Arquivo Notícias - Página 97 de 1964 - Relatório Reservado

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Warburg Pincus aposta pesado em tecnologia para alavancar a VOLL

8/12/2025
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Tecnologia, tecnologia e mais tecnologia. Esse é o eixo central da estratégia de investimentos que vem sendo alinhavada pelo Warburg Pincus para a VOLL, empresa de gestão de viagens corporativas adquirida no mês passado junto à Localiza. A maior parcela dos quase R$ 300 milhões aportados pelos norte-americanos na companhia será destinada à montagem de uma nova estrutura digital. A ordem é usar e abusar de IA, para automação de reservas e reforço em processos preditivos de venda e alertas de oportunidade a clientes. O setor, de uma maneira geral, ainda opera com um grau expressivo de processos quase analógicos. A VOLL deve movimentar neste ano cerca de R$ 2 bilhões em GMV (Gross Merchandise Volume ou Volume Bruto de Mercadoria). O que se diz no mercado é que a Warburg Pincus tem com meta aumentar esse valor em 50% nos próximos dois anos.

Fazenda e operadoras de telefonia travam disputa por R$ 15 bilhões do Fistel

8/12/2025
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Em seu esforço de guerra para aumentar a arrecadação, o Ministério da Fazenda avança na direção das operadoras de telecomunicações. Em conjunto com a Advocacia Geral da União (AGU) e a Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Fernando Haddad tem trabalhado junto ao Supremo na tentativa de derrubar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7787, sob a relatoria de Alexandre de Moraes. O que está em jogo é uma disputa da ordem de R$ 15 bilhões. Trata-se do valor acumulado nos últimos cinco anos referente ao Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), recolhimento obrigatório imposto às empresas de telefonia com o objetivo de cobrir os custos de fiscalização do setor. Esses recursos formam hoje uma nebulosa jurídica e fiscal. A União encontra-se impedida de amealhar a cifra por conta do litígio em torno do Fistel. A cobrança está suspensa desde 2020 por força de uma liminar obtida pelas operadoras. O ponto central da contenda é a ADI 7787, requerida pela Acel (Associação Nacional das Operadoras Celulares) e pela Abrafix (Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado), que questionam a legitimidade dos valores exigidos pelo Fistel. As empresas alegam que as cifras superam em muitas vezes as despesas da Anatel com atividades de fiscalização. Nas contas do setor, a derrama prevista para este ano seria de aproximadamente R$ 900 milhões, o que corresponderia a 23 vezes os gastos da agência reguladora com essa rubrica em 2025 (R$ 37,5 milhões).
O principal desafio da Fazenda, com o auxílio da AGU e da PGR, é barrar a ADI 7787 e desbloquear os R$ 15 bilhões sub judice, permitindo que essa cifra, enfim, caia na conta do Tesouro e ajude no resultado primário. No entanto, do ponto de vista das contas públicas, a questão do Fistel é mais enrolada do que um fio de telefone fixo comutado. A disponibilidade de manejo desses recursos no orçamento da União é alvo de controvérsias. Historicamente, o governo federal sempre utilizou o dinheiro do Fistel para as mais diversas destinações, de obras em estradas à compra de peças para aeronaves da Força Aérea. No entanto, o ir e vir dos valores arrecadados pelo Fundo é objeto de questionamentos na Justiça. Com base na Lei nº 5.070, de 1966, que criou o Fistel, alguns juristas defendem que o fundo tem vinculação específica e seus recursos só podem ser usados na área de telecomunicações. Em 2017, a pedido da OAB, a juíza Diana Maria da Silva, do TRF-1, chegou a determinar que a União somente poderia utilizar esse dinheiro “integralmente na melhora da execução e da fiscalização dos serviços de telecomunicações”. No ano seguinte, o TCU decidiu que o saldo remanescente do Fistel pode ser destinado ao custeio de outras áreas “desde que não haja prejuízo ao equilíbrio orçamentário e financeiro da Agência Nacional das Telecomunicações”, ou seja, “apenas se as necessidades plurianuais da Anatel estiverem devidamente garantidas pela arrecadação corrente do fundo”. Reside aqui outro ponto polêmico. O entendimento do TCU dá uma certa margem de manobra. Não é de hoje que as próprias operadoras de telefonia apontam que o governo tem reduzido o orçamento da Anatel e sugado recursos destinados à fiscalização do setor para remanejar o dinheiro do Fistel as outras áreas.

