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planos
12.01.18
ED. 5785

Sangue, suor e lágrimas

Desde maio, quando assumiu formalmente as operações da Brasil Kirin no Brasil, a Heineken já teria decepado cerca de 10% das despesas operacionais da empresa. E é só o começo da navalhada. Para o paladar dos holandeses, a japonesa Kirin deixou uma estrutura de custos excessivamente pesada.

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15.09.17
ED. 5705

Velha Schin

A Heineken vai ter de suar hectolitros para colocar a antiga Brasil Kirin nos eixos. As marcas compradas do grupo japonês, encabeçadas pela Schin, acumularam entre janeiro e agosto uma queda de vendas superior a 20%. Podia ser pior. No segundo trimestre, especificamente, a retração passou dos 35%.

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19.07.17
ED. 5664

Desconstrução

A Heineken está promovendo um bota-abaixo na operação da antiga Brasil Kirin. Além da fábrica de Gravataí (RS), o plano dos holandeses prevê o fechamento de mais de três unidades – a primeira delas deverá ser a de Horizonte (CE). A Heineken se livra de máquinas, concreto e também de gente. Já demitiu 18 executivos da Brasil Kirin.

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05.04.17
ED. 5593

AmBev segura preço com rédea curta

Nada como a concorrência. Segundo relatório recém-elaborado pelo Bradesco, ao longo de 2016 a AmBev reajustou seus preços em apenas 1%. O índice ficou abaixou do aumento promovido pela Heineken (2%) – ambos bem inferiores à inflação de 2016 (6,29%). Como se não bastasse este confronto direto, que ganhou mais levedura com a venda da Brasil Kirin para os holandeses, a empresa de Jorge Paulo Lemann está segurando seus preços na tentativa de recuperar o terreno perdido em 2016. No ano passado, a AmBev amargou uma redução das vendas de 6,6% e uma queda de market share de 67,5% para 66,3%. Parte do mercado que deixou pelo caminho foi absorvida pela própria Brasil Kirin, que aumentou o volume de cerveja comercializado em 1,3%. Vale lembrar que cada pontinho percentual perdido representa mais de R$ 800 milhões de receita anual que escorrem pelo ralo.

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09.03.17
ED. 5574

Heineken sobe a temperatura do mercado cervejeiro

A aquisição da Brasil Kirin é o ponto de partida do grande projeto de expansão da Heineken no mercado brasileiro, que passa por expressivos investimentos em distribuição, expansão da rede de re-venda e consolidação de ativos. A companhia adotará uma estratégia de marketing mais agressiva, focada nos pontos de venda, com o intuito de disputar espaço consumidor a consumidor. Não é para menos: cada ponto a mais de market share no setor significa uma receita anual próxima dos R$ 800 milhões.

No entanto, para matar a sede dos holandeses no mercado brasileiro só mesmo com novas aquisições. Neste caso, todos os caminhos apontam na direção da Petrópolis. A companhia é vista como uma presa enfraquecida por uma conjunção de fatores. Habituada a disputar a vice-liderança do setor, a fabricante da Itaipava ficou em uma posição difícil. Com aproximadamente 13% de share, viu a Heineken abrir uma boa distância ao saltar de 9% para 17%. Outro ingrediente nessa levedura é a Lava Jato.

O avanço das investigações sobre Walter Faria e a Petrópolis fragiliza a companhia e pressiona o empresário a deixar o negócio. Ressalte-se que os problemas fiscais de Faria vão muito além da Lava Jato. Uma eventual aquisição da Petrópolis pela Heineken criaria uma circunstância até pouco tempo inimaginável, com o surgimento de um concorrente capaz de arranhar a condição de quase monopolista da Ambev.

Até porque a cervejeira de Jorge Paulo Lemann e cia. tem contribuído para esse cenário com seus próprios erros estratégicos. Há sete anos, segundo a Nielsen, a Ambev dominava 70% das vendas de cerveja no Brasil. De lá para cá, seu market share caiu para 66%. Há controvérsias. De acordo com os dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, sua participação não passa de 58%. No caso de compra da Petrópolis, a Heineken passaria a ser uma “Meia Ambev”, com 30% do mercado.

