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Tereza Cristina é a “ex-aliada” do momento para o bolsonarismo
5/12/2025A senadora Tereza Cristina (PP-MS) tornou-se o alvo da vez do clã Bolsonaro, mais precisamente de Eduardo Bolsonaro. Em conversas com aliados, o “03” tem disparado críticas à ex-ministra da Agricultura do governo de seu pai. Como de hábito no ecossistema digital do bolsonarismo, seus comentários têm estimulado ataques à parlamentar em grupos de WhatsApp. O estopim foram as declarações de Tereza Cristina elogiando os “negociadores brasileiros” pela decisão de Donald Trump de revogar a sobretaxa de 40% para uma série de produtos brasileiros, a começar por carne bovina e café. Sob a paranoica ótica bolsonarista, foi um aceno ao governo Lula. Entende-se o amargor de Eduardo, um triturador em série de aliados – recentemente, não custa lembrar, o nome de Tereza Cristina foi cogitado, inclusive, como candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada por Tarcísio de Freitas. Quando o assunto são as tarifas norte-americanas e a própria relação entre Lula e Trump, o clã Bolsonaro tem perdido todas.
Saint-Gobain retoma venda da Telhanorte e acelera sua saída do varejo
5/12/2025
União Química negocia aporte de capital com o IFC
5/12/2025Além de fundos de private equity, a União Química abriu conversações com o IFC (International Finance Corporation) em torno de um possível aporte de capital. Os números sobre a mesa variam entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. Ambos já são velhos conhecidos. Em 2023, o braço do Banco Mundial concedeu um empréstimo de US$ 65 milhões para a União Química ampliar sua produção de medicamentos e vacinas. O laboratório de Fernando Marques busca agora reforço de capital com um objetivo prioritário: apresentar uma proposta para a compra do laboratório Medley, colocando à venda pela francesa Sanofi. Procurada pelo RR, a União Química não se manifestou.
Bahia negocia investimento chinês em projetos de mineração
5/12/2025O governo da Bahia tem mantido conversas com autoridades e empresas chinesas em busca de investimentos para o setor de mineração. Segundo informações filtradas pelo RR, assessores do governador Jerônimo Rodrigues estão, inclusive, articulando o envio de uma comitiva ao país asiático no início de 2026. Entre os projetos que deverão ser colocados sobre a mesa estão a expansão da produção de níquel em Itagibá e Santa Rita; o fortalecimento do cinturão do cobre no Vale do Curaçá; e novas frentes de exploração de grafite, fosfato e magnesita. O governo também quer atrair capital privado para negócios em beneficiamento mineral, com foco em metalurgia e fertilizantes. Tudo muito, tudo muito bem, mas talvez a prioridade devesse ser encontrar um investidor para o maior projeto de mineração da Bahia, que periga virar um mico. Trata-se da mina de minério de ferro de Caetité, na Bahia. A Bamin, controlada pelo Eurasian Resources Group, do Cazaquistão, já deu sinais de que quer passar o negócio adiante. O governo Lula tenta convencer a Vale a assumir o empreendimento, até agora sem sucesso.
Governo avalia usar fundos regionais para compensar geradoras
5/12/2025O governo federal estuda alternativas para compensar as perdas sofridas por geradoras de energia renovável por conta do curtailment – os cortes obrigatórios de produção ordenados pelo ONS. Uma das ideias discutidas é o uso de recursos dos fundos de desenvolvimento regional, a exemplo do FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste) e do FNO (Fundo Constitucional do Norte). Outra proposta em voga é a criação de uma linha específica do BNDES. O curto-circuito com os investidores se agravou após o governo Lula vetar o trecho da MP do setor elétrico que previa o pagamento de uma indenização às empresas de geração. A derrubada provocou forte reação no mercado. Somente neste ano as companhias já perderam mais de R$ 3,5 bilhões com o curtailment.