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12/02/2025
Coteminas coloca ativos sobre o balcão em nome da sobrevivência
12/02/2025Entre a “grande Coteminas do passado” e a “Coteminas possível do futuro”, resta a Josué Gomes da Silva lutar pela sobrevivência da segunda. Nem que isso signifique o doloroso desmonte do conglomerado herdado de seu pai, José Alencar. Após a transferência da rede Mmartan para o fundo Ordones, o grupo avalia se desfazer da Ammo Varejo.
A empresa reúne as marcas Artex, Casa Moysés e Persono e responde por praticamente metade do faturamento total da Coteminas, de R$ 686 milhões em 2023, último balanço divulgado. Ou seja: a negociação representaria a saída do grupo do varejo e seu retorno às origens, voltando a ser exclusivamente uma tecelagem. E ainda assim menor do que é hoje.
A Coteminas estuda também se desfazer da Companhia Tecidos Santanense. Uma das hipóteses sobre a mesa é a venda pura e simples da empresa. A Capricórnio Têxtil, sediada em São Paulo, é apontada no setor como candidata ao negócio.
O Plano B seria o repasse do controle aos credores, a exemplo do que foi feito com a Mmartan. A Santanense tem duas fábricas nos municípios de Pará de Minas e Itaúna, ambos em Minas Gerais, com capacidade para produzir mais de 60 milhões de metros lineares de tecidos por ano.
Ambas operam de forma errática e precária há mais de um ano. Em Itaúna, os trabalhadores atravessaram boa parte do ano de 2024 parados em casa. Ao mesmo tempo, a Coteminas avalia vender ou, no limite, até mesmo desativar a sua operação na Argentina, que inclui uma fábrica em La Banda, Santiago del Estero.
O RR enviou uma série de perguntas para a Coteminas, mas não obteve retorno.
O desafio de Josué Gomes da Silva é enorme. Em recuperação judicial, a Coteminas acumula uma dívida superior a R$ 1 bilhão. Consta que, desde o fim de 2023, já promoveu mais de duas mil demissões.
A solução para a sua grave crise parecia ter vindo da China. Em 2023, a empresa obteve um empréstimo de US$ 20 milhões da Shein, vinculado a um acordo para a produção conjunta de peças de vestuário. À época surgiram especulações sobre a possível entrada da plataforma de e-commerce no capital do grupo brasileiro. A parceria, no entanto, jamais saiu do papel.
Sergio Rial vai mandar, e muito, na Cyrela
12/02/2025Quem conhece Elie Horn, controlador da Cyrela, sabe muito bem que Sergio Rial não será um “mero” conselheiro a mais no board da companhia. Indicado para o colegiado, Rial chegará para formar uma espécie de triunvirato na condução estratégica da incorporadora, ao lado do próprio Horn e de Rogério Melzi, atuais copresidentes do conselho da empresa. O dono da Cyrela e o ex-presidente do Santander e efêmero CEO da Americanas tocam de ouvido. Horn foi o responsável pelo ingresso de Rial como sócio da Crescera Capital, a antiga Bozano Investimentos, em maio do ano passado.
Setor de apostas ainda é um voo às escuras para a Receita
12/02/2025O setor de apostas é uma zona cinzenta para o Ministério da Fazenda, especialmente a Receita Federal. O Grupo de Trabalho Intersecretarial (GTI-Bets) criado em conjunto entre Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e a Receita tem encontrado dificuldades para monitorar e rastrear as operações das 76 plataformas autorizadas a atuar no país – no caso dos sites ilegais, aí, então, trata-se de um buraco negro. Nem todos os sistemas estão integrados e, segundo informações filtradas pelo RR, diversas empresas de bets não vêm compartilhando dados com os órgãos de fiscalização. O GTI-Bets, de caráter provisório, terá até o fim de junho para produzir um relatório detalhado sobre a regularidade fiscal das plataformas de apostas e o cumprimento dos requisitos estabelecidos pela Fazenda para operar legalmente no país. Pelo andar da carruagem, vai ser complicado atender a esse prazo.
BNDES é o trem-pagador de Tarcísio de Freitas na mobilidade urbana
12/02/2025O governo de São Paulo mantém tratativas com o BNDES em busca de recursos do FGTS para financiar projetos na área de transporte público, notadamente metrô. Ao longo deste ano, a agência de fomento terá cerca de R$ 6 bilhões do Fundo de Garantia para obras e aquisição de veículos no âmbito do programa Pró-Transporte. Ressalte-se que Tarcísio de Freitas não tem do que se queixar da gestão Lula quando o assunto é o apoio do BNDES a investimentos em mobilidade urbana no estado. Em novembro do ano passado, o governo paulista assinou com o banco quatro contratos de financiamento para expansão do metrô, compra de ônibus elétricos, obras no Rodoanel e implantação do trem Intercidades, entre São Paulo e Campinas, no valor total de R$ 10,6 bilhões.