambas não podem negar são as suas dificuldades no Brasil. Os dois grupos vêm em uma espiral de reestruturações, trocas de comando, ajustes no modelo de operação, sem conseguir converter tanto esforço e energia em rentabilidade. No caso dos holandeses, os prejuízos acumulados nos últimos três anos chegam à marca de R$ 100 milhões. O Cencosud teve um lucro de R$ 35 milhões em 2016, nada que apague a perda de R$ 550 milhões registrada no ano anterior.

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08.03.17
ED. 5573

Cencosud põe a rede Prezunic na gôndola

Os dois maiores grupos varejistas do Chile trilham caminhos opostos no Brasil. No momento em que a Falabella disputa a aquisição da ViaVarejo, o Cencosud, seu grande rival, estaria preparando a venda de uma de suas bandeiras no país: o Prezunic, cadeia de supermercados com 31 lojas no Rio de Janeiro. Segundo o RR apurou, a Goldman Sachs já teria sido contratada para conduzir a operação. A rede carioca estaria avaliada em aproximadamente US$ 500 milhões.

A recente estratégia de converter alguns dos pontos de venda para o modelo atacarejo, com a bandeira Prezunic Desconto, não tem rendido os resultados esperados. Pelo contrário. Teria ocorrido aumento dos custos operacionais e redução das margens. Além disso, a rede sofre na disputa direta com seus grandes concorrentes regionais, a exemplo do Guanabara e do Mundial, que mantêm políticas de preço extremamente agressivas. Procurado pelo RR, o Cencosud nega a venda do Prezunic.

O que não dá para negar são os maus resultados e a queda da participação da operação brasileira nos negócios do grupo. Em 2011, o Brasil representava 32% de todo o faturamento da companhia. Em 2016, esse número chegou a 23%. Projeções internas indicam que este índice deve beirar os 20% ao longo deste ano. No ano passado, a receita consolida no país caiu 5,3%.

A margem Ebitda recuou 48%. A família Paulmann, controladora do Cencosud, já não consegue mais explicar aos demais acionistas as razões para as seguidas perdas no Brasil – país onde o grupo desembolsou cerca de R$ 4 bilhões em investimentos. No balanço do terceiro trimestre do ano passado, a culpa foi da Olimpíada, que dificultou o acesso às lojas do Prezunic no Rio de Janeiro. No relatório anual de 2016, os maus resultados foram atribuídos “à moratória do Rio e de Minas Gerais”.

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19.12.16
ED. 5519

Legado olímpico

É, no mínimo, curiosa a justificativa dada pelo Cencosud a seus minoritários no Chile para a queda de 8%, no terceiro trimestre, do faturamento do Prezunic – uma de suas maiores bandeiras varejistas no Brasil: a Olimpíada. Segundo os chilenos, o evento teria dificultado o acesso dos consumidores às lojas da rede no Rio. De repente…

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25.04.16
ED. 5354

Writeoff

 Com todo o sigilo que o assunto exige, a chilena Cencosud estuda uma nova baixa contábil de seus ativos no Brasil. Procurada, a companhia nega o writeoff. Não custa lembrar que, no ano passado, a rede varejista reconheceu em balanço uma perda de US$ 167 milhões referente à operação brasileira.

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30.10.15
ED. 5238

Carrefour embala primeira aquisição da “Era Abilio Diniz”

 Os planos de Abilio Diniz de liderar um processo de consolidação no varejo brasileiro por meio do Carrefour começam a sair do papel. O grupo negocia com a chilena Cencosud a compra dos supermercados Prezunic, do Rio de Janeiro. São 31 lojas, com faturamento anual próximo dos R$ 3,5 bilhões. A empresa estaria avaliada em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, algo em torno de US$ 280 milhões – abaixo, portanto, dos US$ 380 milhões que os chilenos pagaram à família Cunha, fundadora da rede varejista, há quatro anos. Entre os próprios funcionários do Prezunic, a venda para o Carrefour é tratada como favas contadas. Há vários sinais de que a casa já está sendo arrumada para a chegada do novo morador. Nas últimas semanas, os chilenos teriam feito várias demissões na rede varejista. Boa parte das lojas entrou em reforma, com mudanças de layout e troca de equipamentos. Além disso, em quase todas as unidades haveria um alto índice de ruptura, leia-se falta de mercadorias – um indicativo de que a Cencosud teria interrompido a reposição de estoques, algo comum no varejo quando uma rede está prestes a ser passada à frente. Consultado pelo RR, o grupo nega a venda do Prezunic.  Em termos de receita, o Prezunic, isoladamente, pouco ajudará o Carrefour a reduzir a distância para o Pão de Açúcar – hoje na casa dos R$ 30 bilhões, se acrescido o faturamento da ViaVarejo. No entanto, o negócio tem forte valor simbólico, seja por quem compra, seja por quem vende. No caso do Carrefour, a operação confirmará o que se espera do grupo desde a chegada de Abilio Diniz, isso para não falar do fortalecimento do grupo no Rio de Janeiro. Atualmente, os franceses têm apenas 12 lojas no estado. Curiosamente, o Prezunic teria o mesmo destino de outras três redes de supermercados fundadas pela mesma família Cunha – Dallas, Continente e Rainha –, todas compradas pelo Carrefour no fim dos anos 90.  Do outro lado, a venda do Prezunic despejará ainda mais combustível nas especulações em torno do próprio futuro da Cencosud no Brasil. A negociação pode ser interpretada como uma última tentativa dos chilenos de reequilibrar sua operação no país antes de partir para a solução radical: a saída em definitivo do mercado brasileiro, este, sim, um movimento com maior potencial de impacto sobre o ranking do setor. Ao todo, o grupo chileno fatura cerca de R$ 10 bilhões no país.

