Buscar
O governo de Minas pretende recorrer da decisão do Tribunal de Contas do Estado, que suspendeu a venda de participações societárias e imóveis da Codemge. A equipe de Romeu Zema alega que o Executivo tem poder para vender os ativos sem precisar de autorização da Assembleia Legislativa, na mão contrária do entendimento do Tribunal de Contas. Entre outros negócios, a decisão do TCE paralisou a venda das participações da Codemge em dois fundos, o Biotec, de biotecnologia, e o Aerotec, que investe em empresas da indústria aeroespacial.
André Esteves pretende ou não comprar o Credit Suisse? Essa era a pergunta feita ontem por executivos do próprio BTG. A crise do banco helvético reavivou um antigo sonho de Esteves: colocar os dois pés na Suíça e ter uma operação bancária de abrangência global. Há alguns caminhos para o negócio, uns mais curtos outros mais longos. A hipótese de compra de ações em bolsa seria a menos provável, uma vez que levaria um certo tempo para o BTG montar uma posição relevante. Outra possibilidade, essa com maior chance de êxito, seria o banco de André Esteves entrar aportando capital no Credit Suisse, em um voo solo ou ao lado de eventuais parceiros. De acordo com a Bloomberg, Abu Dhabi e Arábia Saudita estudam fazer uma injeção de recursos na instituição suíça por meio de seus respectivos soberanos, Mubadala e o Public Investment Fund (PIF). Procurados pelo RR, o BTG e o Credit Suisse não quiseram se manifestar.
O Credit Suisse precisa de um aporte no curtíssimo prazo. O banco tem hoje um rombo de capital da ordem de US$ 4,5 bilhões. Um relatório da Goldman Sachs aponta que, no ritmo atual, esse buraco pode chegar a US$ 8 bilhões em 2024, devido ao momento de “geração de capital mínima”. Para ganhar tempo, o Credit Suisse estuda se desfazer de participações acionárias, como uma fatia no Six Group, que administra a bolsa de valores de Zurique, 8,6% da gestora espanhola Allfunds e uma joint venture com a American Express, conforme publicou o Financial Times.
O Credit Suisse soma cerca de US$ 700 bilhões em ativos totais, ou algo em torno de R$ 3,9 trilhões. O BTG, por sua vez, tem pouco mais de R$ 450 bilhões em ativos totais. Dito assim, pode soar como uma mordida grande demais para a embocadura do banco brasileiro. No entanto, não obstante esses números, é importante ressaltar que o Credit Suisse não é mais aquele e vive um momento de notória vulnerabilidade, que se reflete na atual discrepância entre o valor de mercado das duas instituições. Desde o início do ano, com o agravamento dos rumores sobre a sua situação financeira, o banco suíço perdeu mais 50% do seu market cap. Hoje, tomando-se como base a cotação em bolsa, o Credit Suisse vale apenas meio BTG – no fechamento de ontem, o banco brasileiro estava avaliado em quase R$ 125 bilhões. Mais do que isso: hoje, o Credit Suisse é tido como um banco à beira do precipício.
Não é de hoje que André Esteves acalenta o desejo de iniciar uma saga helvética. Pouco após recomprar o velho Pactual do UBS, em 2009, tentou adquirir o controle do próprio banco suíço. Passados 13 anos, e alguns percalços pelo caminho, o BTG encontra-se em um momento de notória prosperidade. Entre março e junho deste ano, registrou os maiores resultados trimestrais da sua história. O lucro de R$ 2,1 bilhões foi 26% superior ao registrado em igual período em 2021., A receita, por sua vez, subiu 19,7% no mesmo intervalo, chegando a R$ 4,5 bilhões. Entre junho de 2021 e junho deste ano, o volume de ativos de terceiros sob gestão subiu de R$ 880 bilhões para aproximadamente R$ 1,1 trilhão.
A eventual compra do Credit Suisse faria jus à ousadia e à competência de André Esteves que o caracterizam desde os primeiros passos no velho Pactual. Ao mesmo tempo, a entrada na Europa diferenciaria o BTG do movimento de outros bancos brasileiros que miram notadamente a América Latina e a aquisição de instituições de menor porte. O Credit Suisse é um dos mais míticos bancos de investimento do mundo. Fundado em 1856, carrega um capital humano de alta qualificação, tem uma vasta capilaridade e é um brand que consta em qualquer lista do top ten do setor. É um dos líderes globais do cobiçado segmento de gestão de fortunas.
A Andrade Gutierrez pretende se desfazer da sua fatia acionária na usina de Santo Antônio em até seis meses. A informação, segundo o RR apurou, tem sido compartilhada pelos próprios executivos da empreiteira com bancos credores. Após a saída do capital da CCR, trata-se da última participação societária com alguma relevância que resta à companhia para fazer caixa. Por meio da SAAG, a Andrade Gutierrez detém cerca 5% da hidrelétrica. Recentemente, a empreiteira entrou em recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida de US$ 440 milhões.
Os mefistofélicos assessores de Jair Bolsonaro estão sugerindo que, na entrevista de hoje ao SBT, o presidente convide Lula publicamente, em rede nacional, para assumir o “Ministério da Picanha e Cerveja”. Bolsonaro usaria o chiste para desafiar o petista a dar um jeito das famílias brasileiras terem acesso a carne e bebida prometidas.
Além da pressão para que a Polícia Federal avance contra os institutos de pesquisa – ver RR de 19 de outubro -, a interferência de Jair Bolsonaro na corporação tem outro alvo. Bolsonaro cobra a transferência do delegado Fábio Alvarez Shor. Seria uma forma de esvaziar as investigações contra os empresários suspeitos de defender um golpe de estado em mensagens de WhatsApp. Entre eles figuram José Issac Peres, da Mutiplan, Meyer Nigri, da Tecnisa, e Afrânio Barreira Filho, do Coco Bambu, todos apoiadores figadais de Bolsonaro.
O programa de recompra de ações da Oncoclínicas, aprovado em julho, ainda está longe de atingir seu objetivo: devolver o preço do papel ao patamar mais alto do ano, em torno de R$ 10. A ação vem sendo negociada na casa dos R$ 7. Desde o IPO, em agosto de 2021, a Oncoclínicas só murchou na bolsa. Seu valor de mercado despencou de R$9 bilhões para R$ 3,5 bilhões.
O Victoria Square, fundo de venture de capital do Canadá, está garimpando startups da área de educação no Brasil.
O RR apurou que uma dívida de R$ 20 milhões do PROS com a Justiça Eleitoral foi fator determinante para a sua incorporação pelo Solidariedade. Se o “M&A” partidário se desse pelo modelo de fusão, como pensado originalmente, a nova sigla teria de assumir o débito, hipótese que acabou rechaçada pelas lideranças do Solidariedade. Nessa circunstância, os dirigentes do antigo PROS terão de responder pelo passivo junto à Justiça Eleitoral.
Informação filtrada do ONS: a estimativa é que a produção de energia eólica no Brasil atinja o pico de 17 mil MW até o fim do ano – próximo da capacidade instalada no país (22 mil MW). O recorde até o momento foi registrado no sábado passado, com geração média nacional de 15,7 mil MW.
Há um forte burburinho no PDT que Ciro Gomes está apenas aguardando o segundo turno para anunciar sua desfiliação do partido. Antes que o PDT se “desfilie” de Ciro.
Todos os direitos reservados 1966-2026.