A Ambev corre sério risco de ver essa diferença cair ainda mais caso não resolva problemas crônicos. Segundo relatório do analista Carlos Laboy, do HSBC Securities, divulgado no dia 2 de março, a “estratégia de marketing adotada pela companhia nos últimos anos fracassou no sentido de convencer os consumidores sobre o valor e a diferença das marcas”. Na sua avaliação, a “empresa se recusa a admitir as falhas mercadológicas, se limitando a classificar a situação como temporária”.

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07.03.17
ED. 5572

Uma cerveja que vale ouro

Há apenas quatro meses no cargo, a vice-presidente de marketing da Pepsico no Brasil, Daniela Cachich, tem sido intensamente cortejada por head hunters. De onde vêm os caçadores? No setor, há quem diga que a AmBev pagaria o que fosse para ter a executiva que até outubro do ano passado comandava toda a estratégia de vendas da Heineken no Brasil. Ainda mais agora que os holandeses compraram a Brasil Kirin.

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24.02.17
ED. 5568

Água mineral não é com a Heineken

A Heineken já bateu o martelo: vai vender a operação de água mineral da Brasil Kirin, um negócio que não representa nem 10% do faturamento da companhia e passa longe do core business dos cervejeiros holandeses.

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09.01.17
ED. 5534

Petrópolis busca seu prêmio de consolação

A Petrópolis vem mantendo conversações para a compra da cervejaria Cerpa, do Pará, controlada pela família Seibel. A empresa está avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. A investida da Petrópolis é uma reação, ainda que mais modesta, à iminente venda da Brasil Kirin para a Heineken – conforme antecipou o RR na edição de 24 de agosto do ano passado. Caso a operação se confirme, os holandeses vão assumir a vice-liderança do mercado cervejeiro nacional, tomando o lugar da empresa de Walter Faria.

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13.12.16
ED. 5515

Crescer para vender

A Brasil Kirin segue com a arrumação da casa para a negociação do controle. A ordem entre os nipônicos é ampliar as vendas de bebidas não alcoólicas, que têm apresentado resultados melhores do que cerveja. Segundo fonte muito próxima do grupo, a Brasil Kirin já teria feito uma oferta pela cearense Ducoco, segunda maior do setor de água de coco, com 15% de participação. Procurada, a cervejeira limitou- se a registrar que mantém uma parceria operacional com a Ducoco, mas não se pronunciou sobre a negociação. Já a Ducoco disse “desconhecer a operação”.

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 O ex-governador de Sergipe Albano Franco negocia a recompra da cervejaria Nobel, vendida em 2007 para a então Schincariol, hoje Brasil Kirin. A empresa, que tem uma fábrica em Pernambuco, está avaliada em aproximadamente R$ 200 milhões. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Albano Franco e Brasil Kirin

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24.08.16
ED. 5440

Brasil Kirin escorre do copo da Petrópolis

 Walter Faria, do Grupo Petrópolis, não perdeu tempo. Conclamou o bravo ragazzo Gino de Domenico para preparar uma oferta de compra da Brasil Kirin. A missão é tentar impedir o que já é visto no mercado como inevitável: a venda da fabricante nipônica para a Heineken. Domenico conhece muito bem a cervejeira de Itu (SP) – foi presidente de 2012 até 2015. A essa altura conta menos o legado deixado pelo executivo na Brasil Kirin, o pior da história da empresa nipoituense. A Kirin pegou a rebarba. Desde 1949, quando foi listada na Bolsa de Tóquio, não reporta um prejuízo anual. Em 2015, o grupo estreou suas contas no vermelho devido às perdas no Brasil. A função do executivo é revelar os números que muitas vezes se escondem no balanço. Consultada, a Petrópolis negou a contratação de Domenico, mas nada declarou sobre a oferta de compra. Conforme informações filtradas da própria empresa pelo RR, a proposta de aquisição deverá ser feita este mês.  O aparecimento da Heineken derrubou os planos de Faria. Ele negociava a compra das fábricas da Brasil Kirin de Horizonte, no Ceará, e de Alexânia, em Goiás. Apostava que dessa forma sugaria aos poucos os ativos e teria a faca e o queijo para levar o restante. Ele terá de mudar a estratégia, pois enfrentará uma multinacional com caixa para comprar tudo e ainda tirar da Petrópolis o segundo lugar no ranking. Heineken e Brasil Kirin terão juntas 18% de participação, contra 13% da Petrópolis.

