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Brazil Potash garimpa investidores para o Projeto Autazes

17/12/2025
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A Brazil Potash mantém conversas com fundos internacionais em busca de um sócio para o Projeto Autazes. Em jogo, a exploração de uma grande jazida de potássio na Amazonas, investimento orçado em mais de US$ 2,5 bilhões. Segundo informações que circulam no mercado, um dos potenciais candidatos ao negócio é a Resource Capital Funds (RCF), fundo americano focado exclusivamente em mineração e metais. Uma das hipóteses cogitadas pela Brazil Potash é montar um consórcio de investidores, no qual poderiam entrar não apenas private equities como também fundos soberanos. A companhia, per si, já é uma torre de babel. Com sede em Toronto, a Brazil Potash é controlada pelo empresário indiano-canadense Stan Bharti, que tem negócios em mineração e fertilizantes não apenas no Canadá, mas também na Mongólia e em países africanos. No final do ano passado, a empresa realizou seu IPO Brazil Potash na Bolsa de Nova York. Os números não foram exatamente superlativos: a empresa levantou US$ 30 milhões. Ainda assim, o Projeto Autazes é um dos maiores investimentos na área de fertilizantes em curso no Brasil e uma das grandes apostas para a redução da dependência de adubo importado. O plano prevê, para a primeira fase, a produção de 2,4 milhões de toneladas de potássio, o que atenderia a 20% da demanda do país pelo produto.

#Brazil Potash

“Carros voadores”: Embraer disputa cada dólar com concorrentes internacionais

17/12/2025
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O RR apurou que a Eve, a fabricante de aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Embraer, avalia uma nova emissão de ações em mercado, com o objetivo de aumentar sua base de investidores internacionais e reduzir a dependência de financiamentos diretos. Segundo informações apuradas pelo RR, a empresa tem feito sondagens junto a grandes private equities e também a fundos soberanos. No total, a Eve já levantou cerca de US$ 1 bilhão, entre empréstimos e aporte de capital. A captação via equity mais recente se deu em agosto, quando a companhia amealhou US$ 230 milhões – desse total, US$ 75 milhões vieram do BNDES. Por sinal, até o momento, o banco é o grande financiador do projeto da Embraer de fabricar seu próprio “carro voador”, como é chamado o eVTOL: entre participação societária e financiamento, o BNDES já desembolsou mais de R$ 1,2 bilhão. Procurada pelo RR, a Embraer não se manifestou.

Em entrevista ao Valor Econômico, na semana passada, o CEO da Eve, Eduardo Couto, fez questão de enfatizar que empresa tem US$ 550 milhões em caixa. Entende-se a sua preocupação. A controlada da Embraer tem sido regularmente questionada pelo mercado em relação ao cronograma de desenvolvimento do eVTOL e à capacidade financeira de tocar um projeto que exige um longo ciclo de investimentos e envolve um dispêndio tão elevado. Um dos principais fatores de  custo é a certificação da aeronave elétrica nos mais diversos países. A pressão sobre a Eve é alimentada também pelo significativo nível de capitalização e competividade alcançado por suas principais concorrentes internacionais. A norte-americana Joby Aviation já levantou cerca de US$ 1,5 bilhão, somando venture capital pré-listagem, ofertas públicas e investimentos estratégicos recentes. Desse total, cerca de US$ 900 milhões foram aportados pela Toyota. A Archer Aviation, também dos Estados Unidos, captou mais de US$ 2 bilhões junto a gigantes como Stellantis, Boeing e United Airlines. Até a alemã Lilium, que esteve perto de quebrar, voltou ao game após receber uma injeção de US$ 210 milhões de um consórcio de investidores.

Segundo a Eve, os pedidos firmes e as cartas de intenção para a compra do eVTOL somam 2,8 mil aeronaves. É mais do que qualquer uma de suas grandes concorrentes internacionais. Ainda assim, o mercado parece estar em compasso de espera em relação à empresa. No ano, a ação acumula uma queda próxima a 10% na Nyse – seu atual market cap é de US$ 1,6 bilhão. Para efeito de comparação, no mesmo período o valor de mercado da Joby Aviation praticamente duplicou, saindo de US$ 7,5 bilhões para US$ 14 bilhões.

#Embraer

BB desponta como uma alavanca do governo para financiar minerais estratégicos

17/12/2025
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O Banco do Brasil, ao que tudo indica, será um importante instrumento do governo para alavancar a produção e, principalmente, o beneficiamento de minérios estratégicos. Vide o primeiro movimento do BB nessa direção. Segundo o RR apurou, antes mesmo do prazo previsto (19 de dezembro), a instituição já bateu a meta de levantar R$ 400 milhões para o BB Ore Régia Minerais Críticos FIC. Trata-se do primeiro FIP (Fundo de Investimento em Participações) lançado pelo banco com o objetivo de financiar empresas e projetos ligados à cadeia de metais estratégicos no Brasil. De acordo com informações filtradas pelo RR, diante da demanda o BB já avalia a possibilidade da montagem de um segundo fundo similar no primeiro semestre de 2026. A gestão do FIP é dividida entre a Régia Capital, plataforma formada por BB Asset e JGP para investimentos sustentáveis, e a Ore Investments, primeira gestora independente do Brasil focada exclusivamente em mineração.

#Banco do Brasil

Mercado publicitário disputa o passe de Carlo Ancelotti

17/12/2025
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O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, tem tudo para ser um dos principais garotos-propaganda de 2026. Com a proximidade da Copa do Mundo, o treinador italiano já foi sondado por pelo menos quatro grandes empresas, entre elas duas patrocinadoras da própria CBF, para estrelar campanhas publicitárias no próximo ano. Os contatos são conduzidos por sua esposa, a canadense Mariann Barrena, especialistas em finanças – o que se diz nos bastidores é que Mariann administra a carreira de Ancelotti com mãos de ferro. O técnico já deu uma amostra do que está por vir em 2026 ao protagonizar um anúncio da Amazon Prime Vídeo para a transmissão das finais da Copa do Brasil. Estimativas no mercado indicam que, na Europa, o treinador já chegou a embolsar até cinco milhões de euros em um único ano com contratos de publicidade. Mas Ancelotti tem suas restrições. Nega-se a vincular seu nome a sites de aposta, hoje os maiores anunciantes do marketing esportivo do Planeta, a bebidas alcoólicas e a tabaco, curiosamente sendo ele um inveterado fumante.

#Carlo Ancelotti

Tremor em Minas Gerais vira munição para oposição junto ao TCU

17/12/2025
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No fim do dia de ontem corria nos gabinetes da Câmara a informação de que a bancada mineira da oposição, à frente o sísmico Nikolas Ferreira (PL-MG), pretende acionar o TCU pedindo uma investigação sobre a gestão orçamentária da ANM (Agência Nacional de Mineração). O pano de fundo é o recente tremor de 4.4 na Escala Richter detectado na região de Araxá no último dia 12. A própria agência admitiu que a escassez de verbas compromete o envio de equipes técnicas para avaliar o possível impacto dos abalos sobre estruturas de minas e barragens na região: “É importante destacar que estamos enfrentando um cenário orçamentário desafiador. Essa limitação afeta nossa capacidade de realizar fiscalizações presenciais imediatas”, informou a instituição em nota, dando um prato cheio para Ferreira e aliados. A oposição quer atacar por todos os flancos: mira tanto no governo, pelo contingenciamento de verbas das agências reguladoras, quanto na direção da ANM. O discurso de que o atual comando da entidade falha na gestão dos poucos recursos orçamentários que recebe está na ponta da língua dos parlamentares mineiros.

#Agência Nacional de Mineração

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