#Abrafix #Fistel

Enel vira um cabo de alta tensão entre os governos Lula e Tarcísio

8/12/2025
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A discussão sobre a possível intervenção na Enel São Paulo tornou-se um teste de força entre o governo federal e a gestão de Tarcísio de Freitas. Embora critique publicamente a empresa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem atuado nos bastidores para conter um possível ímpeto intervencionista do órgão regulador. Na visão de Silveira, o afastamento do grupo italiano da operação traria desgaste para o próprio governo Lula, por desencadear uma corrente elétrica de insegurança jurídica às vésperas de um ano eleitoral. Politicamente, a intervenção é vista dentro do governo como um presente para Tarcísio de Freitas, que posaria junto ao eleitorado paulista como aquele que “solucionou” os constantes apagões na capital. Tarcísio, do lado oposto, tem feito pressões sobre a Aneel pela ingerência administrativa ou até mesmo pela cassação da concessão da Enel. O que se diz em Brasília é que o governador tem, inclusive, mobilizado a bancada parlamentar paulista e prefeitos do estado para fechar o cerco à agência reguladora e forçar uma punição contra a distribuidora de energia. Nesse curto-circuito, há ainda um fio que leva ao TCU. Na semana passada, o Tribunal de Contas recomendou que a Aneel analise os prós e contras de uma intervenção na Enel São Paulo. O pedido fez subir a temperatura, aumentando a percepção de que o TCU levantou uma bola para o órgão regulador cortar, decretando, assim, o afastamento da Enel da operação. A conferir as cenas – e fagulhas – dos próximos capítulos.

#Enel #Lula #Tarcísio

Kinea prepara fundo de infraestrutura e mira Copasa em 2026

8/12/2025
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O RR apurou que a Kinea, braço de private equity do Itaú, planeja montar um novo fundo voltado a investimentos em infraestrutura, com ênfase na área de saneamento. O alvo principal, nesse caso, é a Copasa, que o governo Romeu Zema promete levar a leilão em 2026. A Kinea entraria na disputa de mãos dadas com a Aegea, da qual é acionista. Replicariam assim o modelo da Corsan, a empresa de água e esgoto do Rio Grande do Sul – ambas são sócias no consórcio que arrematou a concessionária.  A Kinea tem cerca de R$ 140 bilhões sob gestão, mas o setor de infraestrutura ainda ocupa uma parcela pequena do portfólio, algo em torno de R$ 900 milhões.

#Copasa #Kinea

Tarifa mexicana deixa um gostinho amargo nas relações com o Brasil

8/12/2025
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No caso do Brasil, o impacto da sobretaxa de até 210% imposta pelo México às importações de açúcar deve ser analisado sob dois ângulos. Em termos práticos, o “tarifazo” do governo Claudia Sheinbaum terá efeito restrito. O México está longe de figurar entre os principais compradores do açúcar brasileiro. No ano passado, as exportações para aquele país somaram pouco mais de US$ 100 milhões, ou 5,5% dos embarques totais (US$ 18 bilhões). Porém, do ponto de vista das relações exteriores, a decisão do México pegou o governo brasileiro no contrapé. A medida veio no momento em que os dois países costuram a ampliação dos seus acordos comerciais e possibilidades de investimentos recíprocos. As tratativas tiveram início no último mês de agosto, quando o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Geraldo Alckmin, reuniu-se com Claudia Sheinbaum na Cidade do México.

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