Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Eike tem muito a ensinar sobre o que deve e não deve ser feito

18/01/2023
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Eike Batista vai montar uma escola de negócios. O empresário atualmente faz coaching para um bando de jovens. A ideia é ingressar no mercado de cursos para executivos, inaugurando escolas em várias capitais. Eike acha que o seu nome é o maior atrativo do empreendimento.

#Eike Batista

Como se já não faltasse fertilizante no Brasil

18/01/2023
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A estatal Yacimientos de Lítio Bolivianos está atrasando a entrega de cloreto de potássio no Brasil, o que já começa a impactar no agronegócio. No Centro-Oeste, por exemplo, segundo o RR apurou, há pedidos com mais de 60 dias de espera. A demora na entrega do fertilizante ainda seria uma consequência das “greves cívicas” que ocorreram na Bolívia, sobretudo na região de Santa Cruz de la Sierra, no ano passado. A estatal não informa aos clientes quando o problema estará regularizado, o que tem provocado uma corrida dos agricultores à outras fontes de abastecimento. Até o fechamento desta edição a companhia não respondeu aos questionamentos do RR. 

#Yacimientos

O milagre dos peixes vem da China

18/01/2023
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O fim da restrição ao embarque de produtos pesqueiros perecíveis para a China, que acaba de ser tomada, vai impulsionar a cadeia da produção de peixes no Brasil. Em 2021, o setor alcançou receita da ordem de R$ 8 bilhões e o número do ano passado está sendo finalizado. As medidas de limitação foram decorrentes da pandemia de Covid-19 naquele país. A tilápia, que tem o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo, deve ser uma das espécies mais favorecidas. O grande desafio para alavancar as exportações é o frete dos produtos refrigerados, que se mantém elevado.

#China

Ibama quer voar em dezenas de projetos de energia eólica

18/01/2023
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O Ibama recebeu até o momento cerca de 70 projetos para geração de energia eólica offshore. Juntos, representam 176,5G W a mais no sistema interligado nacional – quando em atividade. No momento, as empresas interessadas preenchem no órgão a Ficha de Caracterização de Atividade, etapa inicial para o licenciamento obrigatório. O instituto também já criou um termo de referência para balizar os estudos ambientais, porém, não há previsão de quando começará a emissão das autorizações. Isso porque a Aneel precisa regular as eólicas offshore, diretrizes que incluem a realização das concorrências das áreas e os modelos de cessão planejada ou independente. Consultada, a agência informou que vai tratar do assunto este ano, mas sem precisar quando.

#Aneel #Ibama

Mais um juiz federal no encalço de Lula

18/01/2023
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No meio dos ataques antidemocráticos, o governo Lula ainda tem de administrar um engasgo diplomático. Segundo o RR apurou, o ministro da Justiça, Flavio Dino, solicitou ao Itamaraty que faça uma representação formal ao Ministério das Relações Exteriores da Argentina contra o juiz federal Alfredo López. No último dia 8, em meio aos atos criminosos em Brasília, o magistrado argentino escreveu em sua conta no Twitter que se tratava de um “levante popular contra o comunista e ladrão Lula”. López é notório na Argentina por suas posições conservadoras. Em junho de 2021, por exemplo, causou polêmica ao ordenar a suspensão da lei que liberou o aborto no país. 

#Flavio Dino #Lula #Ministério das Relações Exteriores

Jorge Vianna quer aumentar a rede internacional da Apex

18/01/2023
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Em conversas com empresários do setor de exportação, o novo presidente da ApexBrasil, o ex-governador Jorge Vianna, tem alardeado a meta de duplicar o número de representações da entidade no exterior. Hoje, são nove escritórios. Os focos principais de Vianna são a Europa e a China, onde a ApexBrasil tem ao todo quatro agências. 

#ApexBrasil

Fundação Zerrener teme que a cerveja da Ambev fique choca devido as estrepolias de Lemann e seus associados

17/01/2023
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O estado de abalo no ecossistema empresarial criado pelo trio Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles avança trepidante. Agora quem tem mostrado tensão nas reuniões internas é a Fundação Zerrener, antigamente vinculada à Companhia Antártica Paulista, que, posteriormente, já sob os auspícios de Lemann, viria a se fundir com a Brahma, constituindo a Ambev. Pois bem, a Fundação Zerrener, também chamada de Fundação Ambev,  possui 10% das ações da cervejeira. Os episódios de compliance duvidoso nas empresas do trio (Garantia, ALL, Kraft e Americanas), no decorrer da história, deixaram dúvidas inevitáveis se as mesmas práticas não poderiam estar sendo usadas em outras companhias de Lemann e seu grupo. 

