Arquivo Notícias - Página 309 de 1966 - Relatório Reservado

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Compra da Tok & Stok ainda não fez bem aos acionistas da Mobly

13/02/2025
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O mercado pune. Que o digam Victor Noda, Marcelo Marques e Mario Fernandes Filho, fundadores e principais executivos da Mobly. Exatos seis meses após anunciar a compra da Tok & Stok, a plataforma de e-commerce de móveis e decoração idealizada pelo trio já perdeu mais da metade do seu valor de mercado, precisamente 54%. Entre os investidores, ao que parece, ainda mais dúvidas do que certezas quanto ao processo de integração entre as duas companhias. O ponto nevrálgico é a repactuação da dívida da Tok & Stok, de R$ 640 milhões. Em novembro, a Justiça homologou o plano de recuperação extrajudicial da empresa. Mas ainda há uma íngreme ladeira pela frente, leia-se a negociação com os bancos credores, entre os quais Santander e Banco do Brasil.

Outra situação sensível é o imbróglio com o casal Ghislaine e Regis, fundadores da Tok & Stok. Ambos têm uma dívida a receber da companhia. No acordo de M&A foi oferecido à dupla trocar o crédito por debêntures conversíveis em ações da “Nova Mobly”. Até o momento, os Dubrule não aceitaram. E, a julgar pelo track records, não parecem muito dispostos a fazê-lo. O casal chegou a acionar a Justiça com um pedido de suspensão da recuperação extrajudicial da Tok & Stok e da própria transferência do controle da empresa. Nesse cenário, o desafio dos acionistas da Mobly, à frente o grupo alemão Home24, é estancar a perda de valor da companhia pós-fusão. O RR encaminhou uma série de perguntas à Mobly, mas a empresa não se manifestou até o fechamento desta matéria.

#Tok&Stok

Mesmo com alíquota reduzida, tributação de funerárias ainda está pela hora da morte

13/02/2025
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Ao contrário de seus clientes, as empresas de serviços funerários não descansam. Seguem trabalhando junto a parlamentares e ao próprio governo na tentativa de arrancar uma taxação ainda menor no âmbito da reforma tributária. O “lobby do desencarne”, capitaneado pela Associação dos Cemitérios e Crematórios do Brasil (Acembra) e pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), teve uma vitória no fim do ano passado, quando a Câmara aprovou a inclusão do setor no regime de alíquota reduzida de 60%, a exemplo da área de saúde.

Sem a medida, a carga tributária sobre prestadores de serviços funerários subiria de uma média de 8,65% para 19,88%, ou seja, um aumento de 130%. Com a regra, a taxação média será de 15,9% – uma alta de “apenas” 83%. 

Ainda assim, o alívio é considerado insatisfatório por cemitérios, crematórios e congêneres. O problema está no piso do gravame. Empresas que pagavam um mínimo de 5% agora poderão ser tributadas em 15,9%.

Significa dizer que negócios de pequeno porte – a maioria do setor – estão ameaçados de fazer um último enterro, sepultando a si próprios.

Interesses corporativos à parte, essa é uma questão que atinge diretamente a baixa renda. Pior do que o custo de vida no Brasil só mesmo o custo de morte. Um funeral no país sai, em média, por R$ 2,5 mil.

Ou seja: com base no valor atual, quem ganha um salário-mínimo precisa do correspondente a 50 dias de trabalho para arcar com o sepultamento ou cremação de um familiar. Não por acaso, os serviços funerários estão no rol da chamada infraestrutura social, ao lado de educação, saúde, habitação e até mesmo o sistema prisional.

Trata-se de um setor da economia que movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano e é razoavelmente pulverizado, reunindo aproximadamente seis mil cemitérios públicos e outros 800 privados, quase seis mil funerárias e 200 crematórios.

#funerárias #Sincep

Cosan negocia venda de participação na Compass

13/02/2025
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A Cosan tem conversado com fundos de private equity em torno da venda de uma participação minoritária na Compass, seu braço na área de distribuição de gás. Um dos candidatos seria a Vinci Partners. A Compass reúne sete distribuidoras, com destaque para a Comgás. Em seis delas, tem a Mitsui como sócia minoritária. A negociação de uma fatia do capital da empresa faz parte do esforço da Cosan para reduzir seu endividamento.  Recentemente, o grupo de Rubens Ometto se desfez de sua participação na Vale. Além disso, negocia a venda da Raízen Power, comercializadora de energia renovável, e de operações da Rumo Logística – conforme informou o colunista Lauro Jardim, de O Globo, no último domingo. Procurada pelo RR, a Cosan não quis se pronunciar.

#Compass #Cosan

Santander injeta mais dinheiro em sua fintech no Brasil

13/02/2025
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O Santander deverá realizar um aporte de capital na operação brasileira da Ebury. A injeção de recursos daria sustentação aos planos expansionistas da fintech de origem britânica, comprada pelo conglomerado financeiro espanhol em 2019 por 350 milhões de euros. A ampliação dos negócios no Brasil está fortemente focada nas áreas de hedge, proteção cambial e gestão de risco, tudo temperado com uma boa dose de concessão de crédito para fisgar e fidelizar novos clientes. Aquisições também estão no radar. A Ebury já cravou uma compra no país: em 2022, incorporou o banco de câmbio Bexs. Consultado, o Santander não se manifestou.

#Santander

Eduardo Cunha já “absolveu” Domingos Brazão

13/02/2025
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O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tem dito a líderes parlamentares que o deputado federal Chiquinho Brazão não será cassado. Cunha nunca foi um bravateiro. Portanto, a leitura entre seus interlocutores é que o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, dificilmente vai levar o caso a plenário. Ressalte-se que Motta é um apadrinhado histórico de Eduardo Cunha, com quem sempre teve uma relação pautada por uma boa dose de subserviência. Em grande parte, o deputado deve a Cunha a sua eleição para o comando da Câmara. Em agosto do ano passado, o Conselho de Ética da Casa aprovou o pedido de cassação de Brazão, acusado de participar do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. E, de lá para cá, o processo não andou. E, pelo jeito, assim seguirá.

#Eduardo Cunha

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