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16.10.15
ED. 5228

Katia Abreu sai em busca de mercado para o leite brasileiro

 Katia Abreu tornou-se “garota-propaganda” da indústria láctea nacional. A ministra da Agricultura iniciou uma cruzada para vender o leite e derivados made in Brazil e aumentar o peso destes produtos na pauta de exportações. Trata-se de um dos raros segmentos da cadeia do agronegócio em que o país acumula seguidos déficits comerciais. Com seu habitual estilo trator, na linha do “me dá aqui que eu faço”, Katia chamou para a si a responsabilidade de bater à porta dos grandes compradores mundiais de lácteos, leia-se as maiores empresas varejistas do mundo. Recentemente, conversou com Jorge Paulo Lemann, a quem solicitou, sem rodeios, que a rede de restaurantes Burger King aumentasse a compra de leite produzido no Brasil. É só o início. Segundo o RR apurou, a via láctea de Katia Abreu incluirá também encontros com dirigentes dos grandes conglomerados de varejo internacionais presentes no país, como Carrefour, Casino, Walmart e Cencosud, com o objetivo de sensibilizar estes grupos a elevar as importações de lácteos junto à indústria brasileira.  Há seis anos, não sobra nem um restinho de requeijão no fundo da balança comercial. Nesse período, o saldo entre as exportações e importações de lácteos acumulou um resultado negativo de quase US$ 2 bilhões. Em 2014, é bem verdade, o país registrou o menor déficit do período (US$ 101 milhões). No entanto, tudo indica que o número voltará a subir neste ano – no primeiro semestre, as importações superaram as exportações em US$ 60 milhões.  Katia Abreu está convicta de que o problema não será resolvido distribuindo caquinhos de verba do ministério para os laticínios nacionais montarem estandes em feiras no exterior. Para ela, o país terá realmente de arrancar mercado na unha, sensibilizando grandes compradores das mais variadas latitudes. Por se tratar de um mercado de escalas colossais, qualquer gota a mais no copo faz diferença. Em um exercício meramente hipotético, se cada uma das 11 mil lojas do Walmart em todo o mundo vender por dia uma caixinha a mais de leite brasileiro, ao fim do ano isso representará mais de quatro milhões de litros, ou o equivalente a quase 3% do déficit comercial do setor no ano passado.

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10.09.15
ED. 5203

Cencosud mira a porta de saída do Brasil

A baixa contábil de US$ 167 milhões anunciada na semana passada foi a penúltima gota d’água no copo da Cencosud no Brasil. O presidente do grupo no país, Cristián Gutierrez Maurer, terá não mais do que seis meses para colocar o negócio nos trilhos e provar que a opera- ção da rede varejista é viável. Este é o prazo que separa a Cencosud da porta de saída do mercado brasileiro. A permanência dependerá do êxito das medidas que serão colocadas em prática nesse período. Segundo o RR apurou, o grupo deverá fechar entre 30 e 40 lojas – algo em torno de 15% dos pontos de venda no Brasil. As três maiores bandeiras – G. Barbosa, Bretas e Prezunic – seriam as mais atingidas. No Chile, há uma crescente pressão por parte de fundos minoritários da Cencosud para que o grupo se desfaça dos ativos no Brasil. Nos últimos seis anos, a companhia gastou US$ 5 bilhões na aquisição de redes varejistas na América do Sul. Entre todos os países, a subsidiária brasileira seria a única a operar sistematicamente no vermelho. Os resultados estão quase sempre aquém da performance do setor. No segundo trimestre, o varejo de alimentos recuou 2%, ao passo que a receita da Cencosud caiu 5,3%. No topo do ranking, nada mudaria com a eventual saída da Cencosud: os R$ 10 bilhões de receita da rede chilena não seriam o bastante para o Carrefour sequer encostar no Casino /Pão de Açúcar. Mas seriam o suficiente, por exemplo, para o Walmart ultrapassar o próprio Carrefour e assumir a vice-liderança do setor

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