Política
Tarcísio pressiona por inauguração da Linha-17 do Metrô até março
Talvez Tarcísio de Freitas queira “apenas” mais uma obra para exibir na sua campanha à reeleição; talvez ele saiba, desde já, que não estará na cadeira de governador em abril, prazo limite para a sua eventual desincompatibilização. O fato é que o governador tem feito forte pressão sobre a Agis Construção, responsável pelo projeto, para que a inauguração da Linha 17-Ouro do Metrô seja realizada até o fim de março. Vai ter de se tudo a toque de caixa. O cronograma está atrasado. A empresa não conseguiu entregar as oito estações e o pátio de manobra até dezembro, conforme estabelecido em contrato.
A obra é uma das meninas dos olhos de Tarcísio, seja pelo seu impacto em termos de mobilidade urbana, seja pelo simbolismo político. Trata-se de um monotrilho elevado de cerca de 6,7 quilômetros que vai ligar o Aeroporto de Congonhas às linhas 5-Lilás do metrô e 9-Esmeralda da CPTM, atendendo uma demanda estimada de até 100 mil passageiros por dia. Mais do que isso: ao cortar a fita de inauguração, Tarcísio concluirá um projeto que, entre idas e vindas, já leva mais de uma década de atraso. O cronograma original previa a entrega da linha 17 para a Copa do Mundo no Brasil, no já longínquo ano de 2014. Ou seja: em maior ou menor medida, a entrada em operação será um troféu, seja para um candidato à reeleição ao governo de São Paulo, seja para um postulante à Presidência da República.
#Tarcísio de Freitas