Arquivo Notícias - Página 88 de 1964 - Relatório Reservado

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JiveMauá encontra um terreno fértil em meio a créditos podres

19/12/2025
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A JiveMauá, gestora com cerca de R$ 21,3 bilhões sob gestão, está se consolidando como um dos principais vetores de capital no mercado de créditos estressados do agronegócio, uma frente marcada por risco elevado, mas com potencial de retorno acima da média. A casa de investimentos já alocou aproximadamente R$ 2 bilhões na aquisição de carteiras inadimplentes ligadas ao setor rural — montante que, segundo interlocutores do mercado, deve crescer de forma relevante ao longo de 2026, à medida que bancos aceleram a limpeza de balanços e novas recuperações judiciais ganham tração no campo.
O foco da JiveMauá tem sido a compra de créditos com lastro real robusto, sobretudo operações garantidas por terras agrícolas no Centro-Oeste e no Sul, regiões onde a liquidez fundiária e o valor dos ativos ainda funcionam como colchão de proteção contra perdas mais severas. A gestora evita operações pulverizadas e privilegia exposições concentradas, em produtores médios e grandes, com histórico operacional e ativos capazes de sustentar uma reestruturação mais profunda.
Nos bastidores, a leitura é que a gestora também passou a monitorar ativamente processos de RJ em estágio inicial, buscando entrar antes da deterioração total do crédito. Esse movimento permite negociar diretamente com bancos originadores e produtores, capturando descontos mais agressivos e evitando leilões concorridos de carteiras já amplamente conhecidas pelo mercado.

#JiveMauá

Tarcísio busca crédito internacional para megapacote de obras em SP

19/12/2025
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O governo de São Paulo abriu conversações com bancos de fomento internacionais no intuito de estruturar um pacote de financiamentos para grandes projetos de infraestrutura no estado. Segundo informações apuradas pelo RR, há tratativas em curso com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial. Nos corredores do Palácio dos Bandeirantes, fala-se em até R$ 4 bilhões em crédito junto às duas instituições, com o objetivo de dar tração a um programa de investimentos estimado em R$ 32 bilhões apenas em 2026. Um dos projetos prioritários é a construção da Linha 6-Laranja do Metrô, para o qual a gestão Tarcísio de Freitas negocia uma linha de crédito internacional da ordem de R$ 2,3 bilhões. O empreendimento é uma espécie de menina dos olhos do governador de São Paulo, por combinar uma grande obra estruturante, alto impacto urbano e forte simbolismo político – após anos de atrasos e disputas contratuais, a obra deslanchou sob o seu governo. Por ora, Tarcísio ainda não sabe como aparecerá na urna eletrônica em 2026 – se como candidato à reeleição ou postulante ao Palácio do Planalto. Mas, desde já, é notório o seu esforço para consolidar a imagem de grande gestor de projetos de infraestrutura ou de “CEO”, como ele costuma se referir à função de um presidente da República.
Ainda na área de transportes metropolitanos, o governo de São Paulo está tocando simultaneamente a expansão da Linha 2-Verde, Linha 17-Ouro e Linha 4-Amarela. O estado conduz ainda 11 projetos de trens para conectar cidades do estado, embora esta não seja exatamente a área em que a gestão Tarcísio de Freitas tem tido maior sucesso. Apenas quatro deles, que passam pela capital, começaram a avançar e deste o único adiantado é a ligação São Paulo-Campinas.

#Tarcísio de Freitas

Assaí escreve as cenas dos próximos capítulos no contencioso com o GPA

19/12/2025
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O contencioso entre o Assaí e o Grupo Pão de Açúcar (GPA) está longe de um epílogo. A empresa atacadista estuda medidas judiciais mais contundentes, com efeito sobre os próprios acionistas da GPA. O Assaí passou a trabalhar com a hipótese de questionar operações societárias futuras do GPA. A medida tem um alvo cirúrgico: surge no momento em que o Casino se movimenta para vender suas ações no Pão de Açúcar – com 22%, o grupo francês segue como o segundo maior acionista da rede de supermercados, atrás apenas da família Coelho Diniz. O pano de fundo do imbróglio é a disputa judicial entre Pão de Açúcar e Assaí envolvendo os passivos tributárias desta última até dezembro de 2020, quando as duas empresas eram um só. O Assaí exige que o GPA apresente garantias financeiras capazes de cobrir as dívidas com o Fisco anteriores ao spin-off. Recentemente, no entanto, sofreu uma derrota nos tribunais: a 3ª Vara Empresarial do Estado de São Paulo entendeu que o Pão de Açúcar não tem qualquer obrigação em relação ao passivo em questão. Como contraofensiva uma das hipóteses cogitadas pelo Assaí é congelar mudanças na estrutura de capital do Pão do Açúcar, sob o argumento de que eventuais desinvestimentos podem eventualmente gerar patrimonial do GPA, fragilizando sua capacidade de ressarcimento dos valores cobrados. Procurado, o Assaí não se manifestou até o fechamento desta matéria.

#Assaí

Bets questionam Fazenda por bloqueio de beneficiários de programas sociais

19/12/2025
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No momento em que o Congresso aprovou o aumento da taxação das bets, surge um novo ponto de fricção entre as casas de apostas e o governo. As empresas do setor alegam que o Ministério da Fazenda tem bloqueado indevidamente o acesso de milhares de pessoas as suas plataformas. Segundo informações apuradas pelo RR, de 1º de dezembro até ontem mais de um milhão de beneficiários do Bolsa Família e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) foram impedidos de acessar sites de apostas. As bets, no entanto, afirmam que a Fazenda tem se baseado em cadastros defasados para proceder os bloqueios. Nas contas das plataformas, já seriam quase cem mil ex-beneficiários do Bolsa Família e do BPC que estão sendo equivocadamente impedidos de fazer sua “fezinha”. Partindo da premissa de que cada brasileiro gasta, em média, R$ 160 por mês em apostas, esse contingente representa algo como R$ 16 milhões/mês em receita potencial para as plataformas. De grão em grão…

#Bets

Motiva acelera rumo ao leilão das Rotas Gerais

19/12/2025
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A Motiva, antiga CCR, é apontada dentro do próprio Ministério dos Transportes como principal candidata ao leilão das Rotas Gerais (BR-116/251/MG), marcado para 31 de março de 2026, na B3. A empresa arrematou recentemente a concessão da Fernão Dias (BR-381), também em Minas Gerais. Além da possível captura de sinergias entre dois importantes corredores logísticas mineiros, a escala das Rotas Gerais dialoga com a estratégia da Motiva de dar prioridade a ativos de grande porte. Some-se o fato de que a empresa está altamente capitalizada: acaba de vender um pacote de 20 concessões aeroportuárias para a mexicana ASUR por R$ 11,5 bilhões. A concessão das Rotas Gerais, de 735 km, prevê investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

#Motiva

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