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02.08.16
ED. 5424

Briga doméstica

 Não bastassem os intermináveis problemas financeiros e operacionais da Brasil Kirin, o grupo ainda encontra tempo para arrumar mais complicações. A diretoria da ex-Schin decidiu que vai assumir boa parte da distribuição de bebidas no país, no lugar dos distribuidores terceirizados. Já há uma legião de parceiros empunhando suas katanas.

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28.06.16
ED. 5399

Fundo do copo

 A Brasil Kirin decidiu enterrar aos poucos a marca de cerveja Devassa. De lambuja, deverá passar adiante a rede de cervejarias com o mesmo nome, presente em 14 estados do país. O primeiro passo já foi dado com o fim da versão popular da Devassa, chamada de Bem Loura.

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25.05.16
ED. 5376

Cerveja quente

 Após vender a fábrica de Cachoeiras do Macacu (RJ) para a AmBev, a Brasil Kirin está colocando mais dois ativos sobre o balcão: as unidades de Caxias (MA) e Igarassu (PE). No ano passado, não custa lembrar, a cervejeira fez uma baixa contábil de quase R$ 4 bilhões. É por essas e outras que muitos no mercado apostam que os japoneses estão arrumando a casa para deixar o Brasil. A seguinte empresa não comentou o assunto: Brasil Kirin.

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 No momento em que a Brasil Kirin perde mercado e a Petrópolis cai no copo de Sergio Moro, a alemã Paulaner tenta ganhar espaço no mercado brasileiro. A estratégia da cervejeira passa pela abertura de quiosques em shoppings nas principais capitais do país.

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04.04.16
ED. 5340

Brasil Kirin

 Nos três primeiros meses do ano, o faturamento da Brasil Kirin despencou quase 20% em relação a igual período de 2015. No ano passado, a cervejeira já teve de engolir a seco uma baixa contábil de R$ 3,8 bilhões. É por essas e outras que muitos no mercado apostam que os dias dos japoneses no Brasil estão contados. Procurada pelo RR, a Brasil Kirin não comentou o assunto.