A Ambev seria uma dessas galinhas gordas que poderiam estar sendo depenadas há muitos anos, a exemplo das Americanas. A cervejeira já valeu ouro. Há cerca de pouco mais de década, o ADR chegou perto de US$ 10; hoje na bolsa estava cotado a US$ 2,70. Uma fantástica destruição de valor para quem se anunciava como um Midas. Certamente não era esse case de gestão que Lemann e sua turma queriam ensinar na Eleva, empresa de ensino já vendida pelo trio, cuja proposta era uma educação de excelência para a formação de futuros homens públicos e empresários. Mas a Eleva é um capítulo passado. No momento é a Fundação Zerrener que se contorce em interrogações com o risco que cerca seu principal patrimônio  a instituição também é dona de 3% da Itaúsa. 

Lemann sempre teve um escudeiro na companhia, o conselheiro e co-presidente do Conselho de Administração, Victorio De Marchi. Reza a lenda que foi De Marchi, então diretor-presidente da Antártica, o maior articulador, junto aos funcionários da empresa, da fusão, com pele de aquisição, entre a Brahma e a Antártica. Consta também que De Marchi tem conversado internamente sobre o assunto com os ares de quem já deixou para trás o papel de escudeiro dos “Lemann Brothers”. Talvez surja algum escriba para produzir um livro sobre a “A solidão da queda”, um derivado do que foi feito com Eike Batista. Mas, de qualquer forma, é melhor não subestimar a frieza e capacidade do trio em dar a volta por cima. Afinal, como tem sido demonstrado, auditoria independente, Conselhos de Administração e Fiscal, xerife do mercado de capitais, agências de rating e bancos que ficam escarafunchando as empresas para avaliar a compra das suas ações, no Brasil, são facilmente dribláveis. Que o digam os sócios de referência.

#Ambev #Carlos Alberto Sicupira #Jorge Paulo Lemann #Marcel Telles

“Calmante” de Haddad para a Faria Lima é apenas o começo

17/01/2023
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou o “primeiro plano” para o equilíbrio das contas públicas, mas o mercado prosseguiu se descabelando porque queria mais e mais cortes de gastos públicos. Aliás, como sempre. Parece não ter entendido que virão mais medidas em breve, tanto de redução de despesas quanto de aumento da receita, além de uma reforma tributária. Segundo apurou o RR, Haddad apresentou apenas um antidistônico fiscal rápido, para amainar a ansiedade da Faria Lima. Falta muito. 

A redução de despesa será qualitativa e não apenas quantitativa, o chamado “corte burro”, quando se aplica um percentual generalizado sobre todos os gastos. As despesas são diferentes. Mas vai ter cortes de gastos e eles serão pelo menos do mesmo tamanho ou próximos dos R$ 50 bilhões como o ministro anunciou. Por outro lado, estuda-se os impostos diferenciados, algo inspirado em Paulo Guedes, que queria mais tributos sobre bebida, cigarros, alimentos, produtos açucarados e, o mais polêmico, sobre commodities. Haddad ainda não cavou fundo no baú de incentivos fiscais. Ali tem mais de R$ 300 bilhões, com subsídios inaceitáveis, tais como a construção de iates e compra de jatinhos. Vai chegar dinheiro também das concessões que o ex-ministro Tarcísio de Freitas fez acontecer e deixou de presente. E vão ter as novas concessões do atual governo. 

O projeto do ministro é criar um superávit estrutural de no mínimo R$ 20 bilhões. Foi mais ou menos o que ocorreu no governo Lula 1. Por enquanto sonha em conseguir um resultado primário que chegue perto do déficit de R$ 200 bilhões herdados do falso governo fiscalista de Jair Bolsonaro. É difícil.  Está mais para narrativa do que um discurso fundamentado. Haddad ficará feliz se o primário for negativo em R$ 100 bilhões neste primeiro ano do governo Lula. Mas pode surpreender. Há bastante tempo ainda para caçar recursos, inclusive receitas extraordinárias provindas do exterior, a exemplo do Fundo da Noruega. Melhor mesmo, contudo, é apostar em 2024, quando o governo terá condições plenas de mostrar a que veio na área fiscal.

