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Aegea e BRK Ambiental entram juntas na estreita curva dos IPOs

18/12/2025
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No mercado, a percepção é que Aegea e BRK Ambiental estão disputando uma corrida na qual apenas uma deverá cruzar a linha de chegada. Se muito. A maratona em questão se refere ao anúncio simultâneo do plano das duas empresas de abrir o capital na B3 no primeiro semestre de 2026. Entre os investidores prevalece a leitura de que não há demanda para dois IPOs concomitantes no setor de saneamento. Talvez não exista sequer para um, a julgar pelo carry over do mercado brasileiro de capitais: a última listagem na B3 ocorreu em 2021. As duas empresas terão de disputar o mesmo recorte de investidores em um ambiente no qual a renda fixa ainda oferece retornos mais elevados. Além disso, há o risco de uma operação canibalizar o valuation da outra, o que dá ainda mais um ar de duelo na possível abertura de capital da Aegea e da BRK. Se o primeiro IPO sair com desconto relevante para garantir demanda, tende a se tornar a nova referência de múltiplos do setor. Quem vier depois pode ser forçado a aceitar um preço ainda mais baixo. No caso da Aegea, leia-se EquipavItaúsa e GIC, fundo soberano de Cingapura, há ainda um fator adicional de pressão sobre a precificação do papel: o elevado nível de alavancagem da companhia. No balanço de setembro, a relação dívida líquida/Ebitda chegou a 3,7 vezes, contra 3,5 vezes no terceiro trimestre do ano passado.

JBS desponta como favorita ao leilão do Tecon 10 após decisão do TCU

18/12/2025
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A súbita mudança do posicionamento do TCU em relação ao modelo de concessão do Tecon 10 chacoalhou o setor portuário. Entre os candidatos à licitação do novo terminal de contêineres do Porto de Santos, a guinada da Corte tem sido interpretada como mais uma demonstração do poder de influência e da capacidade dos irmãos Batista de emplacar seus interesses em Brasília. A própria forma como se deu a mudança de postura do TCU tem gerado burburinho no setor portuário. Inicialmente, o ministro Antonio Anastasia, relator do processo, havia votado contra o modelo apresentado pela Antaq para a concessão do Tecon 10. Porém, em uma reviravolta até certo ponto surpreendente, a maioria dos integrantes da Corte não seguiu Anastasia e optou por acompanhar o voto do ministro Bruno Dantas, revisor da matéria, mantendo o formato proposto pela agência reguladora.
O fato é que, aos olhos dos concorrentes, a JBS Terminais foi a principal beneficiada com a decisão, despontando desde já como favorita ao certame. O motivo são as restrições impostas à participação das empresas que já operam terminais de contêineres em Santos. Com a decisão do TCU, MSC, Maersk e CMA CGM estão proibidas de disputar a primeira fase do leilão. Só poderão entrar em uma eventual segunda rodada, caso não haja propostas no certame inicial. A julgar pelo apetite da JBS Terminais, é pouco provável que isso ocorra. O RR encaminhou uma série de perguntas à empresa, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. Também consultado, o TCU limitou-se a dizer que “se manifesta por meio de seus acórdãos”.
Quem consegue parar os irmãos Batista? Joesley e Wesley confabulam com Donald Trump, costuram com Lula e até articulam renúncia de presidente da República, no caso Nicolás Maduro. E assim vão esticando seus tentáculos por múltiplos setores. Após investir R$ 220 milhões no Porto de Itajaí, a JBS vislumbra a oportunidade de fincar bandeira no maior complexo portuário da América Latina. O que está em disputa é talvez a última grande oportunidade de se ocupar uma área no Porto de Santos. No local não há espaço para qualquer outra concessão desta envergadura. Com mais de R$ 6,5 bilhões de investimentos previstos, o Tecon 10 movimentará cerca de 3,5 milhões de TEUs por ano. Significa dizer que a nova estrutura representará sozinha, cerca de 60% da capacidade somada dos outros três terminais de contêineres de Santos (5,3 milhões).
Trata-se também de um movimento estratégico no tabuleiro do setor portuário. Ao avançar sobre o Tecon 10, o grupo dos irmãos Batista poderá deslocar a posição e enfraquecer os chamados operadores verticais, ou seja, os armadores, donos de navio, que também movimentam cargas em um terminal próprio, caso exatamente de MSC, Maersk e CMA CGM.
Em tempo: a decisão do TCU aumenta o risco de judicialização do leilão do Tecon 10. MSC, CMA CGM e Maersk já se movimentam para recorrer aos tribunais na tentativa de participar da licitação em pé de igualdade com os demais concorrentes. Em julho, a própria Maersk tentou suspender judicialmente o processo de concessão, mas teve seu pedido negado. A relação entre as empresas e o TCU também azedou. Na semana passada, Patricio Junior, diretor de investimentos da TiL (Terminal Investment Limited), braço de armazenamento de contêineres da MSC, disse que os votos dos ministros da Corte foram “políticos” e levantou a hipótese da decisão do Tribunal de Contas direcionar o resultado do leilão para “alguém”. Não deu nome aos bois, mas no setor sabe-se a quem ele estava querendo se referir…