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16.03.16
ED. 5328

Walter Faria prepara o trono para a filha

  Na segunda maior cervejeira do país, a palavra “sucessão” ainda é pronunciada com extrema cautela, quase aos sussurros – mesmo porque são muitas as leveduras que podem interferir na fermentação deste processo. No entanto, salta aos olhos dos executivos da companhia a rápida ascensão de Giulia Faria, filha de Walter Faria, no comando do Grupo Petrópolis. Em um espaço de tempo razoavelmente curto, a empresária de 24 anos teria ampliado seu raio de ação na gestão dos negócios, ainda que, em alguns casos, dividindo espaço com outros diretores ou com o próprio pai. Antes restrita à área de marketing, onde deu seus primeiros passos na Petrópolis há pouco mais de dois anos – hoje, todas as campanhas publicitárias passam pelo seu crivo –, Giulia estaria à frente dos planos de expansão da empresa em novos segmentos, notadamente o de cerveja premium. Walter Faria também a teria encarregado de buscar novas marcas no exterior, sobretudo nos Estados Unidos. Se o objetivo do empresário é submeter a filha a uma espécie de vestibular de gestão, deu-lhe uma prova na qual executivos bem mais experientes já fracassaram. A Petrópolis praticamente inexiste no segmento de cervejas premium, no qual a empresa acumula alguns fracassos. O mais recente foi a tentativa de uma parceria com a SABMiller para engarrafar marcas da companhia no país. No meio do caminho, a cervejaria sul-africana foi comprada pela AmBev e as negociações viraram espuma.  Gradativamente, Walter Faria também teria dividido com a herdeira a responsabilidade de capitanear a expansão territorial da Petrópolis, com foco no mercado nordestino. Ao lado do pai, Giulia Faria vem participando das negociações com prefeitos na escolha do local que abrigará a terceira fábrica da empresa na região – o Ceará é o candidato mais forte. Em dois anos, a cervejaria instalou suas duas primeiras unidades industriais no Nordeste, uma em Alagoinhas (BA) e outra em Itapissuma (PE). Aquele é um pedaço do mapa estratégico para o grupo: no ano passado, a empresa teve um crescimento na região superior a sua performance no restante do país. Em pouco mais de um ano, pulou de 9% para 15% de share, tomando mercado principalmente da Brasil Kirin.  Procurada, a Petrópolis nega que exista qualquer processo de sucessão em curso. Afirma também que Giulia segue circunscrita ao marketing. Talvez o marketing tenha engolido outras áreas da empresa, o que explicaria a constante presença da executiva em reuniões das quais não costumava participar, com distribuidores, bancos e possíveis parceiros. A escalada de Giulia Faria na gestão da Petrópolis suscita diferentes interpretações mesmo entre privilegiados espectadores do processo. Há quem diga que tudo acontece dentro do tempo natural das coisas, de acordo com os planos e o ritmo traçados por Walter Faria. Neste caso, sequer passaria pela cabeça do empresário deixar a linha de frente da gestão, mesmo porque a Petrópolis tem suas sutilezas e particularidades – caso, por exemplo, das relações comerciais com os distribuidores, um caminho cheio de atalhos e trilhas que só o patriarca sabe percorrer. Para outros, no entanto, tudo se deu de forma rápida demais. É como se Walter Faria tivesse a firme preocupação de acelerar o ciclo de maturação da herdeira, antevendo um tempo, neste momento de ciladas mil para o empresariado brasileiro, em que ele próprio possa não estar pessoalmente à frente dos negócios.

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28.01.16
ED. 5297

Água sem gás

 A Brasil Kirin procura um comprador para a sua divisão de água mineral, reunida na marca Água Schin. Procurada pelo RR, a empresa negou a venda, mas o que se diz na empresa é que ela está com a garganta seca.

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07.12.15
ED. 5263

Copo duplo

 Empenhada em impulsionar sua presença no Nordeste, a CBBP, dona da cerveja Proibida, tem interesse na fábrica da Brasil Kirin em Alagoinhas (BA). A unidade funciona em marcha lenta e, recentemente, cerca de 200 funcionários foram demitidos. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: CBBP

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22.05.15
ED. 5126

Brasil Kirin

Sempre que se debruçam sobre o seu mapa de negócios no país, os japoneses da Brasil Kirin apontam para a cidade de Caxias (MA) e se perguntam: “Será mesmo que ainda precisamos daquela fábrica?” A tal fábrica opera com quase 40% de ociosidade. Formalmente, a Brasil Kirin nega a desativação da fábrica.

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16.04.15
ED. 5102

Cerveja com coco

O “acordo de distribuição” entre a Brasil Kirin, dona da Schincariol, e a Ducoco é um namoro que já nasceu com casamento marcado. Segundo uma fonte sentada a  mesa de negociações, os japoneses teriam assegurado uma opção de compra da fabricante de água de coco cearense. Oficialmente, a Brasil Kirin nega a intenção de adquirir o capital da Ducoco.

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27.01.15
ED. 5049

Cerveja no balcão

A Brasil Kirin tem planos de se desfazer da rede de cervejarias Devassa. As vendas da marca crescem a um ritmo abaixo das expectativas do grupo nipônico. Oficialmente, a Brasil Kirin nega a operação.

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