#Fernando Haddad #Ministério da Fazenda #Paulo Guedes #Tarcísio de Freitas

Mais Credit Suisse nas Americanas?

17/01/2023
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Se procurar acha. Era esse o rumor que corria ontem no mercado sobre a relação entre a 3G Capital e o Credit Suisse nos negócios do private equity de Jorge Paulo Lemann e seus acólitos, Beto Sicupira e Marcel Telles. O boato pode ser uma operação dos credores das Americanas para fragilizar o trio e assim conseguir uma mordida maior em cima da 3G. Como se sabe, o banco não anda muito bem das pernas. No momento, a associação é ruim para ambos. De qualquer forma, é impossível não verificar que o namoro entre os “suíços” – Lemann também é de origem helvética – existe e vem de muito tempo.

Tudo pode ser coincidência, mas o Credit Suisse já chegou a deter mais de 5% das ações ordinárias das Americanas – até o fechamento desta edição, o RR não conseguiu levantar qual a posição acionária atual do banco. Fato é que nunca esteve longe. Foi ele o escolhido pelo trio para estruturar a operação de aumento de capital das Americanas. À época o follow on teria como objetivo levantar recursos – quem diria – para a realização de aquisições. O banco suiço sempre avaliou as Americanas como se fosse uma joia. E foi quem salvou Lemann com a compra do Banco Garantia, que estava com a língua de fora.

Em um determinado momento chegou mesmo a ser cogitado que o trio voltaria ao setor bancário comprando o Credit Suisse, que já ia de mal a pior. O banco ganhou fama de negligente após tomar prejuízos bilionários com as empresas Archegos e Greensil. Em 2022, teve uma saída líquida de US$ 88 bilhões em ativos e investimentos nele depositados. Quase quebrou. A informação de que haveria mais de Credit Suisse nas Americanas, através da triangulação de fundos envolvendo as duas empresas, chegou ao mercado no final da tarde. O RR registra tão somente.

#Beto Sicupira #Jorge Paulo Lemann #Lojas Americanas #Marcel Telles

Governo Lula planeja acionar Steve Bannon na Justiça

17/01/2023
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O governo brasileiro pretende processar na Justiça norte-americana o ideólogo, estrategista e guru da extrema direita, Steve Bannon. Conversações já estão sendo realizadas pela área de relações externas do governo Lula com o Departamento de Estado norte-americano. O GSI, comandado pelo general Gonçalves Dias, também participa dos entendimentos, buscando colaboração do FBI para rastreamento das comunicações de Bannon com Bolsonaro, seus filhos e bolsonaristas de proa. O estrategista estaria por trás da rede de blogs internacionais responsável pela produção maciça de fake news sobre o episódio de vandalismo em Brasília. O “noticiário” das mídias de Bannon subverte os fatos. As “informações” são de que o governo brasileiro está fazendo prisões em massa à margem da Justiça, criando campos de concentração, cerceando a liberdade de ir e vir e manipulando e censurando a imprensa.   

Bannon, como se sabe, foi condenado por desacato ao Congresso dos Estados Unidos. O “bruxo” foi uma espécie de eminência parda de Donald Trump, responsável, entre outras traquinagens, pela criação da rede trumpista na internet. No auge do governo Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente, era o responsável pelos contatos e aconselhamento estratégico com Bannon e o falecido filósofo Olavo de Carvalho. O “03” organizou, inclusive, um jantar de Bolsonaro, em Washington, com sua cúpula estratégica internacional, digamos assim, juntando Olavo e Bannon.  O evento teve, propositalmente, uma publicidade ampla.   

Steve Bannon nomina Jair Bolsonaro como líder da extrema direita mundial. Ou seja, não há nenhum “político” no mundo que tenha poder de comando ou convocação sobre 20 milhões de cidadãos, no mínimo. Um verdadeiro exército. É atribuído a ele a frase de que os atentados em Brasília somam o equivalente a dezenas de invasões do Capitólio, fichinha perto do ocorrido na capital do país. O projeto do governo brasileiro é somar esforços com o governo Biden para colocar o “bruxo de Donald Trump” no xilindró. Já vai tarde para a prisão.  

#Donald Trump #Eduardo Bolsonaro #Jair Bolsonaro #Lula #Steve Bannon

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