#JBS

Após reestruturação, Natulab mira agora em M&As

18/12/2025
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A Natulab está garimpando ativos no setor farmacêutico. Na mira, marcas de medicamentos isentos de prescrição, fitoterápicos e suplementos — com um recorte mais cirúrgico: segundo informações filtradas pelo RR, o laboratório quer reforçar presença em categorias de alto giro e forte tração no balcão, especialmente dor e febre, gripe e resfriado. Trata-se de um segmento com elevada escala, recorrência de consumo e efeito chamariz nas gôndolas, capaz de impulsionar o sell-out de todo o portfólio junto às grandes redes.
Nos últimos anos, a companhia passou por uma reestruturação profunda, primeiro sob o Pátria Investimentos e, desde abril do ano passado, sob a batuta do fundo Pettra, de Ronnie Motta, que assumiu o controle ao encampar uma dívida de R$ 240 milhões. Desde então, Motta e investidores parceiros já aportaram R$ 180 milhões, direcionados à reorganização financeira, alongamento de passivos e recomposição de capital de giro — movimentos que devolveram previsibilidade ao caixa e fôlego operacional à empresa.
Com a casa arrumada, a Natulab passou a operar com alavancagem mais controlada, retomou geração de caixa e voltou a discutir crescimento orgânico e inorgânico de forma estruturada. A companhia conta hoje com plataforma industrial própria, capacidade de integração de marcas e uma malha de distribuição que alcança o varejo farmacêutico nacional — atributos que reduzem o risco de aquisições e aceleram captura de sinergias. Os resultados começam a aparecer. Neste ano, a Natulab deverá faturar cerca de R$ 800 milhões, crescimento de aproximadamente 20% em relação a 2024. O avanço reforça a leitura de que o turnaround entrou em fase madura e abre espaço para um novo ciclo estratégico.

#Natulab

Ruralistas usam agrotóxico para “matar” Anvisa e Ibama

18/12/2025
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O agronegócio trabalha para enfraquecer ainda mais o já esmaecido poder de Marina Silva à frente do Ministério do Meio Ambiente. A bancada ruralista pressiona o governo com o objetivo de esvaziar a influência do Ibama e também da Anvisa no processo de registro de defensivos agrícolas. O objetivo é concentrar o poder decisório no Ministério da Agricultura, onde os interesses do agro costumam ter eco. Os ruralistas já conquistaram hectares de terreno nessa matéria. Com a regulamentação do “PL dos Agrotóxicos”, aprovada em junho deste ano, todos os pedidos de registro devem ser feitos exclusivamente no sistema eletrônico da Pasta da Agricultura. Até então o requerimento tinha de ser submetido também ao Ibama e à Anvisa. Ainda assim, a análise técnica dos pedidos continua sob responsabilidade tripartite, a cargo do instituto ambiental, da agência reguladora da área de saúde e do próprio Ministério da Agricultura. O objetivo do agronegócio é que o peso do Ibama e da Anvisa nesse processo seja ainda menor e que a Pasta da Agricultura tenha sempre a palavra final para a aprovação das solicitações. Ou seja: o intuito dos ruralistas é neutralizar o poder veto que ainda resta nas mãos dos “inimigos” do agro.
A reação do agronegócio se intensificou nos últimos meses com a publicação de normas e critérios mais rigorosos por parte da Anvisa, sobretudo em avaliações de risco ocupacional e de exposição, e com exigências ambientais que, na prática, alongam prazos e elevam custos regulatórios. O resultado tem sido uma fila de processos mais lenta e imprevisível, justamente em um momento em que a indústria de defensivos busca renovar portfólio e substituir moléculas antigas.

#Anvisa #Ibama

Greve fragiliza recém-chegado presidente dos Correios

18/12/2025
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Há apenas dois meses no cargo, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, está em baixa no Palácio do Planalto. No entorno do presidente Lula, o entendimento é que Rondon, servidor de carreira do Banco do Brasil, demonstrou fragilidade ao não conseguir conter o movimento grevista na estatal. Os funcionários dos Correios aprovaram na última terça-feira paralisação em sete estados por tempo indeterminado. A decisão dos trabalhadores representa um fator adicional de desgaste para o governo em meio à grave crise financeira da estatal. Durante o processo de sucessão no comando dos Correios, o PT trabalhou por uma indicação interna, apresentando nomes de lideranças sindicalistas. Agora, com a greve, é mais do que provável de que o partido recoloque a questão sobre a mesa.

#Correios

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