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Seja Tarcísio Freitas, seja Fernando Haddad, o próximo governador de São Paulo terá de administrar uma demanda reprimida das maiores concessionárias de rodovias do estado. CCR, Arteris e Ecorodovias pleiteiam, desde já, um aumento adicional do pedágio no primeiro semestre de 2023. Nas contas das companhias, seria necessário um reajuste entre 8% e 10%. Trata-se de um assunto que vai exigir do novo governador paulista jogo de cintura. A autorização para o aumento seria um cartão de visitas dos mais impopulares logo no início de mandato.
Por outro lado, as companhias têm amargado seguidos prejuízos e querem compensações, sob risco de incapacidade de cumprir investimentos. Procuradas, CCR, Arteris e Ecorodovias não se manifestaram. O próximo governador herdará ainda o recente histórico de desgaste entre as empresas e o atual titular do Palácio dos Bandeirantes, Rodrigo Garcia. No primeiro semestre, Garcia suspendeu novos reajustes de tarifas.
Depois, comprometeu-se a autorizar um aumento ainda neste ano, mas, até o momento, não há qualquer definição sobre a data e se, e fato, o reajuste será consumado. Há ainda uma promessa de pagamento de uma indenização de R$ 400 milhões às concessionárias como contrapartida a perdas decorrentes do congelamento das tarifas. Mesmo que o dinheiro saia – neste ou no próximo governo – o entendimento das companhias é que a conta não fecha devido à disparada dos preços de insumos como asfalto e cimento.
Circulam no mercado rumores sobre a forte insatisfação dos investidores com a governança do fundo Captalys Orion, da Captalys. Os boatos ganharam corpo após as notícias de que cotistas do Captalys Orion fizeram solicitações de resgate de cerca de 75% do patrimônio líquido. Diante da delicadeza do assunto, o RR consultou a Captalys. A empresa afirmou que o “fundo e seus investimentos são administrados por instituições financeiras reguladas pelo Banco Central do Brasil, sendo estes responsáveis pelo provisionamento dos ativos, todos com o mais alto padrão de integridade, diligência e compliance. O fundo e todos seus investimentos são auditados por empresas independentes de primeira linha, e também passam por auditoria de conformidade pelo PwC.” Disse ainda que o “Captalys Orion é um fundo de crédito high yield voltado para investidores institucionais experientes que fazem diligências próprias e profundas no fundo e sua carteira.” A newsletter procurou também a CVM. Perguntada se há algum processo em andamento relacionado ao Captalys Orion, a autarquia afirmou que “não comenta casos específicos”. Ficam os devidos registros, de parte a parte.
Há um forte buchicho no mercado de que a Lojas Marisa está em busca de um sócio ou mesmo de um novo controlador. No ano passado, a Americanas chegou a abrir tratativas para a aquisição da rede varejista, mas as conversas não avançaram. Os rumores foram combustível para a alta das ações da Marisa, que chegaram a subir 15% na semana passada.
A IG4 Capital, maior acionista da Iguá Saneamento, fechou a captação de seu terceiro fundo de private equity. A cifra bateu nos US$ 500 milhões.
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Parte desses recursos estaria reservada para financiar a fusão da própria Iguá com outra holding do setor de saneamento
A chinesa Schineray iniciou estudos para instalar uma fábrica de motocicletas elétricas na Zona Franca de Manaus. Seguirá, assim, a trilha da conterrânea Horwin, que se uniu a investidores brasileiros em Manaus.
O governador reeleito do Mato Grosso, Mauro Mendes, bateu à porta da Caixa Econômica e do Banco do Brasil em busca de um acordo para a renegociação das dívidas da Rota do Oeste, operadora da BR-163. Em conversa com o RR, o governo mato-grossense confirmou as tratativas com os dois bancos federais. O passivo da empresa junto ao BB e à CEF soma R$ 458 milhões. O governador Mauro Mendes aposta na proximidade com o presidente Jair Bolsonaro para fechar a repactuação das dívidas ainda neste ano. O acordo é de suma importância para o governo do estado, que está assumindo a concessão da BR-163, por meio da MTPar. Na semana passada, o TCU deu o sinal verde para a transferência da Rota da Oeste, leia-se Odebrecht Transport (OTP), ao estado pelo valor simbólico de R$ 1. No pacote, o governo herdará uma dívida de quase R$ 2 bilhões. Mendes, ressalte-se, já prometeu investimentos de aproximadamente R$ 1,2 bilhão na rodovia
A Bajaj Hindusthan, uma das maiores produtoras de açúcar da Índia, está garimpando usinas no Brasil. Talvez seja o caso de bater na porta de uma conterrânea, que enfrenta um período amargo no mercado brasileiro. Dona de duas usinas no país, a Renuka entrou em recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 800 milhões.
Os formuladores do programa econômico de Tarcísio Freitas – à frente economista Samuel Kinoshita, ex-assessor de Paulo Guedes – defendem que o candidato faça uma declaração mais firme sobre a intenção de privatizar a Sabesp. Seria música para os ouvidos do mercado. Desde a passagem de Freitas para o segundo turno das eleições, a ação da empresa de saneamento já acumula uma alta de 16%.
O próprio Lula tem conduzido as conversas com o “companheiro” Paulinho da Força em busca do apoio do Solidariedade à candidatura de Fernando Haddad. No primeiro turno, o partido fez uma salada: Lula na Presidência e Rodrigo Garcia no governo de São Paulo.
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Por falar em aliança para o segundo turno: a campanha de Lula negocia com Rodrigo Maia uma declaração de apoio ao petista. Maia acaba de deixar a Secretaria de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo por discordar da aliança do governador Rodrigo Garcia com Jair Bolsonaro.
Segundo informações filtradas do TSE, a Corte vai manter para as eleições municipais de 2024 a unificação do horário de votação, testada neste ano. Ou seja: todos os estados, mesmo aqueles com fuso distinto, vão votar simultaneamente. A experiência agilizou consideravelmente a apuração, um “ativo” que Alexandre de Moraes, presidente do TSE, pretende capitalizar ao máximo. Só falta Jair Bolsonaro questionar isso também.
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